domingo, 1 de junho de 2008

Conflito cerebral



Atento na imagem diga em voz alta as cores não o que está escrito:

Difícil não é? Pois, tal facto acontece porque o teu cérebro entra em conflito. Sim em conflito, pois o hemisfério esquerdo, responsável pela leitura, a linguagem, a articulação das palavras, bem como a atribuição de símbolos tenta realizar tais funções; por outro lado, o hemisfério direito, responsável pela associação de figuras e padrões tenta coligar apenas as cores, no entanto este não consegue devido à influência do outro hemisfério.
Por este, tal como tantos outros aspectos podemos ver que o nosso cérebro é uma “máquina” magnífica e muito complexa, com particularidades excepcionais, atrevo-me mesmo a dizer que tal como diz um velho ditado “o mar esconde muitos segredos” o nosso cérebro esconde muitos mais.

Fontes:
http://www.sorria.com.br/imagens/sor_ilusao2.jpg;
http://www.ced.ufsc.br/yoga/hemisferios.html;

A identidade em crise

Cada pessoa tem a sua própria identidade, que é diferente da de todos os outros seres humanos, por isso, dizemos que cada pessoa é única e irrepetível, ou seja, possui características próprias que a distinguem de todas as outras pessoas. Podemos também afirmar que o conceito de identidade está fundamentalmente relacionado com a história de vida de cada pessoa, com as características da sua personalidade, os seus sonhos, etc.
Deve ter-se em conta que o processo de construção de identidade é contínuo e só termina aquando à morte pois, nesse momento, deixamos de ser uma pessoa com um projecto de vida, com sonhos ou ambições. Ao longo deste processo podemos deparar-nos com situações que nos superam e termos aquilo a que se chama uma “crise de identidade”.
Certamente, todos nós, alunos do 12º ano, estamos a passar uma fase de grande pressão, porque chegamos àquele momento em que temos finalmente de tomar uma decisão acerca do curso que pretendemos seguir e da profissão que iremos ter, pois bem, esta etapa da nossa vida pode levar-nos a colocar algumas questões a nós próprios tais como “afinal quem sou eu?”, “andei tantos anos a estudar e agora não consigo encontrar um curso adequado para mim!” Estas perguntas que teimam em existir constantemente no nosso pensamento pode causar-nos uma crise de identidade. Esta situação provoca-nos uma sensação de angústia, tristeza e até mesmo de desespero.
A crise de identidade deve-se, principalmente, a dois factores: a exigência social e a insegurança pessoal. Relativamente à exigência social, podemos dizer que ela revela grande importância pois todos nós queremos ter uma profissão digna, respeitada e imprescindível para a sociedade e, sobretudo, bem remunerada pois hoje em dia não nos podemos dar ao luxo de tomar uma decisão baseada apenas no nosso desejo. Por outro lado, coloca-se a questão da insegurança pessoal pois, apesar de o dinheiro ser extremamente importante, a nossa realização pessoal também o é.
Resta apenas referir que este é apenas um dos muitos exemplos que nos podem levar a uma crise de identidade pois são inúmeros os factores que contribuem para tal. Estamos numa idade em que qualquer problema que surja é, para nós, considerado o fim do mundo!


Bibliografia:

www.coladaqeb.com/psicologia/identidade.htm

www.infopedia.pt/$identidade-(psicologia)

www.exames.org/apontamentos/Psicologia/Adolescencia2.doc

MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares, “Ser Humano – 2ª Parte”, Psicologia B, 12º ano, Porto Editora

Damásio

A concepção de Damásio: Razão e Emoção

Durante muito tempo privilegiou-se a razão em detrimento da emoção, no que respeitava ao pensamento humano. Todavia, o português António Damásio veio, sobretudo com a conhecida obra O Erro de Descartes, contrariar essa ideia, revolucionando as diferentes áreas da Psicologia e da Neurologia.
De facto, foi através dos estudos e investigações realizadas a animais e a centenas de doentes que apresentavam lesões no córtex pré-frontal, que a sua concepção de emoção e razão pôde ser construída. Segundo o neurologista e investigador, as duas complementam-se e são imprescindíveis para a autonomia e capacidade de adaptação do ser humano. A emoção é então desencadeada por um estímulo particular, originando aquilo a que este designa por “um programa de acções” (que varia de acordo com o tipo de emoção sentida) e provocando alterações fisiológicas no sujeito (as estratégias activas).
O especialista considera ainda que, no que se refere a emoções, existem também estratégias cognitivas, certos estados mentais associados ao que cada um sente num dado momento. Assim, num estado de tristeza, uma pessoa não pensa num jantar agradável, mas talvez na morte. Contudo, esta questão é bastante mais complexa, pois as emoções desencadeadas pelos vários estímulos não têm, forçosamente, o mesmo efeito em todos os indivíduos. Aquilo que é considerado um estímulo tanto pode ser uma situação, como um objecto actual, recente ou existente apenas na nossa mente. Tanto pode ser fruto da nossa aprendizagem ou estar presente nos nossos genes.
É a partir desta ideia que Damásio divide as emoções em três grandes grupos: as emoções de fundo: são vagas, como, por exemplo, o desencorajamento ou o entusiasmo; as emoções primárias: que já nascem connosco e, portanto, não são aprendidas, como a cólera; e as emoções secundárias: são as que se desenvolvem por um processo de aprendizagem social, sendo influenciadas pelo contexto sócio-cultural, em que o indivíduo se insere;
Apesar de relacionados, estes três tipos de emoções são distintos, assim se compreende o facto de, por exemplo, os bebés terem, em diferentes fases da infância, um sorriso espontâneo e um sorriso intencional.



http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=1210&op=all
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X1997000200013

Racista, eu?

Actualmente, são cada vez mais frequentes as cenas de racismo a que assistimos. Ouvimos tantas pessoas argumentarem, “eu não sou racista!”. Mas será que essas pessoas sabem verdadeiramente o que é ser racista? O racismo consiste em pensar que existem pessoas inferiores a outras, só pelo simples facto de pertencerem a uma cultura ou país diferente. Dizemos que uma pessoa é de outra raça, porque tem uma cor de pele diferente, por se vestir de maneira diferente, mas esquecemo-nos muitas vezes que essas pessoas têm os mesmos direitos que nós e não são inferiores por serem diferentes. São, apenas, diferentes!
Também podemos utilizar a palavra racismo, para descrever um comportamento abusivo, para com pessoas de uma raça que consideramos inferior.
Hoje em dia, ouvimos inúmeras vezes dizer que todas as raças e culturas são iguais mas que não se devem misturar para conseguirem manter a sua originalidade.
Podemos confundir racismo com preconceito, no entanto, existem diferenças pertinentes entre estes dois conceitos: o preconceito pode ser o simples desprezo por alguém, sem ter obrigatoriamente de influenciar de forma negativa a vida dessa pessoa; por outro lado, o racismo diz respeito a toda uma sociedade.
É importante também mencionar alguns dos problemas que o racismo pode causar a nível psicológico. Certamente, todos nós ficamos um pouco perturbados quando somos alvo de chacota por qualquer motivo, por isso, imaginemos qual será a sensação de sermos alvo de atitudes racistas. Isso pode levar à rejeição das origens da pessoa, dos seus costumes, da sua cultura para assim ser aceite entre as ditas maiorias.
Por isso, cabe a cada um de nós ter um pouco mais de consciência e pensar na sensação horrível que se deve ter numa situação destas! E como diz o ditado popular: “não façamos aos outros aquilo que não queremos que nos façam a nós”!


Bibliografia

http://www.minerva.uevora.pt/publicar/racismo/racista-eu.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo

Canhotos ou destros?

Desde muito cedo se notou que existe uma predisposição natural para a utilização preferencial da mão direita. Tal aspecto é verificável com a observação, por exemplo dos desenhos pictóricos da nossa pré-história em que quase exclusivamente era desenhada a mão esquerda o que evidencia o uso da direita, para tal tarefa.
A verdade é que cerca de 90% da população é de facto destra, facto que nos pode induzir em erro face à questão de que os canhotos é que têm uma deficiência, contudo não é bem assim. Pois apesar de se evidenciarem algumas diferenças estas são, sobretudo, de carácter físico, manifestando-se na execução diferente de tarefas. Apenas parte dos canhotos é que apresentam algumas diferenças em termos mais concretos como o apresentarem as funções dos lobos invertidas.
Tais aspectos conduziram ao aparecimento da ideia de que ser canhoto ou destro não é uma questão de hereditariedade sendo que já está implícita no nosso ADN. Dá-se mais prevalência à ideia de que existe uma pequena tendência parcialmente determinada pela genética, mas que é no contexto da sociedade que se dá uma afirmação, ou não, dessa tendência prevalecendo, assim, o pensamento da coexistência do aspecto inato (hereditário) e adquirido (construído em contexto de socialização).
Considero que tal como afirma José Reis as pessoas “tornam-se destras num mundo de destros!”.

Fontes:
http://www2.uol.com.br/JC/_1999/2006/br2006c.htm;
http://universocanhoto.wordpress.com/2007/09/23/o-cerebro-destros-e-canhotos/;
http://www.cerebromente.org.br/n15/mente/lateralidade.html;

Watson: experiências e críticas



Como já vimos, John Watson foi, simultaneamente, um psicólogo e investigador norte-americano que, graças às suas descobertas, ficou conhecido como o “pai da Psicologia”. Procurando estudar o comportamento através daquilo que era observável, debruçou-se sobre o estudo do efeito dos diferentes estímulos do meio nas respostas dos vários indivíduos.
Para levar a cabo as suas teorias, efectuou então várias experiências com animais e seres humanos. Eis algumas das mais conhecidas:

- Experiências com bebés:

Segundo uma experiência realizada com bebés, a resposta que se obteria deles perante diferentes estímulos (sons fortes, obstáculos ao movimento corporal e cócegas e carícias) seria a demonstração de medo, ira e amor, respectivamente.

- A eliminação de medos:

Para extinguir o medo de uma criança em relação a alguma coisa (neste caso animais), Watson considerou o seguinte quadro:

ESTÍMULO DO MEDO
ESTÍMULO INVERSO
RESPOSTA
Animais que causavam medo a crianças
Situações que não causavam medo a crianças
Recondicionamento após várias tentativas, aproximando os animais gradualmente

A experiência consistia em estimular a criança, depois de ter visionado o que lhe infligia medo, num sentido contrário, apresentando-lhe uma situação que ela não visse como ameaçadora. Em seguida, fazer-se-ia uma aproximação gradual da criança ao animal que lhe causava medo, de forma a ser diluído o receio existente em relação a ele.


