segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não sou esperto nem sou bruto ...

“Não sou esperto nem sou bruto
Nem bem nem mal educado
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado.”
António Aleixo


A quadra anteriormente transcrita do autor António Aleixo, remete-nos para o processo de socialização, que consiste na adaptação e integração, que o indivíduo efectua, das normas, padrões, regras e valores da cultura em questão.
Este processo de socialização tem como agentes a família, a escola, os mass media e os grupos de pares.
A família é o primeiro agente ao qual a criança tem contacto, sendo por isso o de maior importância, pois é este que transmite os primeiros valores, normas, regras, padrões. Este tem a função de prepara o indivíduo para a reprodução sexual, marcar os comportamentos das raparigas e a aceitação dos estatutos presentes na sociedade. Contudo, a família tem também uma vertente emocional e afectiva que permite a integração fácil e voluntária da cultura.
Após a família, temos o agente escola que tem como função preparar o indivíduo para a vida activa na sociedade, fazendo-o aceitar os papéis e os estatutos vigentes, garantindo assim a reprodução do capital e da força do trabalho.
Os mass media são um importante agente de socialização, principalmente nas sociedades mais industrializadas, nomeadamente a rádio, a televisão, os jornais, entre outros. Estes exercem um grande poder sobre os indivíduos pelo facto de serem de fácil acesso, transmitindo as normas, os valores, as regras e padrões sociais.
Quanto ao grupo de amigos, podemos dizer que são também muito importantes pois pela proximidade e afectividade integram os elementos culturais mais facilmente.
De focar que no processo de socialização se podem distinguir dois tipos, a socialização primária e a socialização secundária. No que concerne à socialização primária, esta consiste no primeiro contacto com valores, regras, comportamentos, padrões, sendo estes transmitidos pela família; relativamente à socialização secundária, esta consiste na integração e adaptação a elementos mais complexos, e ocorre ao longo de toda a vida.
Assim sendo, como podemos constatar nos seguintes versos, “ sou simplesmente o produto/ do meio onde fui criado”, o indivíduo está perante um processo de socialização, processo esse que é contínuo, ou seja, ocorre desde que o ser nasce ate à sua morte, visto que à nascença somos seres, sociologicamente, em branco.

2 comentários:

sara barbosa disse...

oi...desculpem mas esqueci-me de colocar a bibliografia... aqui vai...
http://www.geocities.com/ludivick/psisocial/link5.html
http://sophiamar.blogspot.com/2008/03/antnio-aleixo-o-poeta-cauteleiro.html

Anónimo disse...

adorei este trabalho... esta mesmo muito bom... sendo que aborda muitissimo bem a importancia do processo de socialização... de salientar que esta abordagem e feita de uma forma muito criativa, visto que a citação do poema e muito ilustrativa do papel preponderante que os agentes de socialização...