sábado, 28 de fevereiro de 2009

O que é o amor ?

Todos sabemos o que é o amor, não sendo, no entanto, pelo menos para mim, possível defini-lo por palavras… Mas afinal o que será este sentimento (se o for) que nos torna parcialmente dependentes das pessoas que nos são mais próximas (e que amamos), ao ponto de, ao estarmos longe delas, nos tornemos altamente infelizes e angustiosos?

Robert Stenberg, psicólogo norte-americano, formulou uma teoria segundo a qual o amor englobaria três componentes distintas: a intimidade, a paixão e o compromisso. No que toca à intimidade, de carácter mais emocional, estamos perante uma relação de confiança mútua que inclui a protecção e a necessidade de estarmos perto do outro. É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atracção sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo.


Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, "ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa."

Psicologismos à parte, o que será, entre nós, sabedores do senso-comum, o amor? Será uma mistura entre loucura e paixão que faz focar o nosso pensamento única e exclusivamente na pessoa que amamos? Ou será um sentimento de desejo incontrolável que nos torna incessantemente ansiosos por estar com o outro, numa troca recíproca de carinho, afecto, confidências, palavras e olhares? De facto, o amor pode ser uma conjugação de todos estes aspectos, em que nenhum é dispensável mas todos são imprescindíveis.

Numa tentativa de simplificar a definição de Amor, os psicólogos sociais recorreram à definição de seis diferentes formas de amar. São elas seis: o amor romântico (envolve paixão, unidade e atracção sexual mais usual na adolescência), o amor possessivo (determinado pelo ciúme, provocando emoções extremas), o cooperativo (que nasce geralmente de uma amizade anterior, sendo alimentado por hábitos e interesses comuns), o amor pragmático (característico de pessoas ensinadas a reprimir os seus sentimentos o mais possível, sendo estas relações desprovidas de qualquer manifestação de carinho), o lúdico (que se baseia na conquista e na procura de emoções passageiras) e o amor altruísta (praticado por pessoas dispostas a anular-se perante o outro, tendendo a "isolar-se num mundo onde, na sua imaginação, só cabem os dois ainda que o outro pense e actue exactamente ao contrário").

Há quem defenda que o amor é uma história construída ao longo da vida que, com o tempo, transpõe a mera atracção física, passando para uma preocupação com o bem-estar do outro para o seu próprio bem-estar. Manifesta-se numa influência mútua, no qual a (in) felicidade de um causa a (in) felicidade do outro. A paixão e o desejo tendem a não ser tão intensos, fortalecendo-se antes a cumplicidade, a intimidade e o companheirismo.

Durante a minha pesquisa, e na tentativa de explicar o que é ou em que se baseia o amor, descobri um estudo que revelou que os sentimentos amorosos podem levar à inibição da actividade de várias áreas do cérebro ligadas à capacidade e ao pensamento crítico, suprimindo a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros, e também as emoções negativas. Este facto acaba, curiosamente, por fazer jus ao ditado popular que afirma que "o amor é cego." De facto, este estado leva a uma alteração da nossa capacidade cognitiva: tendemos a idealizar o parceiro, exagerando nas suas qualidades e rejeitando todo o tipo de indícios menos positivos que dele possam surgir. Ainda no mesmo estudo, outro aspecto que terá impressionado os investigadores foi o facto de, ao analisarem a actividade cerebral de 20 jovens mães ao verem as fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos, terem verificado que, tal como nos padrões de actividade cerebral registados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico, ocorre uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos.

Apesar de todos estes dados, imprescindíveis para o conhecimento do amor, qualquer definição que nos seja apresentada nunca nos satisfaz completamente. Sentimos que existe sempre mais alguma coisa e é esse mesmo mistério que torna a definição do amor subjectiva e, por isso, controversa e não consensual. Até porque, se tal fosse possível, a magia envolta em torno desse elemento fundamental da vida de um indivíduo poderia desaparecer, perdendo assim parte de todo o seu significado…

"Alguns dos obstáculos a amar: a nossa agenda pessoal ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas."

Martine Batchelor

FONTES:
http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?action=printpage;topic=60237.0

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=130695

Manual de Psicologia, 12º ano

A inveja

A inveja, um dos sete pecados capitais, é o desejo por atributos, posses, status ou habilidades de outra pessoa. Pode também ser definida como “o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão”. Todos nós sentimos naturalmente inveja (o que nos consola profundamente), seja duma forma mais ou menos positiva. Mas quantas vezes na nossa vida somos vítimas da inveja desenfreada de pessoas com quem somos obrigados a conviver?

Pois bem, o facto é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano, manifestando-se em todas as vertentes do nosso quotidiano. Entre amigos, colegas ou até familiares, são frequentes as invejas motivadas por comparações desfavoráveis do status de uma pessoa em relação à outra. Aliada ao ciúme, à mágoa, à falta de auto-estima ou à falta de iniciativa em conseguir obter o que os vitoriosos obtêm, a inveja pode, contudo, ser positiva: quando tomamos alguém bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, rumo ao sucesso. Neste caso, é necessária uma auto-estima que te torne confiante nas tuas capacidades. Por outro lado, o invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância provocando, antes disso, graves prejuízos na vida do invejado. A crítica é um exemplo, sendo das máscaras da inveja a mais subtil e, ao mesmo tempo, a mais evidente. Isto porque, sempre que caluniamos alguém (ou o criticamos destrutivamente) será porque nos sentimos inferiores a essa pessoa. Daí essa necessidade em falar mal da pessoa que tanto invejamos.

"Num certo dia uma cobra voraz desejava a todo custo abocanhar o inofensivo vagalume. Ao que o último lhe pergunta: "Serpente, tu que és tão poderosa porque me desejas aniquilar?". A serpente respondeu-lhe: "O teu brilho fascina-me e como eu não o posso ter, ninguém mais o terá. Por isso quero-te devorar."

Mas porque não viver bem com o sucesso dos outros? Habitualmente, a inveja é formada a partir do momento em que as qualidades do outro são comparadas, faltando uma avaliação do meu próprio potencial. Estes sentimentos de grande frustração e de inferioridade são gerados pelo facto de a pessoa não ser capaz de realizar acções minimamente úteis para si e para os outros, consolidando-se assim o complexo de inferioridade relativamente è pessoa invejada. A comparação que fazemos entre nós e o outro pode ser geral - quando comparamos as qualidades psicológicas, morais, sociais ou espirituais - ou específica - quando comparamos as posses materiais, como a casa, o carro, a roupa, o dinheiro ou o porte físico.

Psicólogos afirmam que talvez este processo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são frequentes”. A sociedade partilha também responsabilidades neste processo: desde muito cedo somos comparados com aquela que é mais bonita ou com aquele que tira boas notas. Esse tipo de críticas comparativas geram um sentimento de humilhação que nos faz sentir incapazes de obter o que o outro tem. Na escola, na família ou na sociedade em geral a competição baseada na ideia de que o outro não pode ser melhor do que eu acaba por gerar insatisfação comigo próprio, fazendo crescer na sociedade um sentimento geral de desamor social.

A inveja não é mais do que um sentimento de inutilidade que gera uma revolta por não sermos como os outros são. Quantas vezes não reparamos o tom de desinteresse e incómodo por parte das pessoas quando falamos em algo positivo que nos aconteceu? E quantas vezes contamos uma tragédia que se passou com alguém que, pelo contrário, desperta o interesse de todos?

Cada um tem as suas potencialidades e peculiaridades que me podem tornar vitorioso. Como tal, é na auto-comparação que eu reconheço as minhas próprias capacidades. É esta procura de mim mesmo que permite a valorização pessoal.

Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a auto-estima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa. Contaminado pelo ódio, o invejoso aproveita-se da projecção, tornando más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue, faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas, por não as querer perceber perante os outros, numa tentativa de raiva e tristeza por tudo o que ele tem e conquista. Frustrado, e por negar os próprios sentimentos negativos que há dentro de si, o invejoso coloca todo o tipo de sentimentos maus naquele que é o objecto da sua inveja. Posto isto, e sendo o efeito mais devastador da inveja, ela é factor de bloqueio de qualquer potencial criativo.

"Só haveria algo positivo na inveja se pudéssemos reproduzir fielmente o modelo de vida de alguém realmente criativo." António Carlos (psicólogo)


FONTES:
http://antonioaraujo_1.tripod.com/psico1/portugues/inveja/inveja.html

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=2040

http://www.psicologia.org.br/internacional/ap22.htm

http://www.portalangels.com/comportamento1.htm

Importância das relações de intimidade na adolescência

Uma relação de intimidade pressupõe, antes de tudo, a abertura para os outros, a sinceridade e a confiança. Esta experiência, baseada numa comunicação profunda entre os intervenientes, implica uma vivência e um envolvimento que não acontece com todas as pessoas com quem convivemos. Intensas e duradouras, as relações de intimidade são definidas por psicólogos e sociólogos como uma questão de comunicação emocional com os outros e comigo mesmo. Implica também um vínculo baseado na interacção com o outro que pode ser verbal – é através das conversas que eu partilho e exprimo os meus sentimentos e emoções – ou não verbal – a proximidade física, o tocar ou o acariciar são elementos importantes na manifestação da intimidade. Esta está, por sua vez, condicionada pelo contexto social: o padrão cultural influencia a forma como as relações íntimas se exprimem e se manifestam, de acordo com um lugar e um momento no tempo específicos. Criar intimidade é gerar um elo, um contacto. Esta relação comigo mesmo e com os outros, ou seja, esta ligação entre o interior e o exterior, propicia proximidade e cumplicidade, constituindo um atalho possível para o indivíduo compreender e conhecer-se a si mesmo e os outros.

É na adolescência que as relações íntimas desempenham um papel mais significativo: o desenvolvimento de amizades íntimas envolve vários aspectos como "o incremento da necessidade de intimidade, mudanças na capacidade para desenvolver relações de intimidade e mudanças na forma de expressar a sua individualidade e intimidade perante os outros". Sendo a adolescência o período fundamental de maturação psicológica, é durante esse processo que o adolescente molda a sua personalidade enquanto indivíduo. Todas as alterações ocorridas durante esta fase obrigam o adolescente a reencontrar a sua identidade tanto física como psicológica, bem como a avaliar o seu papel nas relações interpessoais e na sociedade. No entanto, e felizmente para nós, adolescentes, é a partir da adolescência que ficamos com uma maior capacidade em compreender qual o nosso lugar no mundo, o que nos permite, gradualmente, conquistar a nossa autonomia, a nossa intimidade e, por isso, o nosso espaço.

Esta maior capacidade em expressar valores como a honestidade e a descoberta de si mesmo faz com que seja na adolescência que surjam as primeiras relações de amizade baseadas na intimidade. Junto de outros adolescentes como eu, encontramos experiências comuns para relatar. Por isso, escolho os amigos com os mesmos interesses, valores e atitudes que os meus, assegurando uma maior confiança nas minhas relações e permitindo-me gerar laços afectivos e sociais mais estáveis. Evidentemente que isto facilitará depois a minha adaptação e integração como adulto na sociedade.

É assim importante perceber a importância do desenvolvimento das relações de amizade íntima durante a adolescência: segundo estudos que encontrei durante a minha pesquisa sobre o tema, elas são importantes e determinantes na construção da identidade do adolescente e na definição das suas ideias, dos seus valores, objectivos, na construção dos sentimentos de pertença e auto-estima e na imagem que constrói de si próprio.

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=706

http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v24n4/v24n4a06.pdf

Manual de Psicologia 12º ano.

O Puzzle


Nunca sabemos o que o dia de amanhã nos irá trazer. Nunca podemos afirmar com certezas de que algo irá correr desta ou daquela forma, porque o “momento” está condicionado por uma série de factores incontroláveis e inesperados.Cada um dos nossos momentos vividos pode ser então compreendido como uma peça de um puzzle. Cada alegria, cada tristeza, cada aventura, cada loucura, cada desilusão, cada tentativa. Tudo isto, quando unido, forma uma única imagem, que neste caso é tudo aquilo que nos caracteriza, tudo aquilo que nós somos, tudo aquilo que nós vivemos.Por vezes as peças não encaixam, e tudo se torna um dilema. Ficámos desorientados, perdidos e buscámos a solução. Contudo o que acontece é que encontrar a peça correcta é tão difícil, que tendemos a desistir. A ironia de tudo isto é que na maioria dos casos a peça esta lá, mesmo que encoberta, ela está lá e tão perto de nós… Apenas necessitamos de olhar de uma perspectiva diferente, nada mais! Claro que para tal é necessária a ousadia, coragem, um pouco mais de atrevimento. Mais do que querer é preciso acreditar. Acreditar que somos capazes, sempre sendo nós próprios e não aquilo que querem que sejamos. Desistir? Não podemos. Não é por uma peça não encaixar que devemos desistir de todo o nosso puzzle. Seria um absurdo. A verdadeira alegria está na luta, na busca, na tentativa e no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita. Ser feliz não é fácil, de maneira nenhuma, muito pelo contrário. Em certas alturas, é muito complicado manter-nos alegres pois parece que está tudo contra nós, parece que o mundo dá uma volta e tudo fica de pernas para o ar. Mas nada disto nos deve fazer desistir dos nossos objectivos, viver já é em si uma razão para sorrir. Temos de ser fortes e aceitar o desafio. Nunca estaremos sozinhos, existem muitos como nós lá fora, basta olhar com atenção. Partilharemos entre todos ideias, concelhos, sorrisos e alegrias como também tristezas e lágrimas, mas pelo menos vivemos!Daí que as minhas expectativas são simples, nunca desistir. A vida é toda ela cheia de desafios, e sei que não será nada fácil. Agora entrei numa nova etapa, digamos que uma nova aventura. Este novo ano trouxe novos desafios e não falo só a nível escolar. Idealizo um fim e trabalho no sentido do mesmo. Tendo a consciência de que as coisas poderão não correr exactamente como imagino, tentarei pelo menos manter-me de cabeça erguida, pronta para arranjar novas soluções que me possam ajudar.O puzzle começa a ficar cada vez mais preenchido, mas por enquanto ainda está muito incompleto, daí que ainda seja muito confuso encontrar as peças correctas. Partindo do princípio que a vida é feita para aproveitar e que o Homem tem a capacidade de viver infinitos momentos, os puzzles não tem medida exacta. Podem mesmo alcançar medidas impensáveis. Espero sinceramente que seja este o meu caso.Em suma, a alegria está no acto de viver e em aproveitar cada momento como se fosse o nosso último. Desistir não pode ser uma palavra presente no nosso dicionário, neste deveremos sim incluir palavras como coragem, ousadia, audácia, confiança. A firmeza de espírito e a força da alma serão importantíssimos ou mesmo imprescindíveis em todas as nossas etapas.