- A “fábrica de medos”:

Há ainda uma outra experiência, realizada por John Watson, juntamente com Rosalie Rayner, a sua esposa, cujo objectivo era evidenciar o modo como ocorre a aprendizagem, no caso do medo. No início da experiência, uma criança de 11 meses, perfeitamente normal, é posta a brincar com um coelho branco. Em seguida, é-lhe apresentado um rato branco e ela brinca novamente com o animal. Entretanto, os experimentadores que conduzem a experiência fazem soar um ruído muito forte e intimidante, fazendo-a associar o aparecimento do rato ao som, provocando-lhe medo e choro. Quando lhe apresentaram novamente o rato, a reacção de Albert (a criança) foi chorar, e o mesmo se passou com o coelho branco e com um homem com barbas brancas, percebendo-se que tinha desenvolvido medo a tudo o que fosse branco. Concluiu-se então, que os seres humanos são resultado das aprendizagens condicionados pelo meio, como já referimos.


Críticas:

Apesar de em muitos aspectos a teoria behaviorista de Watson estar correcta, levantaram-se, ao longo do tempo, algumas críticas pertinentes, sobretudo no que diz respeito ao pouco ênfase que atribuiu aos factores biológicos na formação dos comportamentos. No entanto, muitas das críticas que se têm tecido sobre a sua teoria behaviorista são erradas e têm apenas em conta o que já se descobriu sobre o comportamento humano e não o que apenas se sabia nos inícios do século XX. Vou então abordar as teses de alguns autores que criticam o comportamentalismo e que considero serem as mais relevantes...

- O comportamento não é influenciado somente por estímulos, também a história da aprendizagem e até a representação do meio do sujeito são importantes. Podemos, por exemplo, estimular muito uma criança para que revele o culpado de algum acontecimento, contudo ela pode simplesmente não estar interessada em revelar essa identidade. Assim como o facto de existirem pessoas que não comem determinados pratos, apesar dos estímulos externos, porque elas não o encaram como um estímulo para si próprias;

- As nossas acções não têm forçosamente de estar associadas a um estímulo. Por vezes, os indivíduos podem comportar-se de uma dada forma (como, por exemplo, se estivesse a sentir cócegas), sem, de facto, estar a sentir algo. Há certas propriedades da nossa mente, como a dor, em que é inviável descrevê-las em termos comportamentais;

- A corrente behaviorista não explica a ocorrência de determinados fenómenos: “Eu não bebo água quando a vejo, apenas quando tenho sede.”. Com isto, vários enigmas do comportamento humano ficavam por esclarecer. De acordo com o que é defendido por muitos autores, é com esta questão que se prende a necessidade de estudar de um modo rigoroso os processos mentais que se estabelecem em cada pessoa. Desta forma, o estudo dos comportamentos ligar-se-ia também às predisposições, ou seja, às atitudes, segundo a personalidade dos indivíduos;

- Noam Chomsky foi um dos grandes críticos da corrente behaviorista. Segundo ele, a concepção de comportamento criada por Watson não era capaz de explicar os mistérios relacionados com a fala, sobretudo no modo como se processava a aquisição de competências linguísticas nas crianças. Para Chomsky, o indivíduo tinha de seleccionar um número infinito de frases e escolher aquela que se adequava à questão que lhe era lançada. Essa capacidade não era então conseguida se seguíssemos o condutismo, perante o reforço incessante de cada um das frases. Noam considerou que o poder de comunicação dos seres humanos seria a consequência da existência de “ferramentas cognitivas gramaticais inatas”;

- Piaget foi outro autor que se desmarcou da teoria de Watson. Perante situações idênticas (S), diferentes indivíduos – educados no mesmo meio – têm reacções diferentes (R). Por exemplo, quando várias pessoas presenciam um acidente de viação, não agem todas da mesma forma. Umas correm para o local e chamam a ambulância, enquanto que outras, muito provavelmente entram em pânico ou fogem. Perante esta realidade, Piaget propôs uma interpretação mais alargada do comportamento, defendendo que este é, nada mais, nada menos, que uma manifestação de um personalidade (P), perante um acontecimento específico (S).

Evolução do conceito de comportamento...

O comportamento está dependente da interacção entre a situação (S) e a personalidade do sujeito (P), aquilo que o caracteriza e que por várias razões o tornam único e independente. O Homem é produto de um processo complexo entre os factores interiores e exteriores a si, dispondo de um grande capacidade de se moldar e de se adaptar ao meio que o rodeia. A personalidade constrói-se de acordo com as características herdadas e aquelas que vai adquirindo nas experiências que testemunha e vivência.


Concluindo...

Apesar de se cingir, nos seus estudos, ao comportamento observável e à experimentação, as teorias de Watson permitiram uma dinamização da Psicologia, enquanto ciência que tem por base o estudo do Homem e o seu comportamento. Rompendo com as concepções dominantes da sua época (sendo alvo de muitas críticas e até de um certo “desacreditar”), este psicólogo defendeu uma visão nova acerca do comportamento, explorando ao máximo as suas vertentes. Através do estudo do estímulo e da resposta (E e R), distanciou-se dos métodos mais complexos como o da introspecção. Assim, criando uma nova corrente da Psicologia – o Behaviorismo –, novas informações e ilações puderam ser compreendidas, no diz respeito ao modo como todos nós agimos, atribuindo grande importância ao meio envolvente e à prevalência dos aspectos aprendidos em sociedade, em relação aos que fazem parte do nosso ser, com os quais nascemos.
É certo que a atribuição de tão pouca importância à hereditariedade e, desta feita, aos factores biológicos, foi um dos aspectos menos correctos da sua teoria, facto esse que se constata, mais tarde, com a teoria de Damásio. Porém, tendo em conta a época histórica e as condições de que John Watson dispunha para levar adiante os seus estudos, facilmente percebemos que a sua carreira foi efectivamente marcante e revolucionária, o seu papel na área de que temos vindo a falar foi, sem dúvida, indiscutível.


Fonte:

http://wapedia.mobi/pt/Behaviorismo?t=3.
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/psicologia/psicologia_trabalhos/teoria_desenv.htm
http://penta.ufrgs.br/~jairo/1watson1.htm
http://www.educacao.te.pt/jovem/index.jsp?p=117&idArtigo=4423

- MONTEIRO, Manuela Matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.

Hospitalismo

O hospitalismo é o conjunto de perturbações que o bebé pode sofrer devido a carências maternas. Na ausência da mãe, as reacções da separação, podem provocar uma depressão, devido à falta da figura materna.
Quando crianças de idades muito precoces são sujeitas a uma privação de contacto com os seus entes mais próximos, seja em situação de um abandono materno ou a uma temporada passada num hospital, vão sofrer de problemas tanto físicos como psicológicos que podem afectar o seu desenvolvimento normal, tais como, o atraso no desenvolvimento corporal, insónias, queda de peso, alteração do seu estado geral, incapacidade de adaptação ao meio, fragilidade e menor imunidade a doenças infecciosas.
Nos casos de total carência afectiva, ligada à falta de qualquer vínculo maternal, os distúrbios podem levar à morte.
A doença é sentida como um castigo, como uma falta cometida por algum acto, que lhe cria culpabilidade, e da qual agora está a sofrer as consequências. A criança sente que está a ser punida por alguma falta que cometeu.
O que está em jogo do ponto de vista psicológico é a perda de identidade do ser, já que a criança não usufrui da presença da figura materna, nestes casos, nas suas relações faltou o rosto do outro, porque este está ausente e consequentemente as crianças entram numa grande depressão, não têm um sentimento de continuidade e estabilidade nas relações com o outro, pelo contrário, o que vivenciam é uma separação, uma distorção da realidade que conheciam e uma descontinuidade nos cuidados prestados pelos pais. A separação da família e do seu lar é uma experiência dolorosa para o bebé e a que este não está habituado.
Os estudos efectuados por René Spitz levaram a que, em 1945, houvesse uma primeira reforma das condições de hospitalização de crianças pequenas e, a que em 1950 a Organização mundial de saúde passasse a incluir nas suas orientações um documento de nome “Cuidados maternos e saúde mental”, onde se afirma: “...ficar claramente demonstrado que os cuidados maternos no decurso da primeira infância desempenham um papel essencial no desenvolvimento harmonioso da saúde mental”

Bibliografia:
Livro de Psicologia B do 12º ano (1ª Parte)
http://www.scribd.com/doc/2437175/Desenvolvimento-na-primeira-infancia-Perspectiva-de-Rene-Spitz
http://216.239.59.104/search?q=cache:_9BPJ5vPoXQJ:www.espanto.info/psi/pa/FD2.pdf+hospitalismo+de+Spitz&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt&client=firefox-a
Diciopédia 2008

