Bibliografia:
MONTEIRO, Manuela matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_emocional
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Autores 12.º B Laura Mota
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Autores 12.º F Célia Cardoso
Já ouvi muitas vezes pessoas a dizerem "...fulano tem personalidade... este não tem!..." Mas a definição de personalidade em si nunca parei para pensar, a não ser nestes instantes...
Pois é, existem coisas que, por vezes, nos põem a pensar…e a personalidade é uma delas, principalmente na fase da adolescência, que é uma etapa muito conturbada e cheia de dúvidas.
A personalidade é aquilo que o individuo realmente é, ou seja, é a sua singularidade que o distingue de qualquer outra pessoa. Já reparamos que não existe nenhum individuo com uma personalidade igual à nossa, mesmo quando dizemos que aquela pessoa é a nossa alma gémea, que somos iguais… As semelhanças entre os comportamentos dos indivíduos de uma sociedade não desmentem o facto de o individuo ser uma unidade distinta de todos os outros.
De facto, a conduta de um indivíduo deixa sempre transparecer um cunho pessoal que nos permite inferir que estamos na presença de um ser original e único. Por isso, podemos afirmar que uma personalidade é uma individualidade.
Apropriando-me de uma frase de Fernando Pessoa que dizia mais ou menos isto: “não acredito em nenhuma religião, todas elas são a verdade” e buscar um meio termo, cada personalidade pode ser adquirida através da hereditariedade, o próprio meio, pois é através do processo de socialização que o comportamento individual é moldado segundo padrões de cultura de uma dada sociedade, também através de experiências pessoais, pois o modo como as pessoas vivem as suas experiências, pode marcar positiva ou negativamente a personalidade. As experiências vividas na infância e na adolescência são particularmente marcantes, sendo a personalidade uma construção dinâmica e interactiva, onde o sujeito é o elemento activo da sua própria historia e projecto de vida.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Personalidade
http://super.abril.uol.com.br/revista/248/materia_revista_270042.shtml?pagina=1
http://www.depression-guide.com/lang/pt/personality.htm
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Autores 12.º F Raquel Silva
Quando acordamos, podemos levantar-nos ou ficar na cama. Porém, se decidirmos que o melhor é nos levantarmos, temos que decidir se vamos ficar em casa ou vamos sair. Caso se escolha a segunda opção, existe também a necessidade de escolher o que vamos vestir. De seguida temos que pensar um pouco para decidir o sítio que preferimos visitar; mais tarde teremos de seleccionar o local onde iremos almoçar. De seguida, decidiremos se queremos voltar para casa ou visitar outro lugar, etc.
Como vemos, a nossa vida está repleta de decisões. Decisões que tomamos, por vezes, até instantaneamente! Tão rápido que nem nos lembramos da complexidade do processo que envolve a resolução de um problema.
Escolher o que queremos vestir, por exemplo, é uma decisão que tomamos de uma forma descontraída, sem nos preocuparmos em demasia com o assunto. Mas quando nos aparecem problemas sérios, que podem mudar a nossa vida por completo, mudamos instantaneamente de postura: queremos pensar bem antes de decidir. É o caso, por exemplo, de uma nova proposta de emprego, da possibilidade de mudar de escola, do curso que queremos frequentar na Universidade, etc.
Esta última questão interessa particularmente aos alunos que se encontram no 12ºano, como é o nosso caso. Mas porque é que esta decisão é tão difícil para nós? A verdade é que uma pequena escolha que faremos num futuro próximo terá uma enorme repercussão no nosso futuro. Seria extremamente frustrante trabalhar toda a vida em algo que não nos suscita qualquer interesse.
Uma decisão como esta exige, então, um processo de pensamento exaustivo, no qual interligamos conceitos – construindo um raciocínio lógico – para que sejamos capazes de identificar o problema, analisar as hipóteses de resolução possíveis e, por fim, optar pela que nos parece mais adequada. Estas três etapas fazem parte de qualquer resolução de problemas, no entanto podem não aparecer assim de forma tão distinta, havendo a possibilidade de serem confundidas.