O Papel do Pai


O assunto que eu aqui venho tratar nem sempre preocupou os estudiosos da Psicologia. No entanto, num mundo onde a dinâmica social sofre constantes transformações, torna-se necessária a revisão do papel do pai na estrutura familiar. Estudar as repercussões da exclusão do pai no desenvolvimento da personalidade de uma criança ou a influência dos contextos culturais na prática da paternidade são alguns dos objectivos desta minha reflexão que toma como objecto de estudo “os novos pais”.
Estudos científicos mostram que o papel do pai começa desde cedo. A sua participação e o seu envolvimento devem ter início no momento mais precoce possível. Sabe-se, inclusive, que ao participarem no parto, os pais se sentem extremamente úteis. Mas nem sempre tal se verificou.
O modelo de pai que antes se reflectia no controlo e na autoridade no seio da família, reservava para a mãe as tarefas domésticas, incumbindo-a de tratar única e exclusivamente da educação dos filhos. Este modelo de família tradicional estava assim organizado segundo uma hierarquia em que a figura paternal se baseava essencialmente no poder económico, isentando-se por completo de possíveis manifestações afectivas para com os seus filhos.
No entanto, e devido às mudanças sociais que se fizeram sentir a partir da década de 60 (como a emancipação da mulher), estabeleceram-se novas relações entre homens e mulheres, levando ao aparecimento de novos padrões familiares. O homem tem assim assistido à ruptura progressiva da hierarquia doméstica, assim como ao questionamento constante da sua autoridade.
Apesar do papel materno prevalecer sobre o papel do pai, sabe-se que a importância da figura paternal é altamente notória no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma criança. Por outro lado, a relação estabelecida com os filhos ajuda ao desenvolvimento pessoal do homem enquanto pai.
Vários são os especialistas que defendem que a quebra do vínculo afectivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança que se poderão repercutir nas relações por ela desenvolvidas no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos. Descobri Guy Coreant, psicólogo, que afirma que “o pai é o primeiro outro que a criança encontra fora do ventre da mãe”, sendo esta presença que lhe vai servir como suporte e apoio, possibilitando o seu desprendimento da mãe e a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade. Também Raissa Cavalcante defende que a figura paterna é a que permite à criança entrar num horizonte de novas possibilidades.
Disto tudo, e não questionando de forma alguma o papel da figura materna no desenvolvimento psico-social de uma criança, podemos concluir que não é por isso que a figura paterna se torna dispensável. Assim, e porque “ser pai não é duplicar a função de mãe mas sim dar uma nova dimensão à vida da criança”, a construção de relações afectivas duradouras (e saudáveis), seja com o pai seja com a mãe, só traz vantagens para o desenvolvimento de uma criança: ao terem um papel mais activo no acompanhamento dos seus filhos, vão contribuir para a formação de expectativas relativamente a relações futuras que as crianças possam vir a desenvolver.






quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Representações Sociais




A cognição social é um processo cuja finalidade é compreender de que forma os nossos pensamentos (atitudes) são afectados pelo contexto social em que cada individuo está inserido e de que modo influenciam o seu comportamento. Os processos de cognição social permitem tornar o estranho em conhecido.
Dentro destes processos, incluem-se as impressões, expectativas, atitudes e representações sociais, sendo destas últimas que me pretendo debruçar ao longo deste ensaio.
Se formos ao dicionário verificamos que, o conceito de representação surge associado a uma imagem mental, a uma reconstrução do real que permite ao ser humano a capacidade de relembrar ou evocar um dado acontecimento, objecto ou pessoa, na sua ausência. Quando as representações são aceites e partilhadas por uma dada sociedade ou grupo de indivíduos estamos perante as designadas Representações Sociais, isto é, conjunto de explicações, de crenças e ideias, elaboradas a partir de modelos culturais e sociais que dão quadros de compreensão e interpretação do real. As representações sociais são características de uma determinada época e contexto histórico, por isso, a sua alteração ocorre muito lentamente. Um bom exemplo disto é a representação da mulher nas sociedades ocidentais. Contemporaneamente, para além de ser mãe de família, desenvolve uma actividade profissional em que procura como é evidente ser bem sucedida. Esta representação que, actualmente é tida como desejável, seria impensável no início do século XX, cuja representação social era da mulher que ficava em casa a cuidar dos filhos e das tarefas domésticas. Outro exemplo onde é evidente a mudança da representação é no ideal de mulher bonita. A imagem robusta, com ancas arredondadas, associada ao que se considerava um corpo bonito e esbelto, deu lugar a um ideal em que dominam os corpos magros e esguios.
As representações sociais, também consideradas em sentido mais amplo como pensamento social, são deveras imprescindíveis nas relações humanas, uma vez que, dão uma explicação, um sentido à realidade (função de saber). Alem disso, ao funcionarem como reguladoras e orientadoras do comportamento (função de orientação) permitem aos indivíduos comunicarem e compreenderem-se.
É também importante salientar a função de identidade das representações sociais, são elas que permitem construir uma identidade social do grupo, pois numa mesma sociedade existem diferentes grupos que possuem representações diferentes acerca de uma mesma realidade – as representações sociais não são homogéneas dentro de uma sociedade. São também uma forma dos indivíduos explicarem e fundamentarem as suas opiniões e comportamentos.
Na formação deste tipo de pensamento estão subjacentes dois processos que funcionam em parceria: a objectivação e a ancoragem.
Em primeiro lugar ocorre a objectivação, processo este que permite a formação de um todo coerente, através da selecção e da descontextualização do objecto, seguindo-se a fase da esquematização, que tem como objectivo construir um esquema ou melhor um “núcleo figurativo”onde constem organizadamente num padrão de relações, os principais elementos do objecto da representação. Este processo termina com a naturalização dos padrões relacionais que passam a ser percebidos claramente. Assim os elementos abstractos tidos inicialmente transformam-se em imagens concretas, que fazem parte da realidade.
A objectivação é, portanto um processo de simplificação, uma vez que se perde muita informação. No entanto, esta riqueza informativa que se perde durante o processo ganha-se em entendimento.
Posteriormente ocorre o processo de ancoragem. Através deste ocorre a assimilação das imagens criadas pela objectivação, sendo que estas se integram em categorias (daí que a representação social seja uma manifestação dos fenómenos da categorização) que o sujeito possui fruto das experiências anteriores.
A objectivação e a ancoragem funcionam como um todo no processo de formação das representações sociais.
Estas, quando ancoradas, funcionam como um filtro cognitivo, uma vez que as novas representações são interpretadas segundo os quadros de representação preexistentes. Assim, vão influenciar o comportamento dos indivíduos. Por exemplo, se determinado indivíduo tiver uma má representação dos estrangeiros, esta terá muita influência no comportamento, uma vez que, pode levar inclusivamente a reacções xenófobas. Por este motivo é que apesar de serem extremamente importantes, as representações sociais podem revelar-se muito perigosas.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Conformismo

Conformidade ou conformismo?
Na década de 50, Solomon Asch do Swarthmore College na Pensilvânia publicou uma série de artigos que realçavam o poder da conformidade na determinação de comportamentos individuais em grupos, algo que ficou conhecido como o «Paradigma de Asch». Asch mostrou que muitos tendem a mudar de opinião em relação a factos objectivos - nas suas experiências, as dimensões de uma linha desenhada num papel - para se conformarem às opiniões do grupo, mesmo quando este está obviamente errado.Nas experiências de Asch participavam um «sujeito ingénuo» e um grupo previamente instruído para responder erradamente às questões colocadas. Após várias experiências, Asch chegou à conclusão de que, se isoladamente interrogados, os «sujeitos ingénuos» responderam correctamente 99% das vezes. No entanto, quando em grupo e respondendo depois dos restantes, 37% dos ingénuos seguiram a opinião errada dos outros membros do grupo. Asch comentou a propósito que: «Este resultado levanta questões sobre o modo como somos educados e sobre os valores que guiam a nossa conduta».Desde então, vários investigadores têm sugerido que a conformidade ajuda as pessoas a ganhar aceitação social e a sentir confiança em que as suas percepções ou opiniões estão correctas. De facto, outras experiências têm indicado que levantar uma voz discordante causa ansiedade e confusão.Um artigo recente na Neuron, sugere um papel para o nosso «brain's reinforcement learning system» na determinação do comportamento de rebanho. No artigo «Reinforcement Learning Signal Predicts Social Conformity», Vasily Klucharev, um neurocientista social da Radboud University na Holanda, confirma estudos prévios que indicavam que determinadas zonas do cérebro, áreas que se pensa fazerem parte do nosso sistema de aprendizagem, se activam quando as pessoas fazem previsões erradas em jogos e despoletam uma alteração de estratégia. Klucharev e colegas mostraram que as mesmas áreas são activadas quando a escolha de um indivíduo não se conforma à opinião do grupo.