Violência conjugal

A violência conjugal é uma das vertentes que a violência doméstica alberga. Este é um tema que, nos tempos que decorrem, tem flutuado imenso no ínfimo oceano de problemas da sociedade!
Hoje em dia, em cada clique no comando da televisão, em cada leitura pelos jornais ou revistas acedemos a um manancial de notícias sobre a violência, que inunda e transborda, nas relações conjugais, sendo ela tanto a nível físico, como as agressões físicas, psicológico, como agressões verbais, como a nível socioeconómico, isto quando a violência envolve o controlo da vida social da vítima ou das suas economias.
Agressão é um comportamento violento que, efectivamente, visa causar danos físicos ou psicológicos a um alvo e reflecte a intenção de o destruir. Centrando a nossa atenção na agressividade que submerge nas relações interpessoais dos casais é possível identificar as suas características específicas. A agressão conjugal é hostil, directa e aberta, uma vez que o agressor concretiza os comportamentos agressivos abertamente, de forma explícita, e sempre com o intuito de causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que possa obter. Estes actos são geralmente impulsivos e influenciados pelas emoções.
As questões que se levantam são, exactamente, quais as emoções que levam os homens a agredirem as suas esposas? Pessoas por quem já estiveram apaixonados, onde está o amor que os uniu? Quais os motivos para agirem desta forma? Entre estas muitas mais surgem, no entanto há uma que não passa em claro, inquieta o ser humano. Qual a origem de toda esta agressividade que a determinado momento “nasce, não morre e mata”?
Existem alguns autores que formulam teorias sobre a origem da agressividade, e entre elas o maior balanço faz-se entre as que defendem que a agressão é um comportamento inato e as que defendem que é um comportamento aprendido.
Na minha opinião nenhuma das concepções estipuladas, por si só, explica a verdadeira razão de alguém ser agressivo. O Homem é um ser complexo e a sua existência é produto do intercâmbio de múltiplos factores internos e externos, na verdade, existem estruturas no ser humano que se relacionam com a agressividade (como processos fisiológicos, o sistema nervoso simpático…). Contudo, tal não significa que o ser humano esteja programado para ser agressivo pois tal como a sua flexibilidade e plasticidade lhe permite escapar a programas fechados e deterministas, também lhe permite moldar os factores relacionados com a agressividade. Todavia, isto não é suficiente.
O homem é um ser social, e como tal há que ter em conta a influência que o meio exerce sobre ele, daí não se colocar de parte a interferência que o contexto social executa na moldagem das componentes biológicas da agressão. Nos seres humanos, a sua manifestação e expressão estão muito dependentes de factores relacionados com o contexto social, com a aprendizagem, com as experiências pessoais… A influência do meio externo é tão forte que faz com as formas de expressão da agressão sejam estimuladas ou inibidas, sendo a partir disto que se extrai a explicação das diferenças na sua expressão em diferentes épocas, entre diferentes culturas e entre diferentes pessoas da mesma cultura.
No entanto, Homem não deve ceder e aceitar passivamente aquilo que a sociedade lhe impõe, tem que moldar todas as suas regras e normas mediante os seus valores e ideais. A pressão da sociedade não pode ser usada como uma razão plausível e incontornável de sermos agressivos. Pois se somos flexíveis, inteligentes e plásticos para umas coisas também o somos para outras.
Há ainda mais alguns factores que induzem à agressão. Não é estranho ouvir que as pessoas alcoólicas tendem a ser mais agressivas, de facto, o álcool altera o equilíbrio emocional de um indivíduo e por consequência desencadeia actos mais irreflectidos e agressivos. Outros factores que também são referidos como causadores de tais comportamentos são os ciúmes e a desconfiança, muitos conflitos conjugais são gerados através destes sentimentos que, na maioria das vezes, não têm fundamento algum.
A violência que sobrevoa o interior de muitas casas é assombrada pela agressão, pelo medo, pela tristeza, pela desilusão. Ela começa sempre com uma ligeira alteração do tom de voz, que com o passar do tempo vai aumentando, aumentando até que chega aos gritos. Depois disto vem o primeiro estalo, o primeiro empurrão, o primeiro pontapé até que chega ao culminar de todas as formas possíveis de agressão num só momento, numa só situação que se repete dia após dia até à morte, processo escondido pelo silêncio de uma vida em desgraça.
O pior é que muitas vezes os danos não se ficam só pela vítima de agressão, existem muitas mais atingidas pelos danos colaterais de todo este ambiente incrédulo. Os filhos, a família, os amigos destes casais em conflitos também são atingidos, sofrem com eles as suas tristezas e angustias, sofrem sozinhos com os porquês de tudo isto estar a acontecer, ficam com marcas que invadem um grande espaço na história pessoal de cada um.
O importante é sermos fortes, não deixarmos que o medo nos possua e nos impeça de viver, é preciso agir e lutar contra tudo que coloque em causa o nosso equilíbrio interior, a nossa paz emocional, a vida é muito para ser insignificante! Não pudemos deixar que nos destruam aquilo que temos de mais precioso, a nossa passagem pelo mundo!

Bibliografia:
http://crystalidades.blogspot.com/2008/01/violncia-domstica.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Viol%C3%AAncia_dom%C3%A9stica
http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ficheiros/i006141.pdf
http://dn.sapo.pt/2007/03/29/sociedade/violencia_domestica_aumentou_30_2006.html
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=4AFFCB468EA53CA8E04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0
MONTEIRO Manuela Matos, FERREIRA Pedro Tavares, 1ª parte Psicologia B 12º ano, Porto Editora
MONTEIRO Manuela Matos, FERREIRA Pedro Tavares, 2ª parte Psicologia B 12º ano, Porto Editora
ABRUNHOSA Maria Antónia, LEITÃO Miguel, Psicologia B 12º ano, Edições ASA

Porque mentimos?

Porque mentimos?
Todos os seres humanos saudáveis mentem, uns mais outros menos, mas todos mentimos. É já da natureza humana mentir, desde pequeninos mentimos. Claro que há vários tipos de mentira, varias formas de mentir e intensidades diferentes. Em todas as culturas se mente, todas as pessoas desde as mais novas às mais velhas, dos dotados de um QI elevadíssimo aos que o seu QI não é muito gracioso, de vários níveis sociais, etc.
Contudo numa cultura em que a mentira é incorrecta, é errado mentir, mas muita gente mente. Mas há vários tipos de mentira desde a chamada mentira piedosa, a mentira que pode levar uma punição maior, como a prisão. Podemos mentir por necessidade, piedade, amor, maldade, uns inúmeros motivos que poderiam ser plausíveis de uma mentira. Mas temos sempre consciência que esta errado.
Há mentiras “politicamente” correctas e outras não. Por exemplo, mentir para que uma pessoa não sofra tanto, ou porque é uma coisa sem importância é politicamente correcto, mas o mais certo a fazer seria contar a verdade, isto é, é aceite na sociedade onde está inserido (como na sociedade portuguesa) mas não correcto. Mas se mentir para ocultar um crime, isso já é punível, e com pena de prisão.
No entanto, a mentira também pode ser uma doença, como no caso das pessoas que padecem de mitomania, que inventam historia sobre elas, ou até sobre as pessoas mais próximas. Esta doença é muito complicada, pois torna-se muito difícil, a sociedade conviver com essa pessoa, têm sempre a desconfiança de que ela não esta a dizer e verdade, pois tem mais facilidade em mentir.
Posso concluir assim que todos nós temos uma tendência natural para mentir, uns mais que outros, mas conseguimos controlar as nossas mentiras, e evitar que elas prejudiquem a nossa interacção com o mundo e a nossa adaptação ao meio.

Bibliografia:
· http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitomania;
· MONTEIRO, Manuela Matos e FEREIRRA, Pedro Tavares, Ser Humano, 2ªParte - Psicologia B 12ºAno, Porto Editora.

Damásio: razão e emoção



Quem é António Damásio e o que desenvolveu?

António Rosa Damásio nasceu na cidade de Lisboa, a 25 de Janeiro de 1944. Interessado pela Psicologia e pela Medicina, licenciou-se e fez o doutoramento em Neurologia, na universidade onde nasceu. A partir daqui, desenvolveu diversas pesquisas no Centro de Estudos Egas Moniz.
É precisamente o estudo do comportamento das pessoas com lesões cerebrais, que o levam a reflectir sobre esta questão, colocando inovadoras hipóteses acerca desta temática. Com estas descobertas, Damásio revela um amor incondicional pelo estudo da mente e entra no território das emoções, explicando-as cientificamente. Apresentando um grande rigor, demonstra ainda uma inesgotável persistência, uma lucidez inabalável e uma imaginação que lhe permite ir mais além. É, assim, autor de obras de renome como O Erro de Decartes (1994) e O Sentimento de Si (1999).
Foi António Damásio que desenvolveu o conceito de razão e emoção. Para ele, a razão é o nosso lado racional, é o que nos distingue, enquanto seres humanos, dos restantes animais. Ao contrário deles, não agimos habitualmente movidos pelos instintos, apesar de, como já vimos, por vezes nos guiarmos pelas emoções. É a capacidade de raciocínio que cada um de nós dispõe (falando-se de seres humanos mentalmente saudáveis) e que nos permite ser tão complexos, inventivos e com o dom da construção. Já a emoção é um estado momentâneo em que o nosso organismo é estimulado por um motivo específico (que pode ser objecto de resultados diferentes de pessoa para pessoa), estando presentes, juntamente com ela, reacções biológicas. Existem diferentes tipos de emoções, sendo que muitas delas podem ser aprendidas em sociedade: medo, vergonha, alegria, tristeza, cólera, entre outras. Por vezes, a intensidade das emoções leva-nos a agir de acordo com a aquilo que estamos a sentir, de acordo com a nossa interpretação dessas mesmas emoções, daí a agirmos erradamente e de “cabeça quente”. No entanto, elas são fundamentais para fazermos uma avaliação cognitiva de tudo o que nos rodeia.

Bibliografia:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X1997000200013

http://www.ipv.pt/millenium/ect2_mjf.htm

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=1210&op=all

http://www.webboom.pt/autordestaque.asp?ent_id=1111241&area=01


Como investigava Bruner?


Bruner tentou perceber o modo como se desenvolvem as competências cognitivas nas crianças, interessando-se assim, pela maneira como se desdobra o processo de ensino/aprendizagem. Segundo ele, a aprendizagem deve ser: estruturada; sequencial; motivada, entre outros.
Para fazer este estudo e tirar estas conclusões, utilizou um método dito socrático.
Mas afinal o que e isto do método socrático?
Bem, o método socrático consiste em fazer perguntas, de modo a obter opiniões do interlocutor sendo que aparentemente as aceita; depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolve as opiniões originais da pessoa, testando os erros e os absurdos das opiniões superficiais e apurar as suas opiniões originais e correctas, bem como o conduz a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Seguidamente, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor faz crescer aquilo que ele designa por: arte de fazer nascer ideias.
Segundo Sócrates, “ele nada ensinava, apenas ajudava as pessoas a tirarem de si mesmas opiniões próprias e limpas de falsos valores, pois o verdadeiro conhecimento tem de vir de dentro, de acordo com a consciência.”
Deste modo, o processo de aprender é um processo interno, e tanto mais eficaz quanto maior for o interesse de aprender.
“Só o conhecimento que vem de dentro é capaz de revelar o verdadeiro saber”.
Concluindo, podemos dizer que Bruner não limita a descoberta a apenas ao encontro de coisas novas, mas preferencialmente, inclui nesta estratégia todas as formas de procura de conhecimentos pelo próprio aluno.

Saudade

O que nos leva a sentir a saudade?