Quando tomamos uma decisão temos que ter em conta os nossos conhecimentos prévios, os nossos gostos, a nossa história pessoal, entre outros. É daí que surge a necessidade emergente de fazermos as nossas próprias escolhas, como afirma Bandura:
“Nenhuma decisão é tomada sem emoção, e ninguém é motivado exclusivamente pelo desejo de maximizar os seus interesses. As pessoas não escolhem o que lhes é mais útil. Dado terem de viver consigo próprias, têm tendência a escolher acções que lhes ofereçam uma satisfação pessoal e o sentido do seu próprio valor, e recusam as que as desvalorizam.”
BANDURA, A., Sciencies Humaines, n.º148, 2004, pp. 112-113.
Bibliografia
MONTEIRO, Manuela matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomada_de_decis%C3%B5es
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Autores 12.º B Laura Mota
A partir dos dois, três anos, a curiosidade das crianças aumenta mais, assim como a sua imaginação que se torna inquieta. Nesta idade, elas analisam tudo o que vêem de diferente e relacionam com elas próprias. É este o primeiro processo de identificação da realidade e é muito importante para o seu desenvolvimento intelectual.
No entanto, a sua percepção da realidade, é contudo, muito aproximada, não sabe ainda onde termina a realidade e onde começa a irrealidade. Por isso mesmo, gostam muito de todas as histórias de fantasia que lhes são contadas.
As crianças possuem um mundo particular, geralmente belo e cheio de coisas e personagens maravilhosas, no qual existe a possibilidade de viver aventuras sempre fascinantes. Estas, vivem nesse mundo fantástico que elas próprias criaram, através da sua imaginação, e sobrepõem à realidade, descrevendo com absoluta sinceridade.
Depois de criadas as suas próprias realidades, estas são muito complicadas de lhe “retirar”, pois para as crianças o que elas imaginaram é que esta correcto.
As invenções, a fantasia e a imaginação, são muito importantes para elas, já que representam apenas um intermediário entre elas e o mundo real.
Bibliografia
educacao.aaldeia.net/imaginacaodascriancas.htm
pt.shvoong.com/.../education/elementary-childhood-education/1751359-desenvolvimento-infantil-imaginação/ - 52k
pt.articledevise.com/article/about/MDI4/Como-A-Cultivar-Imaginacao/ - 9k -
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Autores 12.F Elsa
Numa das manhãs de Domingo dei por mim a ler um artigo sobre depressões e antidepressivos na revista “notícias magazine”, artigo esse que me interessou bastante, ao ponto de mencioná-lo e explorá-lo aqui no blog. Como todos nós sabemos não há doença que esteja mais em voga do que a depressão, ao par do stress, e isto devido ao facto desta ser a maior causa de doença no mundo. Nesta entrevista, com o psiquiatra Luiz Gamito, a questão que mais sobressaía era a eficácia dos antidepressivos, quando e como devem ser administrados. Ora bem, isto assemelha-se muito com tudo o que leccionamos em Psicologia já que depressão e mente estão intimamente ligadas, contudo é importante referir que uma pessoa com depressão tem algumas das suas funções vitais afectadas como dormir o tempo necessário, alimentar-se correctamente, etc., não é apenas a sua saúde mental que é afectada mas também outras instâncias do ser.
Na minha opinião a ideia que o psiquiatra Luiz Gamito deixa é que apesar dos antidepressivos serem importantes na resolução de alguns problemas do foro psicológico existem outros mecanismos igualmente importantes e, não me refiro apenas à psicoterapia mas também à força de vontade de cada um, à maneira como encaramos e tentamos solucionar os problemas. Por isso é que se pode afirmar que a depressão trata-se com muita coisa, é uma doença bem mais complexa do que se possa imaginar.