Palmira F. da Silva, no Blog "De Rerum Natura" (http:\\dererummundi.blogspot.com\)

Recomeçar

Novo ano lectivo. Novos alunos que continuam a ser, provavelmente, os melhores alunos do mundo. Novos trabalhos. Recomeçar. Estou à espera, com as melhores expectativas (efeito "Rosenthal", auto-realização das profecias, lembram-se?)

domingo, 1 de junho de 2008

Férias






















Eu sei que ainda falta um bocadinho (já faltou muito mais) para as férias mas....sonhar é bom e ajuda a trabalhar melhor.

The End...




Estamos a chegar ao fim de mais um ano lectivo. Foram publicadas neste espaço 128 mensagens e mais não sei quantos comentários. Que trabalheira! Por agora ficamos por aqui. Começa uma nova fase com novas tarefas...exames, avalições, estudar, estudar, estudar....Não posso deixar de agradecer a excelente participação dos meus alunos neste projecto. Eu sei que contava para a nota mas, mesmo assim, alguns de vocês fizeram mais do que aquilo que estavam obrigados a fazer. A qualidade nem sempre foi a melhor mas nada é perfeito. Amanhã, para o ano, para a próxima, será melhor e isso é que interessa. Agora é preciso estudar para os exames. Eu sei que é duro mas....logo a seguir estão de férias e, depois das férias...um mundo novo.

Acreditas em tudo o que vês?

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Certamente já ouviste falar e, inclusivamente, te deparaste com uma situação bizarra, em que aquilo que percepcionaste não correspondeu à realidade. Pois bem, se não conseguiste encontrar uma explicação para esses acontecimentos, neste artigo vais poder esclarecer-te em relação às diversas ilusões de óptica que desde há muito tempo fascinam o Homem.

O que é uma ilusão de óptica?

A expressão “ilusão de óptica” refere-se a acontecimentos específicos ou imagens, em que o sistema visual humano é “enganado”, conduzindo-nos a conclusões erradas. Faz-nos querer que o que vemos é o que está correcto, sem que, de facto, o seja. Assim, o nosso inconsciente confunde-se através de uma ou mais “leituras” da figura que visualiza, construindo imagens erradas para preencher espaços vazios. Existem diferentes tipos de ilusões de óptica como, por exemplo, as imagens impossíveis, escondidas ou ambíguas, sendo que elas podem surgir naturalmente (fisiológicas) ou ser criadas pelos seres humanos (cognitivas) – como é o caso de muitos pintores que criam nos seus quadros verdadeiras ilusões de óptica.
Este é, sem dúvida, um assunto que tem vindo a ser debatido entre os peritos que estudam a mente humana e que nos permite compreender o modo como o nosso cérebro funciona.

Porque é que elas ocorrem?

Como já vimos, as ilusões de óptica são caracterizadas por imagens “visualmente percebidas”, a nossa percepção do meio envolvente é, na sua maioria, auto-produzida. Sem nos apercebermos “corrigimos” mentalmente e de forma automática o conteúdo das nossas percepções. Os estímulos visuais são inconstantes e subjectivos o que nos permite, assim, ter consciência do tamanho de algum objecto ou ser vivo, apesar da sua distância. O mesmo se verifica quando a luz ou a ausência dela modificam as formas e as cores daquilo que estamos a observar. O nosso cérebro não se limita a ver, mas também a interpretar e a deduzir, daí o termo “visualmente percebido”. Contudo, este mecanismo nem sempre funciona. Muitas ilusões criam-se a partir dessa dedução. Ao contrário do que ocorre numa máquina fotográfica, é no cérebro que a informação que recebemos através dos olhos é tratada, sendo-lhe atribuído um sentido próprio. Efectivamente, não reproduzimos, na nossa mente, a realidade tal como ela é, em vez disso, construímos uma mera reprodução dela. Tudo o que vemos é, de certa forma, uma ilusão que em muito pouco se baseia na realidade. Os seres humanos interpretam o que vêem de acordo com as suas recordações, as suas memórias, o que torna este processo tão ambíguo. As imagens já memorizadas influenciam as que estamos a receber.
Com tudo isto facilmente se percebe a complexidade desta questão. Estudos revelaram que, inclusivamente, já se descobriram mais de 30 áreas diferentes no cérebro que se dedicam ao processamento da visão! O nosso sistema visual simplifica a realidade, de maneira a conseguirmos apreendê-la mais rápida e eficazmente e é precisamente essa simplificação imperfeita do real que origina as ilusões de óptica.

As ilusões de óptica mais conhecidas:

Agora que já consegues depreender com maior rigor aquilo que se passa no interior da tua cabeça, aqui estão alguns conhecidos exemplos de ilusões de óptica, acompanhadas da explicação do processo que ocorre em cada uma delas. Diverte-te e impressiona-te com os resultados obtidos!

1) Quantas extremidades tem o objecto?


Um “Blivet”, também conhecido como “Poiuyt”, é uma figura indecifrável, uma ilusão de óptica e um objecto impossível, em simultâneo. Apesar de nos parecer que tem três extremidades, a que se encontra no meio tem, na sua base, a forma de um rectângulo, desaparecendo misteriosamente.

2) Ilusão de “Orbison”


O primeiro homem a descrever esta ilusão foi William Orbison e, por isso, ela ficou conhecida pelo seu apelido, em 1939. Ao observar o losango central e o rectângulo que delineia as margens da imagem, parecem-nos (erradamente) que estes dois objectos estão distorcidos. Isto acontece graças ao fundo, que nos transmite uma ideia de perspectiva.

3) Qual das duas curvas é maior?


Esta ilusão foi descoberta ainda no século XIX, pelo psicólogo Joseph Jastrow e convence a maioria das pessoas de que a barra B é superior à barra A. Como elas se encontram sobrepostas e com recortes diagonais, parece-nos que seguem a estrutura de uma pirâmide, isto é, da mais comprida para a mais curta.

4) Serão realmente dois triângulos?


O conhecido triângulo de “Kanizsa” foi descrito na década de 50 por Gaetano Kanizsa. A ilusão de óptica aqui demonstrada é o facto de visualizarmos dois triângulos, sem que o triângulo branco exista na realidade.

5) O círculo é ou não perfeito?


À semelhança do que acontece na ilusão de “Orbison”, o círculo não parece ser perfeito, devido à trajectória das linhas que estão sobre ele.

6) As linhas horizontais estão tortas?


Conhecida como a “ilusão do café”, a imagem apresentada foi descoberta, por mero acaso, pelo Dr. Richard Gregory, enquanto estava sentado e observava a parede de um café. A forma como estavam dispostos os tijolos que, neste caso, são rectângulos, dava a sensação errada de que as linhas horizontais não eram paralelas.


7) Qual dos círculos centrais é maior?


Ao observarmos as duas imagens que se assemelham a uma flor, o nosso cérebro indica-nos, por influência dos círculos exteriores, que os que se encontram no centro têm tamanhos diferentes. Este efeito é conhecido como “a ilusão de Ebbighaus”.