Saudades….é sentir a falta de alguém? É sempre pensar com ternura e carinho naquilo que essa pessoa passou connosco ou aquilo que nos fazia. Confundir saudade com melancolia é um erro. É na melancolia que está a tristeza de momentos passados, pensar em situações passadas sem um sorriso na boca. É por isso que a saudade é boa de sentir, é graças a ela que sabemos que gostamos das pessoas, que nos fazem falta no nosso dia-a-dia, na conquista de sonhos e na superação de obstáculos. É nestas circunstâncias que sentimos a verdadeira saudade, não só porque a pessoa não esta ao nosso lado, pela ausência que nos causa na nossa vida, pelo vazio que fica em nós. Quando sentimos saudades ansiamos o momento em que vamos estar com essa pessoa, estar outra vez ao pé de nós, sentir a sua presença.
Normalmente quando sentimos a saudade é porque gostamos da pessoa em questão. Mas há vários tipos de “gostar”, isto é, sentimos saudades dos nossos colegas, mas sentimos ainda mais saudade da pessoa que amamos. Gostamos dos nossos colegas na mesma, mas a intensidade do amor é muito diferente. Pois apesar de os nossos amigos estarem presentes em alguns momentos da nossa vida, a pessoa com que amamos, está ou tenta estar sempre ao nosso lado, para nos ajudar a superar esses obstáculos que aparecem.
É tão difícil dizer o motivo porque temos saudade quanto explicar o que é o amor, pois para enumerar os motivos teria de saber explicar o que é o amor. Na minha opinião é impossível explicar o amor na sua essência, pois é um sentimento, podia dizer alterações físicas, mas não seria correcta a resposta. Também poderia dizer alegria, felicidade, mas às vezes até ganhar um jogo me traz felicidade, logo também não estaria correcta. Por isso deixo no ar, para quem quiseres e conseguir definir, o que é amor e quais são os motivos que levam a saudade?

Bibliografia:
· MONTEIRO, Manuela Matos e FEREIRRA, Pedro Tavares, Ser Humano, 2ªParte - Psicologia B 12ºAno, Porto Editora;

Teoria comportamental de Watson


Seria imperdoável iniciar o estudo desta teoria sem uma breve citação do psicólogo em causa, que nos elucida sobre a base da sua teoria:

“Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas e a espécie do mundo que preciso para as educar, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas ao acaso, prepará-la-ei para se tornar num especialista que eu seleccione: um médico, um comerciante, um advogado e sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus ancestrais”.

WATSON, J., Behaviorism, Norton, 1925, p. 85

A partir desta citação é visível a intenção de Jonh Watson, pai da Psicologia científica. De facto, este psicólogo pretendia transformar a Psicologia numa ciência aplicável não só aos animais, mas também aos seres humanos, pois considerava que todas as espécies tinham evoluído, por selecção natural, partindo de uma origem comum, à semelhança do que defendia Darwin. Segundo ele, não faria qualquer sentido a divisão entre a psicologia humana e a psicologia animal, dado que existia uma continuidade entre ambos. Assim, este ramo da neurociência cingir-se-ia ao mero estudo dos comportamentos observáveis (behaviorismo), directa ou indirectamente, constituindo-se uma ciência autónoma, objectiva e, sobretudo, experimental. Deste modo, podiam ser medidas as respostas, seguindo um determinado método experimental, obtendo-se um grau de objectividade superior ao método introspectivo, ou seja, através de várias experiências conseguiria adquirir um conhecimento mais alargado acerca do comportamento humano do que utilizando, por exemplo, o método da psicanálise de Freud. Cabia à Psicologia observar, quantificar, descrever o comportamento enquanto relação causa/efeito, mas nunca interpretá-lo.
De acordo com a teoria de Watson, estes comportamentos constituiriam então a resposta de um indivíduo a um determinado estímulo, sendo este último representado por um E (objectos exteriores) e a resposta por um R (reacções físicas). A um conjunto de estímulos designava-se por S (situação). Watson estabelece, portanto, relações múltiplas entre estímulo e resposta.
Por estímulo entende-se o conjunto de excitações que agem sobre um indivíduo de forma a ser provocada uma resposta. É claro que todo o estímulo tem um limiar e um limite, por exemplo: o nosso organismo não reage a ultra-sons, apenas a sons dentro da gama de frequências apropriadas ao ser humano. Podemos ainda subdividir os estímulos em duas sub-categorias: os estímulos provenientes do meio interno (movimentos dos músculos, secreções das glândulas, ou seja, as nossas alterações corporais) e estímulos provenientes do meio externo (raios luminosos, ondas sonoras, vento, etc.).
Quanto às respostas, podemos dizer que são tudo o que um indivíduo faz, desde o simples acto de estremecer devido a um barulho, à complexa construção de um arranha-céus. É o conjunto de reacções concretas e observáveis no indivíduo, que derivam da relação complexa entre diferentes estímulos provenientes do meio físico em que está inserido o sujeito, dando-se em função da situação. Seria possível então ao psicólogo, através do estímulo, prever o comportamento que lhe estaria associado.
Neste contexto, os comportamentos são nada mais, nada menos, que aprendizagens condicionadas pelo ambiente à sua volta. São respostas que podem ser explícitas (directamente observáveis) e/ou implícitas (não observáveis pelos outros).
Esclarecidos estes conceitos, empreende-se que a base do behaviorismo no qual Watson se apoiou, seja a de que um mesmo estímulo – ou estímulo semelhante – provoque sempre a mesma reacção, a mesma resposta nessa pessoa ou animal. A mesma causa conduz sempre ao mesmo efeito, pelo que não só seria possível prever os comportamentos, mas igualmente controlar a sua produção, condicioná-los. É a partir dos comportamentos mais simples e mais elementares – e, portanto, comuns tanto a ser humanos como a animais –, que se compreendem os comportamentos mais complexos, sendo possível tirar conclusões explícitas a partir do desenvolvimento de pesquisas em animais.
A hereditariedade é, assim, posta de lado, valorizando-se unicamente a influência do meio, do contexto social, ou seja, a educação. O indivíduo é passivo no processo de conhecimento e desenvolvimento. Ao estudar aquilo que é meramente observável, o estudo dos processos cognitivos torna-se deveras limitado. Ele chega mesmo a afirmar que “O homem não nasce, constrói-se”.
Em conclusão, a sua teoria baseia-se em quatro aspectos fundamentais, que funcionam como uma espécie de síntese e que passamos a citar:

Ø O comportamento é composto por respostas e pode ser analisado em cada detalhe da sua constituição, a partir dos estímulos que lhe são adjacentes;
Ø O comportamento é constituído por alterações do nosso corpo (secreções glandulares, etc.) cingindo-se a processos físico-químicos;
Ø Para todo e qualquer estímulo, existe sempre uma reposta, que será semelhante em indivíduos inserido no mesmo meio;
Ø É a partir de comportamentos mais simples que se conseguirá entender os mais complexos;

Assim, Watson afirma, em Psychology As The Behaviorist Views It: “Creio ser possível criar uma psicologia (…) jamais usando os termos da consciência, estados mentais, mente, conteúdo, verificável por introspecção, imagens e outros afins (…). A definição pode ser feita em termos de estímulo e resposta, formação de hábitos, integração de hábitos e outros”.



Fontes:
MONTEIRO, Manuela Matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/psicologia/psicologia_trabalhos/teoria_desenv.htm http://wapedia.mobi/pt/Behaviorismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comportamento



Confiar nos sentidos?




Pois é esta é uma das imagens que demonstra que, de facto, não devemos confiar em tudo o que os sentidos nos mostram, pois estes podem-nos induzir em erro.
Como todos nós sabemos é através dos processos cognitivos como a percepção, aprendizagem e a memória que tomamos conta da realidade que nos rodeia.
Sendo a percepção o processo através do qual contactamos o mundo utilizando os sentidos, é o visual que mobilizamos ao observar as imagens, no entanto é errado afirmar que a percepção se resume apenas à utilização dos sentidos para visualizar o que nos rodeia. Ela vai muito para além disso, envolve também uma interpretação do que é recebido pelos órgãos sensoriais. Assim a percepção implica a atribuição de sentidos que remetem para as nossas experiências (a nossa já tão conhecida história pessoal).
Deste modo, quando observas-te a imagem apresentada associaste quase de imediato a uma situação real e comum de uma pessoa na piscina a desfrutar de um belo banho, contudo foi uma dedução um pouco falaciosa, na medida em que esta retrata apenas uma anamorfose, espécie de pintura que tenta dar a ideia de tridimensional, daí teres interpretado de outra forma. Quero com isto dizer que os nossos sentidos são passíveis de serem “enganados” e, portanto, temos de ter sempre bastante cuidado nas interpretações que fazemos.
Com este exemplo como tantos outros, será que devemos acreditar totalmente nos nossos sentidos?

Fontes:
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.naoestafacil.com/media/desenho13.jpg&imgrefurl=http://www.naoestafacil.com/index.php%3Ftitle%3Ddesenhador_de_passeios%26more%3D1%26c%3D1%26tb%3D1%26pb%3D1&h=425&w=658&sz=77&hl=pt-PT&start=34&um=1&tbnid=KiREVhKAyuW3FM:&tbnh=89&tbnw=138&prev=/images%3Fq%3Danamorfose%2Bde%2BJulian%2BBeever%2B%26start%3D20%26ndsp%3D20%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN

MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares; “Ser Humano – 2.ª parte”, Psicologia B 12.º ano, Porto Editora

Doenças psicológicas

As doenças psicológicas não costumam ter uma manifestação física muito acentuada, isto é, não se vê a olho nu que essa pessoa tem uma doença psicológica. No entanto há excepções a regra, há doenças que podem ter evidências físicas muito acentuadas que no início pode parecer uma doença física, mas a pessoa sofre só de hipocondria. As pessoas que sofrem de hipocondria interpretam pequenas dores e desconfortos físicos como indícios de uma doença grave. Mas os doentes acreditam tão intensamente que estão doentes que chegam a ter mesmo os sintomas de alguma doença grave. O que pode provocar idas constantes ao médico e assim recebendo alguma atenção.
É também conhecida a pseudociese (gravidez psicologica) como uma doença psicologica com muita exteriorização física e só afecta as mulheres. É de origem psicologica mas também pode ter origem biológica. As mulheres que são afectadas por esta doença, antes de ela aparecer, estavam ansiosas e desejosas de ter um filho, mas ao não conseguirem origina-lo, surge a pseudociese. Também pode acontecer pelo motivo oposto, isto é, a mulher tem tanto medo de engravidar, que o seu organismo origina uma gravidez psicologica. As mulheres que padecem desta doença têm todos os sintomas de uma gravidez, e o mais evidente, a barriga cresce. Mas com uma a ida ao médico e os exames adquados pode descobrir-se que é uma doença pasicologica. Esta doença com a origem biologica pode ser causada: neoplasias uterinas, ovário policistico ou distúrbios ovarianos e hormonais como a prolactina.
Há mais doenças psicológicas que têm uma manifestação física como: a anorexia, doenças psicossomáticas, o Transtorno Bipolar e o Síndrome da Fadiga Crónica. Os que referi são sem dúvida, os que se manifestam mais intensamente e os mais conhecidos pelas pessoas comuns.