Bibliografia:
20 de Abril de 2008, Notícias Magazine
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Autores 12.º B Maria João Oliveira
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Autores 12.B Filipa Correia
A adolescência é uma época da vida humana marcada por profundas transformações fisiológicas, psicológicas, pulsionais, afectivas, intelectuais e sociais vivenciadas num determinado contexto cultural.
Mais do que uma fase, a adolescência é um processo dinâmico de passagem entre a infância e a idade adulta.
Uma das dificuldades do conceito de adolescência advém da delimitação etária deste período, pois existem diferenças entre sexos, etnias, meios geográficos, condições socioeconómicas e culturais.
Além disso, no mesmo meio, encontramos grandes variabilidades de indivíduo para indivíduo: há puberdades muito precoces, outras são muito tardias. Por outro lado, uma mesma pessoa tem diferentes ritmos de maturação.
Se se pode afirmar que a adolescência começa com a puberdade, já não é tão fácil dizer quando termina. Então, é importante revelar que a adolescência se define pela negativa: o adolescente já não é criança e ainda não é adulto.
A puberdade muda o corpo, a mente e os afectos da criança. Os adolescentes entram numa nova fase existencial, banhados por novas pulsões, novas sensibilidades, novas capacidades cognitivas, novas dificuldades nos seus pontos de referência.
A adolescência é um espaço/tempo onde os jovens através de momentos de maturação diversificados fazem um trabalho de reintegração do seu passado e das suas ligações infantis, numa nova unidade. Esta reelaboração deverá dar capacidades para optar por valores, fazer a sua orientação sexual, escolher o caminho profissional, integrar-se socialmente. Este processo de crescimento faz-se também com retrocessos, este crescer faz-se sozinho, com o melhor amigo, com e contra os pais, com os outros adolescentes e com os outros adultos.
A ambivalência da adolescência relaciona-se com as transformações globais que ocorrem no indivíduo e que tornam este nível etário de difícil compreensão: pelos outros e pelos próprios. Coabitam, nesta fase, desejos ambivalentes de crescer e de regredir, de se sentir ainda criança e já adulto, de autonomia e de dependência, de ligação ao passado e de vontade de se projectar no futuro.
Para muitos autores, o mal-estar sentido pelos jovens, na sociedade actual, tem a ver com a indefinição do seu estatuto social.
No entanto, a adolescência não é obrigatoriamente uma fase perturbada, dado que grande parte dos problemas são ultrapassados.
Em suma, a adolescência começa com as transformações pubertárias e termina com a construção de uma autonomia e identidade, de elaboração de projectos de vida e inserção social.
Ao terminar a adolescência, o jovem tem o sentimento de individualidade e compreende o seu papel activo na orientação da sua vida aceitando compromissos: ele cumpriu determinadas tarefas como a afirmação da identidade pessoal, sexual e psicossocial bem como a interiorização de normas sociais e a aquisição de uma autonomia (a maioridade que contribui para datar o fim desta etapa da vida).
- Livro “Psicologia”, Manuela Monteiro e Milice Ribeiro dos Santos, Porto Editora.
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Autores 12. F Carina
“«Pense», sim, mas não divague até outra pessoa pensar, resolver e agir. O homem que tem de ser convencido a agir antes de entrar em actividade não é um homem de acção... tem de agir conforme respira. Proceda como se fosse impossível falhar. Só as suas acções determinam e mostram o seu valor. Se ficar recostado e quieto a ver o mundo passar - o mundo passa mesmo. Não há nenhuma força do destino a planear a vida dos homens. O que nos sucede, de bom ou de mau, é quase sempre o resultado da nossa acção ou da falta dela. A acção é a base de qualquer realização.”
Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
O conceito de esforço de realização relaciona-se com o empenho que colocamos nas coisas que queremos alcançar, no empenho que conseguimos manter relativamente à prossecução dos nossos desejos e objectivos. Este esforço está intimamente relacionado com o modo como os nossos desejos e propósitos se transformam em acções. Como todos nós sabemos o esforço e o empenho fazem-se com objectivos, motivações, aspirações, vontades e intenções, que são importantes no que somos e no que fazemos. Para tudo isto é preciso valorizar o envolvimento, o estar e o vivenciar, valorizar os passos que damos na procura dos nossos desejos, encontrar maneiras, coisas que nos motivem a agir. É no fundo a motivação, o empenho, a vontade e o desejo que move os indivíduos em direcção a um fim ou objectivo que, a dar sentido à sua acção, faz com que esta tenha significado para ele.