É impressionante o que o nosso cérebro consegue recriar e o modo como essas percepções condicionam os nossos pensamentos e juízos. A partir de agora tem muito cuidado com o que afirmas e procura ver mais além do que aquilo que te é apresentado à primeira vista. Tal como reza o velho ditado: “As aparências iludem!”.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilus%C3%A3o_de_%C3%B3ptica
http://ruibrinquete.no.sapo.pt/curiosidades/ilusoes_de_optica.html

- MONTEIRO, Manuela Matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.

A mente humana segundo Bruner

Jerome Seymour Bruner nasceu no ano de 1915 na cidade de Nova Iorque, doutorou-se em psicologia na universidade de Harvard e viveu a maior parte da sua carreira como professor e investigador.
Bruner foi um dos grandes impulsionadores da teoria cognitivista como já vimos nas aulas anteriores da disciplina de psicologia, mas mais tarde acabou por abandonar essa mesma teoria alegando que se trataria de ser um modelo bastante limitado.
Em relação ao pensamento humano este psicólogo afirma que a mente humana não percorre os mesmos caminhos de um computador no que diz respeito ao seu processamento de informação, defendendo assim que o desenvolvimento da mente humana está ligado à construção de significados, criados pelos seres humanos na relação que estabelecem com o meio ambiente.
Contudo na década de 70 começaram a surgir algumas críticas porque embora a informação esteja na base das representações, uma representação não é uma cópia exacta da informação.
Uma informação por si só sozinha não possui qualquer tipo de significado e para que essa representação possa ser útil para nós, tem obrigatoriamente que ter significado.
Por exemplo a simples palavra “erovrá”, neste vocábulo podemos distinguir as suas letras, lermos a palavra e eventualmente até pensar que se pode tratar de uma palavra de outra língua qualquer, mas se eu agora mencionar que se trata da palavra árvore escrita inversamente, já podemos aplicar a diversas situações e a diferentes contextos como árvore de fruto ou árvore da vida.
Isto tudo só para verificar-mos de que uma palavra sem qualquer sentido para nós não é possível ter utilidade na nossa vida.
A mente, mais do que tratar a informação cria significados a cada uma, enquanto que o computador se limita a aplicar regras que alguém as introduziu e que para ele são abstractas.
Neste processo a mente é criativa, produz sentido, é pessoal, subjectiva, insere-se num contexto social e numa determinada cultura.
É criativa na forma como tem a capacidade de criar os mais variados e estranhos significados a todas as informações. Produz sentido, porque só podemos atribuir um significado à informação quando esse mesmo significado possui algum sentido para nós. É pessoal devido ao facto de ser algo interior e que só diz respeito à própria pessoa e é subjectiva no sentido em que conceitos iguais podem ser traduzidos em significados totalmente diferentes de pessoa para pessoa.
Para além da mente ser algo individual e interior, também é partilhada com os outros no sentido em que a pertença a um determinado grupo social irá condicionar a forma como os indivíduos pensam e se comportam.
Finalmente, e em relação à cultura Bruner reconhece que em cada cultura existe ao que se chama de psicologia popular, que consiste na forma como um individuo num determinado contexto social tenta compreender o que são as pessoas, porque razão se comportam de determinada forma e como encaram os seus problemas.
Pois bem, este tipo de explicação funciona como se fosse um conhecimento empírico, que consiste na observação dos outros, adquirindo assim o seu próprio conhecimento, diferentemente da psicologia científica que organiza as suas teorias conceptualmente, levando a que os fins estejam sempre relacionados com os inícios e relacionando assim rigorosamente a causa com o efeito.



Bibliografia:
Manual da disciplina de psicologia

Estádios de desenvolvimento

Como é do conhecimento de todos, as crianças, à medida que evoluem vão se ajustando à realidade circundante, e superando de modo cada vez mais eficaz, as múltiplas situações com que se confrontam.
Os sucessivos ajustes da criança ao longo do seu desenvolvimento devem interpretar-se em função daquilo que Piaget define como estádios de desenvolvimento na sua Teoria Cognitiva, sendo estes:
1 - Sensório-motor,
2 - Pré-operacional,
3 - Operatório concreto
4 - Operatório formal

1 – Sensório – motor (0 aos 18/24 meses de idade)
Neste estádio a criança procura adquirir controlo motor e sentir os objectos físicos que a rodeiam. Assim pode-se dizer que a actividade cognitiva é essencialmente uma experiência imediata.
Assim podemos dizer que as principais características deste estádio são: a exploração manual e visual do ambiente; a experiência obtida com acções; a inteligência prática; as acções ocorrem antes do pensamento; a centralização no próprio corpo e a noção de permanência do objecto.

2-Pré-operacional (2 aos 6 anos)
Neste estádio a criança já não depende unicamente de suas sensações, dos seus movimentos, mas já distingue uma imagem, palavra ou símbolo do seu significado.
Deste modo, já e capaz de relacionar os objectos com outras coisas. Tal aspecto tem como consequência o desenvolvimento da representação que cria as condições necessárias para a aquisição da linguagem.
Importante realçar que apesar de tudo a actividade sensório – motora não está esquecida ou abandonada, mas refinada e mais sofisticada, pois verifica-se que ocorre uma crescente melhoria na sua aprendizagem. Algumas das características da criança deste estádio são: o egocentrismo; o facto de não conseguir colocar-se no lugar do outro; não aceita a ideia do acaso, tudo tem que ter uma explicação, e por isso é designada idade dos porquês; deixa-se levar pela aparência.

3- Operatório concreto (7 aos 11 anos)
Neste estádio a criança deixa de confundir o real com a fantasia. É nesta altura que a criança adquire a capacidade de realizar operações. A criança começa a lidar com conceitos abstractos como os números e relacionamentos. Assim, este estádio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos, isto porque, já possui uma organização mental integrada. Deste modo, Piaget já fala em operações de pensamento em vez de acções. Devido ao estruturamento do pensamento dá-se o desenvolvimento da linguagem, e deixa de existir monólogo passando ao diálogo interno.
É ainda nesta fase que a criança começa a dar grande valor ao grupo de pares, devido ao decréscimo do egocentrismo, adquirindo valores tais como a amizade, companheirismo, partilha, etc. Facto que ajuda a criança a, progressivamente, desenvolver capacidade de se colocar no ponto de vista do outro.

4 – Operações formais (11/12 aos 15/16 anos)
A transição para o estádio das operações formais é bastante evidente, dadas as notáveis diferenças que surgem nas características do pensamento. Assim, a grande novidade do nível das operações formais é que o sujeito torna-se capaz de raciocinar correctamente sobre proposições que ainda considera puras hipóteses.
Aqui a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente e, deste modo, este estádio é definido pela habilidade de ser capaz de desenvolver o raciocínio abstracto dando possibilidade ao pensamento hipotético dedutivo.
É nesta fase que a criança desenvolve a sua própria identidade, podendo haver, neste período problemas existências e dúvidas entre o certo e o errado.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cognitiva#Sens.C3.B3rio-motor
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/preoperatorio.htm
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/psicologia/psicologia_trabalhos/cresccriancapiaget.htm

Diferentes porquê?