Bibliografia:
· http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/doencas-psicologicas.htm;
· http://meuartigo.brasilescola.com/doencas-saude/gravidez-psicologica.htm;
· http://www.brasilescola.com/doencas/doencas-psicologicas.htm.

Sonhos


Os Sonhos

“Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas acções, dos seus propósitos e dos seus desejos”

Padre Vieira, no Sermão de São
Francisco Xavier Dormindo


A experiência subjectiva que aparece na consciência durante o sono e que, após o despertar, chamamos sonho é, apenas, o resultado final de uma actividade mental inconsciente durante este processo fisiológico que, por sua natureza ou intensidade, ameaça interferir o próprio sono.
Mas, o que são concretamente os sonhos? Porque é que surgem a meio do sono? Porque que às vezes os sonhos nos afectam tanto? Porque é que eles nos perturbam e inquietam? Porque é que as vezes temos a convicção de que sonhamos mas depois não sabemos com o quê? Porquê? Porquê? Muitos são os porquês, muito é o mistério que este assunto fomenta e muitos foram os autores que se debruçaram sobre estas questões, no entanto, aquele que formulou a explicação mais verosímil aos olhos da psicologia foi Sigmund Freud. Segundo este, os sonhos são uma representação simbólica de desejos e necessidades recalcadas que, de forma disfarçada ou não, são satisfeitas em pleno campo psíquico.
Intitulou sonho manifesto à experiência consciente, durante o sono, que a pessoa pode ou não recordar depois de acordar. Os seus vários elementos, observáveis e concretos - como árvores, morangos, pessoas, (…) – são designados por conteúdo manifesto. Os pensamentos, sentimentos e desejos inconscientes que ameaçam acordar a pessoa são os “elementos”, ocultos e abstractos, que constituem o conteúdo latente. As operações mentais inconscientes por meio dos quais o conteúdo latente do sonho se transforma em sonho manifesto designam-se por elaboração do sonho.
Importante será salientar que Freud considera os sonhos guardiães do sono devido ao facto de eles evitarem que o sujeito acorde para satisfazer o desejo ou necessidade, através deles o nosso inconsciente consegue enganar a nossa consciência e evitar o despertar, simulando – no sonho – situações em que tal acontece.
Para perceber os vários conteúdos dos sonhos é necessário estudar a sua linguagem, nomeadamente os seus símbolos, interpretar os seus elementos, concretos ou abstractos, observáveis ou ocultos. Tal processo é normalmente executado pelos psicólogos, contudo, na opinião de Freud a melhor compreensão é a executada pelo sujeito que sonha, isto porque os sonhos são influenciados pelos aspectos da vida emocional do sujeito, dos acontecimentos que lhe ocorreram nos últimos dias, nos acontecimentos que estão para ocorrer. E só ele está a ao corrente de tudo isto, de toda a sua história pessoal.
Afincadamente, tudo isto faz sentido, mesmo que à partida nos pareça estranho, no entanto, uma inquietação persiste. Se os nossos sonhos são a representação mental de desejos, quais serão os desejos que engendram todos aqueles sonhos que, após várias reflexões, não possuem sentido algum? Há pesadelos dificilmente explicáveis como realização de um desejo.
Tanto a questão, como esta afirmação colocaram a teoria de Freud em causa, mas o pai da psicanálise refutou esta crítica dando o exemplo de desejos sádicos e masoquistas que produzem grande ansiedade e perturbação mental afectando assim os sonhos, mas nem por isso deixam de ser desejos satisfeitos no campo psíquico.
Os sonhos são muito importantes e na minha opinião o mais relevante neles não é a função de proteger o sono, mas sim a função psíquica de carregar, de suavizar, de substituir a realidade que nos é hostil, por outra, totalmente diferente, onde um novo mundo se descortina perante a alma e onde todas as nossas acções parecem absurdas, justamente porque as mais censuráveis, na sociedade em que vivemos, gozam, enquanto dormimos, de uma espécie de liberdade condicional, quando se expandem no sonho. Todavia, para além das nossas acções nós também usufruímos de sermos livres, de sermos e termos tudo aquilo que sempre desejamos, de fazermos tudo aquilo que parece impossível na realidade que nos envolve. No fundo, nos só somos verdadeiramente livres quando sonhamos, só ai é que nada é proibido, em que nada é censurado, só ai é que não há limites, só aí é que não há regras e normas que nos reprimem!


Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonho#Sonho_e_Freud
http://www.pregaapalavra.com.br/monografia/sonhos1.1.htm
http://www.pregaapalavra.com.br/monografia/sonhos1.2.htm
http://www.ufrgs.br/proin/versao_2/freud/index0%208.html
http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0165&area=d1&subarea
http://www.centrorefeducacional.com.br/freudpsi.htm
http://hgespuny.sites.uol.com.br/bluesquare/transsono.htm,autor:HERBERT GONÇALVES ESPUNY

domingo, 25 de maio de 2008

Pensar positivo melhora a qualidade de vida

Há momentos em que passamos por situações negativas, podem ser várias e a verdade é que em tais situações reagimos naturalmente mal a isso.
Existem vários mecanismos que desenvolvemos desde a nossa infância, como sermos ensinados a lutar contra aquilo que achamos incorrecto e por isso criamos afirmações como “não quero ficar sozinha”, “não quero ser gorda”, entre muitas outras. Acreditamos então que podemos evitar o que consideramos incorrecto com simples convicções e expressões que “gravamos” em nós mesmos, infelizmente não é assim, o positivo não vem até nós naturalmente!
Aquilo a que dedicamos a nossa atenção cresce e ganha forma na nossa vida, mantendo-se.
Temos a opção de pensar apenas em coisas que nos façam felizes, em coisas boas, que nos tragam satisfação e nos coloque um sorriso estampado no rosto! Muitas vezes esquecemo-nos desse aspecto e pensamos “como posso pensar unicamente em coisas boas se tudo me corre mal?”, bem, é difícil contornar a situação de modo a vencer este sentimento de derrota, o mais fácil é certamente entregarmo-nos à tristeza. No entanto, esta fórmula de vencer o que é negativo não está disponível em farmácias nem em hospitais, também não se encontra em livros de auto-ajuda ou nas escolas… De facto o que é preciso é existir uma grande força interior e assumirmos o controlo da nossa mente.
Tudo se torna mais fácil e divertido quando sentimos emoções positivas, desta forma, somos levados a agir e a pensar de forma diferente, o nosso pensamento torna-se criativo e nós tornamo-nos pessoas melhores!
Sejamos optimistas, é necessário apreciar e reconhecer o melhor de cada situação ou experiência. Quem sabe este não seja o primeiro passo para tornar este mundo um lugar muito melhor!
Um optimista é então " …uma pessoa que é capaz de se rir das suas desgraças, que encontra sempre alguma coisa de positivo, de engraçado, de divertido, em particular nas experiências menos positivas. É aquele que sonha e que corre o risco de que esse sonho se venha a realizar. É aquele que acredita que tem capacidades para gerir o seu destino, e que a vida não é uma coisa imposta mas algo que se constrói". Helena Marujo, do livro ‘Educar Para o Optimismo' (ed. Presença).

Bibliografia:
http://pt.shvoong.com/books/essays/480451-pensar-positivo-melhora-qualidade-da/

Ideal de beleza feminino



O ideal de beleza feminino é uma construção social que varia de época para época, e que vai sendo incutido durante o processo de socialização. Este ideal de beleza feminina não é imutável no tempo, este constrói-se ao longo do tempo, de acordo com o meio sociocultural em que se esta integrado e com os valores morais e éticos que se partilham com a comunidade a que se pertence. Por exemplo, o ideal de beleza na cultura islâmica passa pela “ocultação” do corpo da mulher, já na sociedade ocidental contemporânea, o ideal de beleza é bastante distinto.
O ideal de beleza feminino funciona como sendo um modelo de identificação para muitos jovens, sendo essencial possui-lo para determinadas actividades profissionais, como por exemplo modelo.
Actualmente, o ideal de beleza feminino está associado à magreza dos corpos das figuras femininas, sendo esta uma condição essencial para entrar no mundo da moda. Podemos verificar, quando vemos desfiles de moda, anúncios que promovem roupas, entre outros, que as figuras femininas utilizadas são extremamente e excessivamente magras.
Este facto foi alvo de muitas críticas, uma vez que o mundo da moda, é cada vez mais desejado por inúmeros jovens, e a imagem que essas figuras femininas passam, vai funcionar como um padrão de beleza a seguir, isto é, os jovens ao associarem a beleza a corpos magros, leva a que estes desenvolvam comportamentos que visam moldar os seus corpos à medida adequada. O domínio nos circuitos da moda de figuras femininas excessivamente magras poderão, assim, funcionar como padrões de beleza para personalidades menos estruturadas e fomentar comportamentos miméticos que resultem em situações como a anorexia e bulimia, assim concluímos que lá se vai a concepção de beleza concebida antigamente, em que a mulher se queria “gordinha”. Por isso, foram proibidos, em alguns países, a divulgação de cartazes com figuras femininas extremamente magras.
O ideal de beleza feminino, deve ter em conta o bem-estar interno e externo das pessoas e não o limitar a certas normas. O ideal de beleza funciona como um modelo a seguir por parte de muitos jovens, por essa razão, deve haver uma preocupação com a imagem que se passa, do que é realmente o ideal de beleza feminino.