Contudo, a conclusão que podemos tirar deste excerto, é que não devemos esperar que algo nos motive ou que cause desejo, temos que saber procurar, descobrir, sermos nós próprios a tomar consciência do que queremos e seguir em frente, agindo, fazendo com que as nossas acções tenham sentido ou significado para nós e de certa forma para os outros, pois não vivemos isolados. Só assim, é que nos vamos construindo, tornando-nos seres autónomos. Claro que não podemos esquecer dos factores que mencionei, porque por exemplo a motivação, a vontade são factores imponentes na maneira como estabelecemos objectivos, como agimos numa determinada direcção pois é esta vontade, esta força que nos leva a agir.
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
Desde que nasce até que morre, o ser humano vive integrado no meio social, aliás só sobrevive, porque vive em interacção com os outros num mundo construído, modificado, que dá respostas às suas necessidades. Precisamos dos outros para o nosso bem-estar físico e psicológico, somos decididamente dependentes, precisamos que gostem de nós, precisamos da sua aprovação, precisamos de sermos aceites pelos grupos. A presença dos outros, a sua influência é uma constante no nosso pensamento e no nosso comportamento.
As relações precoces, relacionadas com o conceito de vinculação, têm um papel fundamental na construção das relações com os outros e na construção do eu psicológico. Como sabemos, o ser humano quando nasce é um ser imaturo, e esta imaturidade torna-o dependente, durante muito tempo, dos adultos. Esta imaturidade e as necessidades daí decorrentes implicam um tipo de relações que o distingue do dos outros animais. As relações precoces que são estabelecidas logo após o nascimento são muito importantes no desenvolvimento físico e mental do bebe, por isso o tipo e a qualidades das relações precoces vão influenciar o desenvolvimento do seu futuro. Como já falaram colegas minhas aqui neste blog, o recém-nascido apresenta um conjunto de competências comunicáveis (indispensáveis à sua sobrevivência) que estimulam aqueles que o rodeiam a satisfazerem as suas necessidades. O choro, o sorriso, as expressões faciais são exemplos de estratégias utilizados pelo bebe para obter os cuidados necessários à sua sobrevivência e ao seu bem-estar. Estabelece-se entre o bebé e aqueles que dele cuidam um processo designado por regulação mútua, que consiste na capacidade de comunicar os estados emocionais e responder de forma adequada. Uma das constatações que se tem feito é que o bebé não é um ser passivo que se limita a receber os cuidados dos adultos; o bebe é um ser activo que emite sinais daquilo que pretende, que responde, com agrado ou desagrado, ao tratamento disponibilizado. As estratégias usados pelo bebé servem para seduzir os progenitores e não só, impedindo que o abandonem. Uma interacção equilibrada exige que a mãe interprete e responda de forma apropriada aos sinais emitidos pelo bebe: se o bebé obtém os cuidados, a atenção que precisa ele reagirá com alegria, satisfação; se após várias tentativas de atrair a mãe, não conseguir, ele reagirá com frustração e ansiedade. A sensibilidade e a disponibilidade da mãe face às necessidades do bebé e o prazer mútuo nas interacções que se estabelecem proporcionam um sentimento interno de segurança que é gerador de confiança e que permite que o bebé veja o mundo de forma positiva. Se, pelo contrário, a mãe não responde às necessidades do seu filho de forma continuada, desencadeiam-se sentimentos de ansiedade que têm consequências negativas no desenvolvimento psíquico do bebé. As relações que o bebe estabelece com o mundo que o rodeia, designadamente com os progenitores, asseguram-lhe as condições para a sua sobrevivência e desenvolvimento. A vinculação é uma necessidade inata, biológica, é a necessidade de criar e manter relações de proximidade e de afectividade com os outros, de o bebé se apegar às outras pessoas para assegurar protecção e segurança (implica uma dependência face aos outros e garante a sua autonomia e sobrevivência). As primeiras fases de vida são decisivas ao desenvolvimento do bebé. Existem várias teorias que tentam explicar o processo de vinculação, já agora existe um livro sobre a Vinculação - Conceitos e Aplicações (Nicole Guedeney e Antoine Guedeney) que fala sobre a teoria da vinculação, elaborada por Bowlby e seus sucessores - apresenta uma compreensão nova da génese do laço fundamental que faz com que um bebé se vincule aos que o criam. O motor essencial desta construção é a satisfação da necessidade inata do bebé de proximidade (em relação às figuras que é suposto protegê-lo) e o sentimento de segurança procurado com essa proximidade.