Como todos nós sabemos em toda a sociedade são vários os cidadãos alvos de descriminação. Apesar dos esforços realizados, no sentido de combater estas situações, a verdade é que são sempre muito frequentes.
Quem nunca ouviu falar daquela vizinha do lado que por ter uma cor de pele diferente da sociedade em que vivemos não consegue emprego, ou por outro lado aquele a quem por infelicidade sua, tem uma pequena deficiência motora facto que é usado para chacota, descriminação ou puro preconceito?
Pois é, são situações que ainda acontecem com alguma frequência.
Mas temos estado aqui a falar de descriminação, preconceito, mas a final de contas o que é isso de descriminação e preconceito?
Descriminação, são actos intencionais que assentam em distinções injustas e injuriosas relativamente a um grupo ou individuo, e preconceito é uma atitude que envolve um pré-juízo, um pré-julgamento, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos sociais.
Podemos ainda dividir discriminação positiva e negativa, uma vez que: ao serem criadas medidas que permitam ajudar as pessoas a ultrapassar uma situação de desfavorecimento, pode-se considerar que é um tipo de diferenciação, mas positiva; já no caso da descriminação negativa as situações são muito diferentes na medida em que este tipo de comportamento visa magoar o outro de uma ou outra forma.
Mas será que pela simples razão de terem uma cor de pele diferente, uma condição física diferente, uma religião diferente, entre outros aspectos, temos o direito de não os aceitar na nossa sociedade? Não têm o mesmo direito que todos os outros cidadãos?

Fontes:
Ø MATOS MONTEIRO, Manuela/ /TAVARES FERREIRA, Pedro; Ser humano-2ªparte Psicologia B 12ºano; Porto Editora; 2006

Brincar afinal não é só uma brincadeira

Em abordagem a vários temas relacionados com o desenvolvimento e crescimento do ser humano resolvi fazer este trabalho que nos mostra a importância que o “brincar” tem para as crianças.
Grande parte do tempo das crianças é passado a brincar. A brincadeira é uma espécie de linguagem universal, essencial ao desenvolvimento e equilíbrio da criança, e não só, todos nós necessitamos de brincar, sendo claro que há diferentes brincadeiras para diferentes idades, é óbvio que uma brincadeira para uma criança não é uma brincadeira para um adulto e que uma brincadeira para um adulto não é uma brincadeira para uma criança.
Ao brincar, a criança tem a possibilidade de ir percebendo o funcionamento das coisas que a rodeiam e de, lentamente, ir entrando no mundo dos adultos e nas regras que o regem. Assim, observando e brincando com as crianças, temos a possibilidade de nos apercebermos do significado que o mundo tem para elas, da forma como o encaram e constroem, e, podemos mesmo afirmar que para conhecermos verdadeiramente uma criança temos conhecer e perceber a maneira como ela brinca.
As brincadeiras das crianças vão mudando à medida que elas crescem e se desenvolvem. Primeiro, a criança brinca com o seu próprio corpo, observa e brinca com as mãos, leva o pé à boca e agita-se, posteriormente descobre os objectos e as suas potencialidades, segura nos brinquedos na mão, leva-os à boca, agita-os e atira-os ao chão, a seguir há uma combinação dos objectos num jogo relacional e rapidamente chegamos ao "faz-de-conta".
Desta forma, a criança entra no jogo simbólico, onde o imaginário e a fantasia nunca mais param de nos surpreender. Os brinquedos e objectos em geral deixam de ser usados apenas para aquilo que foram criados e passam, no imaginário da criança, a ser tudo aquilo que elas querem e precisam em cada momento. O jogo permite que a criança experimente, ao nível da fantasia, aquilo que na vida real não pode fazer.
É ainda por meio do jogo que a criança aprende a defender-se do que a angustia ou assusta, experimenta afectos, soluciona problemas. A brincadeira é a forma mais fácil e acessível que a criança tem de entrar e sair da realidade as vezes que quiser.
Certamente, todos nós temos o nosso imaginário de infância povoado de brinquedos e brincadeiras que tiveram um efeito apaziguador em momentos angustiantes, em que nos sentimos mais inseguros, perdidos ou desamparados.
Os jogos "violentos" com grande envolvimento físico, como atirar-se ao chão ou o experimentar a força com os amigos, e, mais tarde, os jogos de regras passam, também, a fazer parte integrante das brincadeiras das crianças. A partir dos 7/8 anos as crianças são capazes de criar as suas próprias regras para os jogos, de forma a que cada um tenha bem definido o seu papel. Este tipo de jogos dá à criança a possibilidade de aprender a ganhar e a perder, a regular as suas emoções e a lidar adequadamente com algumas frustrações. A criança tem nestes jogos a possibilidades para aprender competências que lhe permitam estabelecer relações de harmonia com os outros.
Por tudo isto, a brincadeira e os jogos não podem ser encarados como uma forma de passar o tempo, mas sim como algo de muito sério que permite à criança um bom crescimento físico, intelectual, emocional e social. Brincar tem duas funções, por um lado, criar oportunidades de estimular o raciocínio e, por outro, disponibilizar as regras necessárias à convivência e vida em sociedade.

Bibliografia:
http://santoinacio.apaepr.org.br/?mod=secoes&id=4621
Www.tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=55502
Livro de Psicologia
Diciopédia 2008

Será que podemos mudar o mundo?

Por várias vezes dou por mim a pensar acerca do mundo em que vivemos! Um mundo em que a fome, a guerra, o ódio e o rancor teimam em permanecer e em tornar-se cada vez mais evidentes! Nós que nos dizemos pessoas humanas, com valores que tentamos ter sempre presentes no nosso dia-a-dia, estamos constantemente a ser invadidos por sentimentos e pensamentos que nos transformam em pessoas com características das quais dizemos que queremos distância.
Quantas vezes somos postos a prova? Quantas vezes somos confrontados com situações que enchem o nosso coração com pensamentos perversos que nos levam a tomar atitudes que consideramos pouco éticas?
Todos nós certamente dizemos muitas vezes que “há tanta fome no mundo”, que “há tantas injustiças”… mas será que nós fazemos alguma coisa para mudar isso? Tantas crianças com fome e nós a desperdiçarmos comida em nossas casas…
Isto acontece porque somos pessoas egoístas, que só pensamos no nosso bem-estar! Não seria bom pensarmos um bocadinho mais nos outros com o intuito de fazer do nosso mundo um mundo melhor? Um mundo onde em vez de guerras sem sentido nenhum haja a paz… um mundo onde em vez de egoísmo e egocentrismo haja a partilha e o amor… Nós podemos fazer alguma coisa! Tudo começa por nós…
Aconselho vivamente o visionamento do filme “Favores em cadeia”. Para quem não conhece, neste filme há uma criança com uma ideia para mudar o mundo: ela iria fazer um favor a três pessoas; esse favor não lhe podia ser retribuído. Cada uma dessas três pessoas iria fazer um favor a outras três pessoas e assim sucessivamente até chegar a todo o mundo! Resultaria? Com o esforço e disponibilidade de todos penso que sim!