Behaviorismo

O Manifesto Behaviorista foi lançado, como sabemos, por Jonh Watson, e veio introduzir um rumo diferente à história da Psicologia e a todos os estudos comportamentais que lhe estão associados. Este movimento teve um grande impacto, não só no comportamento, mas também nas várias teorias que se debruçam sobre a aprendizagem, personalidade e diversas formas de psicoterapia. Como vamos ver mais detalhadamente, Watson procurou então estudar o comportamento a partir das suas teorias, definindo o Behaviorismo como a nova Psicologia. Com esta inovação, ele debateu-se com vários problemas, como a existência (ou não) de instintos no Homem, chegando à conclusão que as respostas são socialmente condicionadas, e, portanto, todo o comportamento é fruto de um processo de aprendizagem.
Para além disto, a teoria Behaviorista estuda o problema do talento, tendência e traços mentais hereditários, que usualmente são considerados comportamentos instintivos, mas que os defensores desta teoria declaram como aprendidos, negando o papel da hereditariedade. Tem ainda uma visão radical acerca das emoções, determinando que são apenas respostas corporais a estímulos específicos.
Com o tempo, esta corrente foi adoptada por outros psicólogos, como Tolman e Hull, que acreditavam que o comportamento é sempre orientado para alcançar um determinado fim. Destaca-se também Skinner, um dos mais famosos nomes da psicologia contemporânea, que igualmente defende que o estudo do comportamento se deve basear na observação. O behaviorismo de Skinner é chamado de “abordagem do organismo vazio”, pois interessava-se pela relação funcional entre o estímulo e a resposta, tal como Watson.
O período seguinte (de 1913 a 1930), é designado por Behaviorismo Clássico, que mais uma vez, não segue os estudos da introspecção, sendo um período polémico. Mais tarde, surge o neo-behaviorismo, com Clark Hull, que transformou o clássico num sistema mais minucioso e experimental, baseado na teoria do comportamento adaptado de Pavlov, no qual também Watson se baseou, dado que estudou as suas teorias aquando do seu doutoramento. Elas foram, sem dúvida, a fonte de inspiração para a criação da corrente que temos vindo a definir até aqui.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comportamento

http://wapedia.mobi/pt/Behaviorismo

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/print.php?itemid=318

Como nos tornamos humanos?

O processo de tornar-se humano passa pela caracterização de factores como a cultura que é criada pelos seres humanos mas que, as mesmo tempo, nos torna humanos, é tudo o que resulta da actividade humana.
Segundo Edward B. Tylor, cultura é uma totalidade, um todo. Mais do que uma soma de crenças, artefactos, valores, regras e costumes, a cultura é uma totalidade onde se conjugam estes diversos elementos materiais e simbólicos: as crenças, as teorias, as construções e objectos, os valores, as leis e normas, as artes, os costumes.
A cultura é um elemento inescapável do ambiente de qualquer pessoa, pelo que, ao longo da vida, se traduz em múltiplas e variadas consequências na forma como cada um pensa, sente e se comporta. Para além de produtos da cultura, somos também os seus produtores.
A cultura varia no tempo e no espaço, varia com as épocas e momentos históricos, assim como varia de lugar para lugar, pelo que não há nunca uma única cultura, mas múltiplas culturas.
Outro dos factores é o padrão cultural. Existem diferentes padrões culturais devido à necessidade que os diferentes povos têm de se adaptar ao meio envolvente. A cultura de cada comunidade ou grupo social especifica, portanto, formas particulares e padronizadas de ser e de viver. Ao conjunto de comportamentos, práticas, crenças e valores comuns aos membros de uma determinada cultura dá-se o nome de padrão cultural.
Os padrões culturais desempenham um importante papel no enquadramento da construção de significados em muitos domínios da vida social.
Cada padrão cultural muda permanentemente, não só pela acção criadora, produtora de cultura, de cada um dos seus membros, mas também através do contacto com outras culturas, com elementos culturais até aí estranhos.
Seguidamente, temos a aculturação que diz respeito ao conjunto dos fenómenos resultantes do contacto contínuo entre grupos de indivíduos pertencentes a diferentes culturas, assim como as mudanças nos padrões culturais de ambos os grupos que decorrem desse contacto. É importante sublinhar que a aculturação é um fenómeno que leva a mudanças culturais, quer as culturas sejam maioritárias, quer sejam minoritárias. Tanto umas como outras têm permanentemente que reagir e adaptar-se àquilo que de novo as desafia.
Finalmente, temos a socialização que é o processo através do qual cada um de nós aprende e interioriza os padrões de comportamento, as normas, as práticas e os valores da comunidade em que se insere.
O conceito de socialização está dividido em dois tipos: a primária que é responsável pelas aprendizagens mais básicas da vida comum. Traduz-se na aprendizagem dos comportamentos considerados adequados e reconhecidos como formas de pensar, sentir, fazer e exprimir próprias de um determinado grupo social; e secundária que ocorre sempre que a pessoa tem de se adaptar e integrar em situações sociais específicas novas para o indivíduo. Ao longo de toda a vida das pessoas, diferentes acontecimentos, diferentes contextos, diferentes tipos de relações, implicam intensificações no processo contínuo de socialização, isto é, a adaptação dos novos contextos socioculturais e experiências de vida que neles surgem.


Livro de Psicologia B, 12º ano, Ser Humano, 1ªParte, Porto Editora

Alunos ansiosos

Consideras-te uma pessoa ansiosa? Sentes que os teus resultados escolares não correspondem aos teus conhecimentos? Qual é a razão que contribui para aumentar a tua ansiedade?
Meus amigos, posso-vos dizer que estamos todos no mesmo barco. Depois de um inquérito feito aos estudantes da nossa escola sobre a ansiedade, pudemos concluir que estamos todos sob uma forte onda de pressão. São testes para aqui, apresentações para ali, trabalhos para acolá… tudo o que um estudante adora para poder manter o seu nível de ansiedade em alta. No entanto, para além de o estudante já se sentir ansioso face a tanto trabalho para realizar ainda se vê a braços com algumas situações bastante interessantes. Ora é a mãezinha muito orgulhosa que diz “O meu filho vai ser um excelente médico” ou o paizinho que em frente do resto da família continua a fazer questão de dizer que o seu filhote é o melhor e que não pode de maneira alguma descer a média. Já na escola os alunos são confrontados com os discursos bastante apaziguadores dos professores e das gracinhas dos colegas.
Imaginem só:
Acabámos de entrar para a aula de matemática e o professor já vem com aquele ar insatisfeito e com os testes na mão. “Os testes estão muito maus, são os piores resultados de sempre”. A nossa barriga dá uma volta, as nossas mãos começam a suar, sentimos as nossas faces a arder e a nossa respiração torna-se ofegante. E lá ouvimos o nosso nome seguido do “excelente” resultado que tirámos. Quando o nosso professor, gentilmente, vendo a nossa cara de decepção nos diz: “Esperava muito mais de ti!” ou “Estou sempre à espera que dês o salto, mas não foi desta”, ou ainda “Tens de melhorar para o próximo teste se queres manter a média”, ficámos ainda mais desapontados e começámos logo a pensar no estratagema que iremos arranjar para contar aos nossos pais o fracasso. E ainda estamos a imaginar o ar de decepção dos nossos pais ou a lembrar o último sermão “se não tiras boas notas ficas sem o telemóvel”; “já sabes que é importante manteres ou até subires a tua média para entrares na faculdade, não sabes?”, quando, de repente, eis que surge a pergunta mais temida, o nosso coleguinha da frente, sempre muito intrometido e à espera de mais novidades, pergunta inocentemente: “que nota é que tiraste”. Algo parece atravessar-nos de uma ponta à outra, ao dizermos a nota, parece que vamos admitir o fracasso e mal a dizemos, zaragata total: “que nota é que ele tirou?”, “Eiii, foi mesmo má…”, “Olha eu não estudei e quase consegui a mesma nota, agora imagina se tivesse estudado tanto como ele…”. ..
Então, começámos logo a pensar que precisámos mesmo de tirar boa nota no teste seguinte. Em primeiro lugar, isso será importante para nós, pois irá marcar a diferença para conseguirmos uma boa média e entrarmos assim no curso que desejámos e também para não baixarmos a nossa auto-estima, em segundo para mostrarmos ao nosso professor que conseguimos manter a nossa nota e, por fim, para provarmos aos nossos colegas, que de facto falhámos, mas que “não é por morrer uma andorinha que se acaba a primavera!”.
Só que, ao pensarmos em tudo isto, acabámos por ficar cada vez mais nervosos e ansiosos, pelo que o teste volta a correr mal. A pressão acumulada é muita, a matéria é igualmente muita, só o tempo para a realização do teste é que é pouco. O nosso raciocínio falha, os enunciados não são lidos como deve ser, as respostas ficam sem sentido… enfim o cenário está montado para um resultado de terror.
E todas estas reacções porque nos sentimos pressionados a ter boas notas.

O luto é um período de tempo que necessitamos de viver

A MORTE é uma realidade que, mais tarde ou mais cedo, nos entra pela casa dentro sem anunciar a sua chegada.
Após um turbilhão de sentimentos que esta etapa acarreta, com a perda de alguém muito querido, torna-se necessário efectuar o luto, pois sentimos uma exigência física e espiritual de percorrer um caminho, ao longo do tempo, onde se processam dois elementos fundamentais: a libertação suave dos laços de vinculação que nos ligavam a quem perdemos e a retoma do espaço de alegria e felicidade da vida.
O modo como sentimos e vivenciamos a dor é influenciado por diversos factores, nomeadamente, o grau de afecto que tínhamos em relação à pessoa perdida; a nossa personalidade, particularmente a maior ou menor capacidade de gestão das emoções; o apoio humano (familiar, de amizade, técnico ou associativo) que dispomos; e o nível de aceitação social à nossa volta para a expressão das manifestações de luto.
Embora o luto seja um processo muito pessoal e dependa de um conjunto de factores intrínsecos e extrínsecos diversos, o seu desenvolvimento decorre seguindo um conjunto de fases padronizadas. Contudo, nem todas as pessoas têm que viver rigorosamente e do mesmo modo as características apontadas em cada fase.
Emocionalmente sentimos ansiedade, medo, tristeza, agressividade e culpa. Por vezes, ocorrem episódios depressivos, como o desalento, a tristeza, a irritabilidade, a introversão, o isolamento e as alterações de apetite, de sono e da libido. Assusta-nos a ideia de que estes comportamentos negativos e o sofrimento nos acompanharão até ao fim dos nossos dias. E como a intensidade é tão forte desesperamos imaginando-nos a enlouquecer.
Porém, com o passar do tempo, a perda é aceite emocionalmente, a dor vai-se extinguindo aos poucos. Passamos a identificar-nos de modo saudável com a pessoa perdida, ou seja, a sua memória deixa de ser obsessiva e de nos provocar desespero.
Esta experiência é vivida de forma diferente, nas diversas etapas do ciclo de vida, nomeadamente, quando se trata de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Perante tal constatação é necessário estarmos atentos a um luto mal resolvido, pois pode-se revelar num distúrbio psicopatológico, onde a ajuda de um profissional especializado é fundamental.
Assim, como podemos verificar, apesar de no início deste processo, que por vezes pode ser longo, pensarmos que o mundo vai desabar, esta é uma visão de alguém que está em sofrimento, pois, em situações normais, o luto é uma fase que passa como todas as outras que temos ao longo da nossa vida, que conduzem a uma mudança, a uma transição para um novo período, a um enriquecimento e maturação pessoal.