Bibliografia:
MONTEIRO, Manuela Matos, FERREIRA, P. T. (2007), Ser Humano, Psicologia B, Porto Editora.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/3696
http://nosnacomunicacao.com.sapo.pt/relacoesafectivasnavinculacao.htm
http://www.portalcursos.com/habilidadessociais/curso/Lecc-4.htm
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
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Autores 12.ºF Ana Margarida
Certamente já ouviste falar de uma ou outra pessoa conhecida que seja vítima da doença de Alzheimer… Ou então, quando alguém se esquece de algo, comenta-se em tom jocoso: “Deves estar a ficar com Alzheimer!!!”. Mas o que é ao certo? Até que ponto pode condicionar a nossa qualidade de vida?
Descoberta em 1909 por Alois Alzheimer (um neuropatologista alemão), esta é uma doença degenerativa e irreversível do cérebro, que se caracteriza pela perda gradual das capacidades cognitivas superiores dos indivíduos, manifestando-se, sobretudo, a nível da memória. Visto em necrópsia (procedimento médico que consiste em examinar um cadáver para determinar a causa e modo de morte), o cérebro de um doente de Alzheimer apresenta uma atrofia generalizada, com perda neuronal específica em certas áreas do hipocampo (estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória) mas também em regiões parieto-occipitais (que se localiza na parte posterior da nossa cabeça, mais conhecida por proteger o cerebelo) e frontais.
Estes défices amnésicos agravam-se com a progressão da doença e são posteriormente acompanhados por défices visuo-espaciais e de linguagem. O início da doença pode muitas vezes dar-se com simples alterações de personalidade, que nada deixam a suspeitar da gravidade da situação.
Numa primeira fase, a perda de memória causa às suas vítimas um grande desconforto. Porém, numa fase já mais adiantada do problema, estes pacientes não se conseguem aperceber da sua doença, por falha da auto-crítica. Deste modo, podemos concluir que não se trata apenas de uma simples falha na memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social, devido a dificuldades para reconhecer pessoas que lhe são próximas e até mesmo objectos. Um paciente com esta doença repete as mesmas perguntas inúmeras vezes, mostrando a sua incapacidade de fixar algo novo. Palavras são esquecidas, frases são trocadas, muitas permanecendo sem finalização.
Como já acima referi, não existe cura efectiva para esta doença. O tratamento existente tem como objectivo confortar o paciente e retardar o máximo possível a evolução da mesma. São dadas medicações que inibem a enzima responsável pela degradação da acetilcolina (que é um neurotransmissor) produzida e libertada por um núcleo na base do cérebro. A deficiência de acetilcolina é considerada como um epifenómeno (ou seja, como algo que deriva da sua causa primária) da doença de Alzheimer.
Em Portugal, são 60 mil as vítimas de Alzheimer. Se conheces alguém, sobretudo com mais de sessenta anos, que apresenta características tais como perda de memória, dificuldade em executar tarefas domésticas, problemas de linguagem, perda de tempo e desorientação, alterações de humor, comportamento e personalidade, perda de iniciativa e problemas relacionados com o pensamento abstracto, leva-a imediatamente a um médico para que seja sujeita a um exame completo. Uma vez que o único tratamento existente visa a retardação da doença, um doente de Alzheimer não tem tempo a perder!