Jean Piaget



Jean Piaget psicólogo e epistemólogo, nasceu a 9 de Agosto de 1896 em Neuchâtel, na Suíça e morreu a 17 de Setembro de 1980. Desde muito cedo demonstrou um grande interesse para áreas relacionadas com a história natural, sendo que aos 11 anos de idade publicou o seu primeiro trabalho – sobre a observação de um pardal albino –, que lhe conferiu o título de “menino-prodígio”.
Aos 22 anos de idade, conclui o seu doutoramento em biologia pela Universidade da sua terra natal e, desta forma, embarca para Zurich para trabalhar como psicólogo experimental numa clínica. Com a experiência adquirida desta actividade, juntamente com o facto de ter assistido às aulas que Jung leccionou, Piaget passou a conjugar a psicologia experimental (formal e sistemática) com métodos informais de psicologia como entrevistas, conversas e análises de pacientes.
O ano de 1919 foi um marco na sua vida. Após passar a colaborar no laboratório Alfred Binet, um famoso psicólogo infantil que desenvolveu testes de inteligência padronizados para crianças, Piaget notou que crianças da mesma faixa etária cometiam erros semelhantes nesses testes e concluiu que o pensamento se desenvolve gradualmente. Iniciou também seus estudos experimentais sobre a mente humana e começou a pesquisar sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas.
De volta à Suíça em 1921 iniciou o maior trabalho de sua vida, ao observar crianças a brincar e registando minuciosamente as palavras, acções e processos de raciocínio delas.
Em 1923, Piaget casou-se com Valentine Châtenay com quem teve 3 filhos: Jacqueline (1925), Lucienne (1927) e Laurent (1931). As teorias de Piaget foram, em grande parte, baseadas em estudos e observações de seus filhos que ele realizou ao lado de sua esposa.
Até a data de seu falecimento, Piaget fundou e dirigiu o Centro Internacional para Epistemologia Genética da Universidade de Genebra. Ao longo de sua brilhante carreira, Piaget escreveu mais de 75 livros e centenas de trabalhos científicos.
Importância para a psicologia…
Até o início do século XX assumia-se que as crianças pensavam e raciocinavam da mesma maneira que os adultos. A crença da maior parte das sociedades era a de que qualquer diferença entre os processos cognitivos entre crianças e adultos era sobretudo de grau: os adultos eram superiores mentalmente, do mesmo modo que eram fisicamente maiores, mas os processos cognitivos básicos eram os mesmos ao longo da vida.
Piaget, a partir da observação cuidadosa dos seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que em muitas questões cruciais as crianças não pensam como os adultos por ainda lhes faltarem certas habilidades, a maneira de pensar é diferente, não somente em grau, como em classe.
Assim, Jean Piaget ficou conhecido pelo seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil.
Os seus estudos tiveram um grande impacto sobre os campos da Psicologia e Pedagogia. A sua obra não fica limitada pelas fronteiras da psicologia dado que contribuiu para o desenvolvimento de outras áreas do saber como a filosofia, a sociologia, a biologia, a cibernética e a matemática. É considerado um epistemológo genético pelas investigações que leva a cabo sobre a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos constitutivos

Fontes:
http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html;
BARBOSA, Arnaldo de Miranda e; CARVALHO, Aloísio Mosca de; DURÃO, Paulo – “Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura”. Editora VERBO, volume 15, pp. 40
CASTRO, Adalmiro; Queirós, Adelaide; COUTO, Ana Maria – “Dicionário de Biografias”. Porto Editora, pp. 474

Bullying, a violência dos novos tempos?



Na minha opinião já pode ser considerada a violência dos novos tempos, regularmente ouço notícias sobre bullying nas escolas, no telejornal, jornais, rádios, etc.
Admito estar desiludida com o nosso país, pois desde o “antigamente”, só mudou o modo como é aplicada essa violência. As crianças continuam a ser maltratadas por outras, mais velhas, ou mais fortes ou até com mais autoridade que elas. Mesmo estando inseridos num meio e numa cultura diferente, a violência entre as crianças existe.
Tem-se verificado que há um grau maior violência verbal do que física. Está violência torna-se mais violenta que a física, pois vai danificar o “eu” interior, podendo ficar, esses estragos para toda a vida. A violência verbal é muito difícil identificar pelos pais das vítimas, pois não existe marcas no corpo, nem hematomas, nem feridas. Por essa mesma razão, os agressores optaram por essa violência, pois para eles, não havendo marcas e provas de que eles cometeram essa violência, então eles estão ilibados de qualquer punição possível. Estes agressores procuram sempre uma vítima inferior a eles, mais baixa, com menos idade, mas sensível, ou seja, no fundo os agressores são uns cobardes, porque não escolhem uma vítima ao seu nível. Sendo a vitima mais frágil quer física ou psicologicamente os agressores têm sempre vantagem, pois com o medo nunca os denunciarão. Este tipo de violência é mais popular porque é muito difícil de apanhar o criminoso em flagrante delito, isto é, dificilmente se apanha o agressor. E sendo crianças, não querem ter consequências nos seus actos.
É necessário estar atento ao bullying nas escolas, porque é lá que as crianças se tornam serem independentes e auto-determinados para enfrentar o seu futuro, e as vítimas de bullying ao não exporem o seu caso talvez não tenham tanto sucesso no futuro como as outras que nunca o sofreram ou eram os agressores.

Bibliografia:
· http://www.psicronos.pt/artigos/bullyingescolar.html;
· http://www.esec-danielsampaio.pt/OsmeusWebsites_Webquest/index.htm.

Na minha opinião já pode ser considerada a violência dos novos tempos, regularmente ouço notícias sobre bullying nas escolas, no telejornal, jornais, rádios, etc.
Admito estar desiludida com o nosso país, pois desde o “antigamente”, só mudou o modo como é aplicada essa violência. As crianças continuam a ser maltratadas por outras, mais velhas, ou mais fortes ou até com mais autoridade que elas. Mesmo estando inseridos num meio e numa cultura diferente, a violência entre as crianças existe.
Tem-se verificado que há um grau maior violência verbal do que física. Está violência torna-se mais violenta que a física, pois vai danificar o “eu” interior, podendo ficar, esses estragos para toda a vida. A violência verbal é muito difícil identificar pelos pais das vítimas, pois não existe marcas no corpo, nem hematomas, nem feridas. Por essa mesma razão, os agressores optaram por essa violência, pois para eles, não havendo marcas e provas de que eles cometeram essa violência, então eles estão ilibados de qualquer punição possível. Estes agressores procuram sempre uma vítima inferior a eles, mais baixa, com menos idade, mas sensível, ou seja, no fundo os agressores são uns cobardes, porque não escolhem uma vítima ao seu nível. Sendo a vitima mais frágil quer física ou psicologicamente os agressores têm sempre vantagem, pois com o medo nunca os denunciarão. Este tipo de violência é mais popular porque é muito difícil de apanhar o criminoso em flagrante delito, isto é, dificilmente se apanha o agressor. E sendo crianças, não querem ter consequências nos seus actos.
É necessário estar atento ao bullying nas escolas, porque é lá que as crianças se tornam serem independentes e auto-determinados para enfrentar o seu futuro, e as vítimas de bullying ao não exporem o seu caso talvez não tenham tanto sucesso no futuro como as outras que nunca o sofreram ou eram os agressores.

Bibliografia:
· http://www.psicronos.pt/artigos/bullyingescolar.html;
· http://www.esec-danielsampaio.pt/OsmeusWebsites_Webquest/index.htm.

Racismo

O racismo, discriminação de povos ou pessoas com base no preconceito da sua inferioridade, tem sido, ao longo dos séculos, parte integrante das mais diversas ideologias e formas de organização social. Esteve, por exemplo, na base da escravatura em muitas civilizações, como por exemplo, a perseguição conduzida por Adolf Hitler a judeus, ciganos e outros povos. Ainda hoje, os preconceitos de raça, se manifestam de formas variadas em muitas partes do mundo.
O racismo tem sido justificado de muitas maneiras: na maior parte das vezes, pela ideia de que certos povos são intelectualmente inferiores ou bárbaros (porque apresentam costumes diferentes e seguem outras religiões) ou com base em nacionalismos que vêm na sujeição ou rejeição do outro (xenofobia) a defesa do seu próprio modo de vida. No mundo ocidental, o sentimento antijudaico (caso do Holocausto nazi – 1939 a 1945) tem a particularidade de se centrar na (suposta) perversidade, e não na inferioridade, dos Judeus, a pretexto da condenação de Cristo, narrada na Bíblia, mas, para muitos autores, tudo isto são manifestações de um etnocentrismo que vê tudo à medida de uma determinada cultura, sem compreensão nem tolerância para com as culturas diferentes. Actualmente, na época actual em que vivemos foram dados importantes passos na luta contra o racismo. Os contactos entre diferentes povos e culturas intensificaram-se, com cada vez maior abertura e conhecimento de parte a parte. O século XIX assistiu à abolição da escravatura numa série de países e a luta contra a discriminação racial tem envolvido personalidades que a quem agora conseguimos reconhecer o mérito, tais como, Martin Luther King e Nelson Mandela, registando progressos significativos.
O racismo vai contra os princípios da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, que afirma a igualdade de todas as pessoas e, a 21 de Março comemora-se o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.