A Vida e a Morte
O que é a vida e a morte
Aquella infernal enimiga
A vida é o sorriso
E a morte da vida a guarida

A morte tem os desgostos
A vida tem os felises
A cova tem as tristezas
I a vida tem as raizes

A vida e a morte são
O sorriso lisongeiro
E o amor tem o navio
E o navio o marinheiro

Autora Florbela Espanca
Em 11-11-1903
Com 8 anos de Idade
(Florbela Espanca, «Esparsos», in «Poesia Completa»)

Bibliografia:
· Organização Apelo http://www.apelo.web.pt/
· Ariès, P (1977). O Homem perante a morte-II. Publicações Europa-América. Edição nº 106048/4647.
· Carvalho, C. D. R. (2006). Luto e religiosidade. http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/TL0059.pdf
· Nogueira, D. e Pereira L. (2006). Perspectivas da morte de acordo com a religiosidade: estudo comparativo. http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/TL0058.pdf

Teoria Cognitiva

Até à década de 20 a psicologia no que respeita ao desenvolvimento cognitivo, era dominada por duas teorias bastante diferentes entre si.
Uma, nomeadamente o gestaltismo, partia na defesa de que o cérebro continha estruturas inatas, determinando assim o modo como o sujeito interpreta o mundo e as suas aprendizagens. Oposta a esta surgia o behaviorismo que partia do princípio que só é possível o conhecimento através de estímulos alcançados no meio ambiente.
Contudo, surge uma teoria nova e bastante curiosa fundada por Piaget, teoria esta que se iria situar num ponto extremo entre as outras duas já existentes.
Para a construção desta teoria Jean Piaget baseou-se na observação cuidadosa dos seus filhos e também de muitas outras crianças, concluindo que na maioria dos casos as crianças não possuem a mesma forma de pensar dos adultos normais.
É uma teoria que se desenvolve por etapas, que Piaget designa por estádios de desenvolvimento e que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças todas elas ordenadas e previsíveis ao longo da vida.
Segundo o autor, a teoria cognitiva é dividida em quatro etapas, ou estádios de desenvolvimento cognitivo no ser humano, sendo elas, sensoriomotor, pré-operatório, operações concretas e estádio das operações formais.
Primeiramente surge o estádio sensoriomotor, que tem uma duração desde o nascimento até aos dois anos de idade, nesta fase o sujeito não possui raciocínio lógico, usufruindo assim do controlo motor para actuar sobre os objectos que o cercam. É classificada como uma fase onde permanece principalmente a inteligência prática pois o indivíduo não desfruta de qualquer tipo de linguagem nem capacidade de elaborar representações mentais de objectos.
As principais características observáveis podem ser por exemplo, acções que ocorrem antes do pensamento e até a imitação.
Seguidamente a este temos o estádio pré-operatório, que ocorre na fase pré-escolar e pode ir dos 2 aos 6 anos de idade.
A principal conquista que o individuo faz é o aparecimento da função simbólica, ou seja, a sua capacidade de poder representar mentalmente objectos ou acontecimentos que ocorrem fora do presente e as suas principais características observáveis podem ser por exemplo a inteligência simbólica, na medida em que o sujeito pode interpretar uma faca, como sendo um telemóvel ou um avião, e também o pensamento intuitivo, em que o sujeito responde a uma determinada pergunta baseando-se na sua aparência, ou seja funciona como um pensamento apoiado apenas em dados sensoriais.
Na terceira fase, que corresponde ao estádio das operações concretas e que tem uma duração dos 7 aos 11 anos de idade, a criança começa a lidar com conceitos abstractos, desenvolvendo assim um pensamento lógico que o permite solucionar problemas concretos.
Finalmente e para termo de conclusão, deparamo-nos com o último estádio e que consequentemente é o ultimo da teoria.
Esta fase é desenvolvida a partir dos 12 anos de idade e caracteriza-se pelo aparecimento de uma nova forma de pensar, em que a criança adquire um raciocínio lógico e sistemático podendo assim partir para a resolução de problemas sem qualquer tipo de apoio em objectos ou situações concretas. O indivíduo pensa abstractamente, formula e também verifica hipóteses, ou seja, é possuidor do raciocínio hipotético dedutivo.

Bibliografia:
Manual da disciplina de psicologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cognitiva#Sens.C3.B3rio-motor
http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget#Teoria

domingo, 18 de maio de 2008

Motivação

“A motivação está na raiz do comportamento”. Muitas vezes damos por nós a perguntar porque actuamos desta ou daquela maneira, ou seja, o que nos impulsionou a fazer isto ou aquilo, o que orientou o nosso comportamento neste sentido e não noutro qualquer? A motivação aparece associada à resposta a estas perguntas, esta não desencadeia a necessidade, mas orienta o comportamento em direcção a um objectivo.
A “energia” que se encontra na origem das nossas actividades, dos nossos comportamentos, é a motivação associada às funções cognitivas e às relações entre o sujeito e o mundo. Não é possível falar em motivação sem referir que esta é personalizada em função de cada um de nós, da nossa história pessoal, do modo como pensamos os outros e o mundo, dos nossos projectos de vida. Muitas vezes a motivação pode vir de nós mesmos, ou seja é algo mais interno, mais pessoal, fazemos algo por prazer, porque é importante para nós, por outro lado, a motivação pode vir do exterior, ou seja fazemos algo porque isso vai agradar a alguém e esse alguém é importante para nós. A motivação intrínseca é bastante mais desejável para que o envolvimento numa actividade seja feito com sucesso e dedicação.
A motivação tem por tudo o que já referi um papel muito importante na aprendizagem: o desejo de aprender é um factor decisivo. Motivado, o sujeito tem uma atitude activa no processo de aprendizagem. Se uma pessoa estiver empenhada em atingir um determinado objectivo consegue-o mais depressa e melhor do que se tiver pouco investimento. A motivação pode ser a curto prazo: conseguir melhorar no próximo teste de geografia; ou, a longo prazo: profissionalizar-se em cabeleireiro… pode também falar-se em motivação para iniciar, continuar ou finalizar uma aprendizagem.

Bibliografia

· MONTEIRO, Manuela Matos & FERREIRA, Pedro Tavares, 2007. Ser Humano – 2ª parte Psicologia B 12º ano. Porto Editora, Porto.

A minha cultura é melhor que a tua?



















A minha cultura é a melhor que a tua???

Longe vão os dias em que cada país/grupo tinha a sua própria cultura quase como que uma identidade bastante vincada. Cada um com os seus próprios produtos, as suas próprias formas de divertimento, de estar em sociedade, sendo todas elas muito diferentes entre si.
Actualmente, com a proliferação das novas tecnologias da informação, do turismo e das migrações a troca de informações, conhecimentos, ideais, que é tão rápida, assistimos a uma crescente globalização da sociedade. Ou não são exemplo disso alguns dos produtos comercializados em praticamente todo o mundo, que para alguns são imprescindíveis, como a Coca-Cola, o seu fato de treino da Adidas, ou as sapatilhas da Nike, ou mesmo o nosso tão famoso MacDonalds??? Por outro lado, são ou não cada vez mais frequentes os casamentos entre pessoas que advém de culturas diferentes???
Este fenómeno da globalização é, nada mais, nada menos, que o resultado de uma intensa aculturação, ou seja, o resultado do contacto contínuo entre grupos de indivíduos de culturas diferentes, bem como as alterações que essa socialização traduz nos padrões culturais.
Com todas estas alterações vividas na nossa sociedade contemporânea, será que ainda podemos afirmar que cada cultura tem o seu próprio padrão cultural, sendo este em praticamente nada igual a outros?

Ilustração 1 – Carolina Soares é uma famosa cantora do Brasil, oriunda de pai negro e mãe branca, demonstra nos seus traços físicos essa mistura de raças, sendo de salientar a sua voz que apresenta um timbre forte, bem como o estilo musical mais voltado para o lado africano.
Carolina é um dos exemplos de que cada vez mais assistimos à globalização do mundo em que a convivência de pessoas com culturas diferentes é muito frequente.