Fontes:
http://www.medicosdeportugal.pt/action/2/cnt_id/349/
http://blog.uncovering.org/archives/2007/09/doenca_alzheimer.html
http://www.alzheimer.med.br/
http://www.alzheimerportugal.org/clientSite/
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Autores 12.ºF Ana Margarida
Algures numa das imensas aulas da disciplina que deu origem a este blog, foi abordado um tema interessantíssimo dado pelo nome de marcador somático.
Durante bastante tempo, e ainda muito antes da existência de António Damásio, permaneceu a ideia de que uma boa tomada de decisão, teria que ser feita apenas e só com base na razão, deixando por consequência a parte emocional de fora, com a explicação de que a parte emocional iria prejudicar na hora de tomar a melhor opção.
Até que surge este senhor, António Damásio, que expõe uma ideia contrária relativamente à importância das emoções nas tomadas de decisão, remetendo-nos para o conceito de marcador somático.
Segundo Damásio, as emoções funcionam como um mecanismo automático que orienta sempre as nossas tomadas de decisão, mesmo aquelas que à partida nos parecem ser mais simples.
Afirmou que se fosse apenas a razão que comandasse as tomadas de decisão, a análise a que o nosso cérebro teria que proceder para conseguir fazer uma avaliação rigorosa às mais variadas possibilidades e às respectivas consequências iria ser muito difícil, levando a que fosse desperdiçado imenso tempo, e, por vezes, a escolha da opção deixaria de nos ser oportuna (na avaliação de um dia irmos à escola ou não, passaria uma semana e nós ainda estaríamos em casa a fazer os cálculos às vantagens e desvantagens de todas as opções possíveis).
A utilização da emoção no processo de decisão é vantajosa porque essa análise da situação torna-se muito mais simples e rápida.
E o que é que torna este processo mais rápido?
É um processo mais rápido devido ao facto de todas as nossas decisões estarem associadas a experiências vividas anteriormente no nosso passado, e que, o nosso cérebro utiliza no presente quando nos deparamos com situações semelhantes, diminuindo drasticamente o leque de opções, e eliminando assim todo aquele processo de análise a todas as possibilidades.
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Autores 12.º B José Diogo
Atenção à bibliografia, fontes de inspiração e outras...as referências bibliográficas são mesmo importantes, OBRIGATÓRIAS e só vos ficam bem. Guardem esta mensagem na memória a logo prazo. Podem enviar a bibliografia de que se esqueceram sob a forma de comentário aos vossos artigos já publicados. Continuação de um excelente fim de fim-de- semana. Animem-se! Apesar de amanhã terem teste de Psicologia, a semana só tem quatro dias...a chuva não dura sempre e o sol não tarda.
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Autores (Professora)
Todos os dias estamos sujeitos a desenvolver uma infinidade de emoções diferentes, conforme os acontecimentos e situações que vivemos.
Todas as emoções vêm acompanhadas por reacções fisiológicas, ou seja, o nosso corpo reage conforme as nossas emoções. Por isso, quando temos medo, quando estamos nervosos ou nos encontramos perante outras emoções há um aumento de adrenalina que faz com que o nosso coração dispare e o corpo entre em estado de alerta!
Choramos quando estamos tristes, sorrimos quando estamos felizes, coramos com vergonha, suamos, trememos, alteramos o tom de voz…bem, são inúmeras as formas como manifestamos aquilo que sentimos. E por esse mesmo motivo, as emoções têm um importante papel ao nível comunicacional. Vejamos o caso dos bebés, por serem seres de carácter prematuro, necessitam dos cuidados dos adultos e por isso ficam sujeitos a uma única forma de verem satisfeitas as suas necessidades, ou seja, através das manifestações emocionais (choro, riso e expressões faciais).