Bibliografia:
Diciopedia 2008
Livro de Psicologia B do 12º ano (1ª Parte)

UMA "CAIXINHA DE SURPRESAS"





Talvez não seja demasiado atrevido dizer, que a televisão é nada mais, nada menos do que um dos mass media mais importantes no quotidiano das pessoas.
A televisão é cultura para uns e destruição e violência para outros, esta "caixinha mágica" constitui, por um lado, motivo de debate para os adultos, por outro, objecto de adoração para as crianças.
A televisão está cada vez mais a fazer o papel dos pais, é uma espécie de "baby sitter" electrónica que desperta a atenção da criança, acalmando a sua impaciência e irritabilidade. Mas as crianças não são todas iguais e utilizam o televisor para se divertirem e não para se instruírem. Porém, as crianças ao verem televisão interiorizam modelos de comportamento e mesmo valores que tendem a imitar. Este facto pode tornar-se perigoso pois, a criança não vê na televisão o seu próprio mundo nem mesmo uma representação real do mundo que a rodeia. Estudos internacionais revelam que os meninos da escola portuguesa são os que mais horas de televisão vêem por dia, vêem, em média, 3 horas de TV por dia e 5 horas aos sábados e domingos. Em média, as crianças dos países participantes vêem cerca de 2 horas de TV por dia e 2 horas e meia ao fim de semana. Na média dos países participantes a maioria das crianças vê televisão, entre as 17 e as 21 horas, ou seja, quando chegam a casa vindas do infantário. Ao fim de semana, pelo contrário, é sobretudo entre as 9 e as 17 horas que as crianças vêem televisão, pois não vão para o infantário e necessitam de "passar o tempo" de uma maneira divertida. Depois das 21 horas é entre as crianças portuguesas, espanholas e americanas que se encontram mais telespectadores.
As imagens recolhidas pela criança têm um papel preponderante na sua formação e nos seus comportamentos futuros. A TV é vista como possuidora de determinadas características: a novidade, a variedade, a mudança, a diversão. É também colorida, actual e estimulante. A criança vai à escola quase para cumprir o "calendário" das obrigações. Depois senta-se em frente do pequeno écran para encontrar e tentar descobrir um universo mais compatível com o seu mundo. A criança substitui a falta de criatividade e a rigidez da escola pela beleza da cor e do movimento da televisão.
A televisão já não é uma mera ocupação dos tempos livres, mas um fenómeno social que provoca mudanças fundamentais na vida dos indivíduos.
As pessoas, por vezes, por conformismo, por exemplo, não sabem fazer uma leitura adequada da informação, nem mesmo uma selecção dos programas que devem ou não ver.
O desenvolvimento económico e particularmente o tecnológico têm permitido aos media não só uma cobertura mais ampla dos públicos, mas também a satisfação de necessidades específicas incluindo as culturais.
A crítica aos programas que os mass media transmitem deixam de ter sentido pois os mass media só transmitem os programas que as pessoas querem ver.
Nas sociedades ocidentais a falta de tempo disponível das famílias para os filhos leva a que os mass media tenham um papel mais marcante como agentes de socialização fornecendo modelos de referência à criança.
Continuará a existir violência na televisão? E nos restantes media? Estará a criança sujeita a uma vida baseada na observação e imitação destes modelos que nos chegam dos mass media?


Bibliografia:

r MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares, “Ser Humano – 2ª Parte”, Psicologia B, 12º ano, Porto Editora
r Revista TV Guia (resultados estatísticos da visualização de TV nas crianças)
r http://dialogodegeracoes.wordpress.com/2008/05/19/as-criancas-e-a-televisao-o-papel-dos-pais/

Filipa Correia

Talvez não seja demasiado atrevido dizer, que a televisão é nada mais, nada menos do que um dos mass media mais importantes no quotidiano das pessoas.
A televisão é cultura para uns e destruição e violência para outros, esta "caixinha mágica" constitui, por um lado, motivo de debate para os adultos, por outro, objecto de adoração para as crianças.
A televisão está cada vez mais a fazer o papel dos pais, é uma espécie de "baby sitter" electrónica que desperta a atenção da criança, acalmando a sua impaciência e irritabilidade. Mas as crianças não são todas iguais e utilizam o televisor para se divertirem e não para se instruírem. Porém, as crianças ao verem televisão interiorizam modelos de comportamento e mesmo valores que tendem a imitar. Este facto pode tornar-se perigoso pois, a criança não vê na televisão o seu próprio mundo nem mesmo uma representação real do mundo que a rodeia. Estudos internacionais revelam que os meninos da escola portuguesa são os que mais horas de televisão vêem por dia, vêem, em média, 3 horas de TV por dia e 5 horas aos sábados e domingos. Em média, as crianças dos países participantes vêem cerca de 2 horas de TV por dia e 2 horas e meia ao fim de semana. Na média dos países participantes a maioria das crianças vê televisão, entre as 17 e as 21 horas, ou seja, quando chegam a casa vindas do infantário. Ao fim de semana, pelo contrário, é sobretudo entre as 9 e as 17 horas que as crianças vêem televisão, pois não vão para o infantário e necessitam de "passar o tempo" de uma maneira divertida. Depois das 21 horas é entre as crianças portuguesas, espanholas e americanas que se encontram mais telespectadores.
As imagens recolhidas pela criança têm um papel preponderante na sua formação e nos seus comportamentos futuros. A TV é vista como possuidora de determinadas características: a novidade, a variedade, a mudança, a diversão. É também colorida, actual e estimulante. A criança vai à escola quase para cumprir o "calendário" das obrigações. Depois senta-se em frente do pequeno écran para encontrar e tentar descobrir um universo mais compatível com o seu mundo. A criança substitui a falta de criatividade e a rigidez da escola pela beleza da cor e do movimento da televisão.
A televisão já não é uma mera ocupação dos tempos livres, mas um fenómeno social que provoca mudanças fundamentais na vida dos indivíduos.
As pessoas, por vezes, por conformismo, por exemplo, não sabem fazer uma leitura adequada da informação, nem mesmo uma selecção dos programas que devem ou não ver.
O desenvolvimento económico e particularmente o tecnológico têm permitido aos media não só uma cobertura mais ampla dos públicos, mas também a satisfação de necessidades específicas incluindo as culturais.
A crítica aos programas que os mass media transmitem deixam de ter sentido pois os mass media só transmitem os programas que as pessoas querem ver.
Nas sociedades ocidentais a falta de tempo disponível das famílias para os filhos leva a que os mass media tenham um papel mais marcante como agentes de socialização fornecendo modelos de referência à criança.
Continuará a existir violência na televisão? E nos restantes media? Estará a criança sujeita a uma vida baseada na observação e imitação destes modelos que nos chegam dos mass media?


Bibliografia:

MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares, “Ser Humano – 2ª Parte”, Psicologia B, 12º ano, Porto Editora

Revista TV Guia (resultados estatísticos da visualização de TV nas crianças) http://dialogodegeracoes.wordpress.com/2008/05/19/as-criancas-e-a-televisao-o-papel-dos-pais/