Fontes:
MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, Pedro Tavares; “Ser Humano – 1.ª parte”, Psicologia B 12.º ano, Porto Editora
diariodeiguape.com/.../27/reveillon-em-iguape/
http://outrashistorias.files.wordpress.com/2007/05/coca-cola_logo5.jpg
http://medias.ados.fr/people/3/8/3847/Cassie/photos/12894-cassie-adidas.jpg
http://lacesnsoles.com/store2/images/categories/Nike.png
http://www.angloamericano.edu.br/jornaldoanglo/edicao05/imagens/foto-mcdonalds.jpg

Do amor ao ódio, do romance à tragédia

O número de crimes passionais tem aumentado de forma escandalosa e dramática, tornando-se cada vez mais alvo dos focos dos media, que trazem para os meios de divulgação, casos verídicos de uma realidade monstruosa, onde prevalece uma concepção errada do “Amor” e de tudo o que envolve este sentimento.
Os crimes passionais definem-se como sendo aqueles em que um individuo mata a pessoa que ama, resultando frequentemente num suicídio, pois o pensamento deste é que, se ela não é dele ele mata-a, mas também se mata a si próprio porque não suporta viver sem a pessoa amada.
Uma das questões que se coloca é qual a motivação do indivíduo, ou seja, o que o leva a agir de determinada forma. Regra geral, os motivos são os ciúmes, o sentimento de posse e controlo, a vários níveis, que o homem/mulher têm em relação à pessoa que amam.
Mas será isto amor? Quem ama mata?
Quem ama não mata. Se mata é porque tem problemas psíquicos, qualquer patologia, ou então encontra-se num estado depressivo muito grave. Contudo, existe um conjunto de indícios que podem prever comportamentos agressivos e possíveis distúrbios, aos quais devemos estar atentos, nomeadamente o controlo excessivo por parte do indivíduo, bem como a imposição de restrições.
De salientar que a violência doméstica pode também desencadear os crimes passionais. A violência doméstica caracteriza-se por três etapas, funcionando como um, ciclo, inicialmente a tensão começa a subir, de seguida há uma eclosão (ex.: espancamento), e por fim o individuo que maltrata o outro pede perdão e mostra arrependimento pelo sucedido, dizendo que não voltará a acontecer, sendo que este está realmente convicto de que vai mudar e não irá voltar a fazer sofrer a/o companheira/o.
Dá-se então a chamada fase “Lua de Mel”, que tem como características o bem estar e o bom relacionamento entre o casal, que na realidade está comprometido até surgir a próxima discussão, e ser despoletado novamente o ciclo de violência. Após sucessivos ciclos, alguns sujeitos atingem o seu limite e vêem como única solução a morte do cônjuge.
Estatisticamente o que se verifica é que existe uma maior percentagem de homens que matam a mulher e se suicidam de seguida, ao contrário das mulheres que geralmente põem termo única e exclusivamente à sua própria vida.
A sociedade também tem grande influência neste fenómeno, pois é fomentada a ideia que o homem tem um poder muitíssimo grande sobre a mulher, e que esta tem que ser submissa ao homem. Culturalmente, a defesa da honra do homem tem grande relevo, incutindo nestes a ideia de que quando traídos são capazes e podem fazer tudo.
No entanto, tal não se verifica apenas em Portugal, visto que nos vários continentes do mundo, esta é uma realidade crescente e avassaladora. O nosso acesso a esta realidade é feita através dos media, sendo estes uma entidade que não permite que este tipo de fenómenos se silencie.
Paralelamente, existem várias tentativas para colmatar este facto, nomeadamente a igualdade entre homens e mulheres.

Bibliografia:

MONTEIRO Manuela, SANTOS Milice Ribeiro, 1.ª parte, Psicologia A 12.º ano, Porto Editora

MONTEIRO Manuela Matos, FERREIRA Pedro Tavares, 1.ª parte, Psicologia B 12.º ano, Porto Editora

HETZER Hildegard, Psicologia pedagógica

BUHLER Charlotte, A psicologia na vida do nosso tempo

Reportagem da SIC, “Aqui e Agora”, dia 15-05-08

Identidade

A identidade é um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma determinada pessoa.
Alguns elementos definem aspectos da nossa identidade, daquilo que somos e que nos distingue dos outros: o lugar onde nascemos e onde vivemos e a data do nosso nascimento situam-nos no espaço e no tempo; o nome dos nossos pais define a nossa pertença familiar indicando a nossa ascendência directa. Outros dados reportam-se ao nosso corpo: a nossa cara é única, inconfundível e a impressão digital distingue-nos de outros milhares de milhões de seres humanos.
A identidade depende da diferenciação que fazemos entre o “eu” e o “outro”. Passamos a ser alguém quando descobrimos o outro porque, desta forma, adquirimos termos de comparação que permitem o destaque das características próprias de cada um.
Já ouvimos falar muitas vezes da crise de identidade. Esta, de facto, acontece e, principalmente, na adolescência quando o sentido de identidade está sujeito a uma certa tensão.
Este conceito supera a compreensão do homem enquanto conjunto de valores, de habilidades, atitudes… pois compreende todos estes aspectos integrados e busca captar a singularidade do indivíduo, produzida no confronto com o outro.
A identidade pessoal é, portanto, o conjunto das percepções, sentimentos e representações que uma pessoa tem de si própria, que lhe permitem reconhecer e ser reconhecido socialmente. Este processo constrói-se ao longo do tempo, actualiza-se permanentemente até à morte.

Bibliografia:
http://www.geocities.com/ludivick/psisocial/linkC.html
http://www.coladaweb.com/psicologia/identidade.htm
http://www.infopedia.pt/$identidade-(psicologia)
Monteiro, Manuela Matos e Ferreira, Pedro Tavares – Ser Humano, 12º ano Psicologia B, 2ª parte

A construção da identidade na adolescência



A construção da identidade é um atributo imutável e acontece durante toda, ou grande parte, da vida dos seres humanos. Desde o seu nascimento o individuo inicia uma longa interacção com o meio em que está inserido, a partir do qual constituirá não só a sua identidade, como a sua inteligência, seus medos, sua personalidade, etc. Apesar de alguns traços serem comuns a todas as pessoas, independente do meio e da cultura em que estejamos inseridos, há determinadas características do desenvolvimento que diferem quando há diferentes culturas.
Esta construção pessoal é considerada a tarefa mais importante da adolescência, pois é uma fase em que os indivíduos começam a reafirmar os seus objectivos e ideias.
Cada um de nós constrói o seu “eu” através das interacções relacionais, reais e idealizadas e também através das experiências vividas e dos seus modelos. Se na infância os nossos modelos são os pais, na adolescência vão ser os jovens da mesma idade e os grupos de pares, este que vão influenciar de forma significativa a construção de identidade.
Para além disso, a família e os professores assumem um papel importante nesta construção, tal como os programas televisivos, uma vez que servem de referência para os adolescentes, pois estes seguem os seus, modelos.
No final da adolescência o jovem obtém uma identidade cumprida, isto é, ele será capaz de sentir uma sequência interior e um seguimento do que significa para as outras pessoas.


Bibliografia
http://www.scielo.br/pdf/epsic/v8n1/17240.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000100012&script=sci_arttext

Livro de psicologia 12º ano/ 2ª parte

Sexualidade




Que penso sobre isto? Existe em todos nós uma capacidade que, ao longo da vida, vamos aprendendo a apreciar, a partilhar ou a viver individualmente: é a sexualidade. Cada um vive-a a seu modo, de forma única e irrepetível. Cada corpo, cada sensação, cada emoção, cada sentimento é diferente de pessoa para pessoa. Cada contacto é uma experiencia única e diferente.
Amor, desejo, prazer? Tudo num só nome: Sexualidade. Todo um mundo para descobrir, não há uma idade ou um momento certo para partilhar a nossa sexualidade. Não existem normas ou modelos para exprimir sentimentos. Cada um de nós terá o seu mundo, cada um descobrirá como e com quem o partilhar. Será nossa a decisão porque é nosso o corpo, é nossa a mente, são nossos os sentimentos. Por isso saberemos quando estamos preparados, quando realmente desejamos e queremos. Sem pressa, sem temor, sem falsos pudores, saboreando cada momento, cada descoberta. Sexualidade é um mundo novo a descobrir, um mundo mais intenso, onde o tempo pára, onde descobrimos novos sentimentos, não há idades, não há momentos certos e o nosso corpo dar-nos-á a resposta de quando for o momento certo. Também nos faz crescer, ter maior responsabilidade mas o mais importante é termos consciência do nosso acto.
O amor tem dimensões ínfimas para irmos descobrindo ao longo da vida. É por vezes terno, alegre, mas por vezes egoísta, amargo desencadeador de grande tristeza e sofrimento. Mas apesar disto, o amor preenche-nos, invade-nos, faz-nos sentir ao mesmo tempo plenos e vazios de emoções é feito de sexualidade, ternura, inteligência, generosidade, solidariedade, de tudo o que somos.
Somos donos dos nossos sentimentos, do nosso corpo, do nosso prazer, da nossa vida. É nosso direito é nossa liberdade. É nossa a decisão de respeitar-nos e respeitarmos os outros e sobretudo de sermos felizes.

Bibliografia
Imagem: http://tassobem5.no.sapo.pt/sexualidade.JPG
GONSALVES Graça, Prenda de Amor , 1º edição, editora Gostar

Maio 68

Maio’68: “É PROÍBIDO PROIBIR”

Quatro décadas depois da maior revolta espontânea da Europa, muitos de nós, jovens, nunca ouvimos sequer falar nesta “revolução”, muito menos a associamos à tão falada época do Sexo, Drogas & Rock’N’Roll, por tal motivo decidi escrever um artigo para alguns se inteirarem acerca deste assunto e outros reavivarem a memória, afinal já se passaram quarenta anos.
Maio de 1968 uniu, em França, mais concretamente em Paris e arredores, estudantes e muitos outros que se revoltaram contra a sociedade de consumo, contra o capitalismo, a favor da emancipação feminina, da homossexualidade, da universidade sem classes, entre muitos outros problemas, chegando a ocupar vários teatros e outros edifícios. Conseguiram que o país quase parasse, houve dias em que não havia comboios, autocarros, metro, os bancos e aeroportos fecharam portas.
E as perguntas levantam-se: Como foram aqueles jovens capazes de passar do desejo à acção? De tentarem acabar com o que estava mal? De não quererem mais proibições?
Ora muito bem, o que nos leva a agir é bem mais complexo do que imaginamos, nós só agimos porque existe um conjunto de processos que se passam na nossa mente e nos levam a passar do desejo à acção. Em primeiro lugar, para estes jovens se quererem manifestar teve que haver uma motivação, uma base que orientasse o seu comportamento, seguida de empenho, de vontade de querer ver as suas restrições extintas, acompanhada pela intenção, o propósito da acção que os jovens queriam levar a cabo, a sua finalidade. Por fim, podemos considerar que a maneira como os jovens tendiam a agir influenciou toda aquela acção, visto que era necessário que eles tivessem um carácter audaz, com espírito inovador e confiante.
E, tudo isto conjugado, faz com que tenhamos de nos empenhar, tal como os jovens se empenharam e investiram neles próprios, de uma forma intencional mas ao mesmo tempo dirigida e, deste modo, colocaram naquilo que fizeram também aquilo que eram.

Bibliografia:
Notícias Magazine, 4 de Maio de 2008;
Ser Humano, 2ª parte, Psicologia B