As emoções são uma forma de interagirmos com a sociedade, acontece muitas vezes sentirmo-nos contagiados pela emoção de outra pessoa o que nos leva a querer experimentar aquilo que ela está a sentir, por exemplo, ver rir pode fazer outras pessoas sentirem-se felizes.
Pelo despertar constante de variadas emoções é difícil imaginar a vida sem elas, uma vez que, na minha opinião, somos seres que vivem para as emoções, de modo a sentirmo-nos felizes e repletos de bem-estar.
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Autores 12.ºB Sara Eduarda
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Autores 12.º B Maria João Oliveira
Estava eu a ver um jornal e eis que a páginas tantas me deparo com uma expressão que por vários motivos me deixou a pensar – “o seu caminho já estava traçado”. Fiquei ponderando em tal afirmação, questionando-a; no fundo, pensando se seria ou não verdade construir uma opinião relativamente a tal assunto.
E, na minha opinião, todos nós temos as nossas estradas traçadas, mas somos nós quem as escolhemos; ou seja, cada indivíduo como ser humano livre e responsável que é, tem a possibilidade de construir o seu próprio destino.
Provavelmente agora questionam-se: “Como pode ser possível se já está tudo traçado?” Sim, como referi anteriormente, acredito que está tudo traçado, mas penso que todos temos sempre o direito e dever de colocar o último «ponto» no nosso destino. Por exemplo, imagina que vais perdido(a) numa estrada, e deparas-te com uma encruzilhada, tu só podes seguir um desses caminho e, com essa escolha, estás a construir o teu próprio destino; a consequência dessa opção pode ser boa ou má, mas qualquer que seja, tens que a levar até ao final do teu percurso, tal como na tua vida, quando te surgem alguns problemas ou te deparas com algumas situações em que tens várias possibilidades de escolha, és tu quem decides e acarretas as consequências dessa decisão.
Com as reacções/consequências da nossa escolha ou do nosso acto, surge o determinismo, já que todos temos sempre possibilidade de escolha, mas a reacção das opções anteriores vai estar sempre presente no momento de ponderação/decisão das escolhas seguintes. Logo, todos os acontecimentos passados que de alguma forma nos tenham marcado, vão constar sempre de forma explícita ou implícita nas decisões seguintes.
É frequente ouvirem-se expressões como “o meu destino é mesmo esse sofrer” - será então que esta afirmação está relacionada com o determinismo? Sim, esta afirmação está relacionada com o determinismo, mas as pessoas não devem pensar assim, até porque não há fatalismos, mas sim desafios, superação de obstáculos e de sofrimentos. E é nesta altura que está presente o livre arbítrio, aquando da tentativa de superação de desafios como, por exemplo, uma pessoa que nasce com dificuldades no campo de visão em muitos momentos da sua vida irá fazer desse desafio uma fonte de sofrimento. No entanto, irão haver outros momentos em que obtém forças para continuar e, assim, esse pensamento reverte-se para um pensamento mais positivo – “eu possuo uma necessidade especial, mas tenho todas as oportunidades para continuar e vencer”.
Em suma, todos nós temos possibilidade de escolha como seres livres e responsáveis que somos; através da nossa opção reverte uma consequência, consequência esta que irá estar sempre presente nas escolhas seguintes, conduzindo-nos por vezes a pensamentos errados ou, por outro lado, à superação dos “problemas”. Estes conjuntos de acções e reacções levam à construção do nosso destino/ das nossas estradas, demonstrando que, mesmo que algo nos esteja predestinado, a nossa acção mudará, nem que seja por breves instantes, o decorrer da nossa vida.
