segunda-feira, 7 de abril de 2008

Modelo Computacional da Mente


A ideia de que a mente se constrói fundamentalmente com dados (informações) que provêm do meio ambiente, conduziu ao modelo computacional da mente: comparou-se o funcionamento da mente, com o funcionamento de um computador.
Comparou-se vários procedimentos mentais aos procedimentos computacionais: recolha da informação, armazenamento, processamento, tratamento, estratégias de resolução de problemas. Realmente os procedimentos parecem ser semelhantes, contudo estamos perante uma perspectiva simplista e não adequada porque não se pode comparar a mente humana com uma máquina de processamento de informação.
Embora a informação esteja na base das representações, esta não é uma cópia da realidade, da informação, mas sim uma interpretação. A informação em si não tem qualquer significado, e para que as representações possam ser úteis, para se poder compreender o mundo interior e o exterior, as representações têm de ter significado para a mente. A mente mais do que tratar informação, vai criando significados (como já expliquei quando falei sobre “A mente é um sistema dinâmico de relação entre um ser humano e o seu mundo”). E aqui reside uma grande diferença com o modelo computacional, enquanto o computador se limita a executar regras abstractas, a mente humana funda-se em significados, projectos, intenções.
Pois, colocar o significado numa posição central valorizou o lado activo do homem e da mente. Nós, enquanto sujeitos activos, não nos limitamos a reproduzir mentalmente o mundo, cada um de nós mais do que recolher informação sobre a realidade, interpreta a cada momento essas informações de modo a terem significado. O sujeito apropria-se desses mesmos significados de modo a fazerem sentido no contexto da experiência social e no modo como compreende o mundo e nele age.
Outra diferença é que o funcionamento mental e a acção no mundo dos seres humanos são intencionais porque são orientados por propósitos: o que pensamos, o que agimos, ou desejamos, faz sentido. Ao apropriarmos expectativas, regras, normas, valores, construímos vontades, aspirações. Esta dimensão de desejo está presente em todas as nossas acções e comportamentos.
Percebeste agora que a mente e o computador são duas realidades distintas e insusceptíveis de comparação?


Bibliografia:
Manual de Psicologia do 12ºano
http://www.belaspoesias.kit.net/imagens/mente.jpg
http://penta2.ufrgs.br/edutools/mapasconceituais/computador.gif


Alexandra Tolda Pinto 12ºB nº1

1 comentário:

Cátia Ferreira disse...

Por mais corriqueiros e conhecidos que sejam os enunciados que
produzimos ou ouvimos, eles requerem um esforço mental, de armazenamento
de conhecimentos anteriores, de experiências, de processamento desses conhecimentos e de
tradução desse processamento em linguagem. É tudo muito complexo para um computador, que apenas recolhe, processa e armazena a informação.. ainda falta "alguma coisa" a esses objectos para se tornarem humanos :)