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Autores 12.ºF Filipa Costa
Os processos emocionais são diferentes dos processos cognitivos, mas estão interligados. Por isso, a nossa relação com o mundo não é só cognitiva é também emocional. Quando abordamos os processos emocionais surge o conceito de afecto, que é expresso através das emoções e os sentimentos. Por vezes confunde-se sentimentos com emoções, mas de certa forma são bem diferentes. Os sentimentos são duradouros e fáceis de esconder. Já as emoções espontâneas e têm uma parte corporal (mãos suadas, agitação, choro, riso, melancolia…). As emoções são necessárias para comunicar, para nos adaptarmos com sucesso a nossa sociedade e assim conseguir sobreviver. Há uma ligação com as relações precoces (relação – mãe/filho), em que o filho tem expressões corporais para garantir a sua sobrevivência. Também beneficiamos das emoções para reconhecer se uma emoção é má ou não, por associação, ou seja, se sentimos frio, isso é para nós uma emoção má. Ao contrário dos sentimentos, as emoções são muito difíceis de esconder, pois são corporais e espontâneas. Mas por vezes os sentimentos tomam conta das emoções, daí por vezes, a confusão destes dois conceitos.
Damásio estabeleceu uma relação entre a racionalidade e as emoções. Por isso as emoções não conseguem ser reproduzidas por uma máquina, pois esta não tem a competência de racionalidade. A emoção juntamente com a razão ajuda-nos a tomar a melhor decisão. Por vezes, há certas coisas que não nos apetece ou não queremos fazer, e não sabemos porque, é aqui que a razão esta ligada a emoção. É graças a esta conexão, destes dois conceitos que conseguimos resolver problemas, comunicar com os outros, adaptar-nos com sucesso e sobreviver na nossa sociedade. O ser humano possui memória emocional: sítios, pessoas, situações. E estas emoções estão localizadas no tempo, têm duração limitada e também têm intensidade diferente.
Por estas razões que supra citei, as emoções e os sentimentos são muitas vezes confundidos.
Bibliografia
Monteiro, Manuela e Pedro Tavares, Ser humano, Psicologia B, Porto Editora, 2ª parte
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Autores 12.º B Sofia Oliveira Silva
“Memento” é sem dúvida o filme mais confuso que vi até hoje.
História de um homem em perda — das suas recordações, da sua identidade coloca-nos a nós espectadores nessa experiência de "desertificação" de referências. Estamos condenados, como o protagonista, a rebobinar obsessivamente o filme da nossa memória. Sabemos o que aconteceu e não o que vai acontecer. Começa na última parte e vai retrocedendo até à primeira, o que é um desafio à atenção do espectador e, graças à excelente montagem, o resultado é empolgante e eficaz, além de ser muitíssimo original! E depois há a reviravolta final, completamente imprevisível, deixou-me de boca aberta e ainda mais confusa.
“Memento” torna-se, nesse sentido, num dos trabalhos mais estimulantes sobre a capacidade e o significado da memória de um ser humano e da rotina desse pensamento.
Com a visualização deste filme pude dar-me conta do quão importante é a nossa memória, o quão importante é lembrar-me do que fiz ontem ou o que disse à vinte minutos atrás. Este filme transportou-me para outra realidade, uma realidade marcada pela confusão e igualmente por um sentimento intenso de frustração. Apercebi-me que, a memória assume um papel de grande importância no meu dia-a-dia que até agora não me tinha dado conta. Não podemos viver de uma forma organizada se não tivermos o suporte essencial, a nossa memória.
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Autores 12.B Bruna Silva
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Autores 12.ºF Diana Teixeira
A memória é um processo cognitivo que consiste na retenção e na evocação das informações, conhecimentos, acontecimentos, expectativas, conceitos, ideias, sentimentos… a memória é essencial para a nossa sobrevivência, sendo condição da adaptação ao meio e para aquisição de novas aprendizagens. É a memória que assegura a nossa identidade pessoal. Se perdêssemos a memória deixaríamos de ser aquilo que somos, aquilo que somos, que fomos e que seremos depende em grande parte da memória. É este património individual que nos torna únicos e nos assegura a nossa identidade pessoal. É a memória que nos permite representar o mundo.
O filme “Memento” pode confirmar a importância que a memória tem na nossa vida. Memento conta-nos a história de Leonard, que sofre de amnésia anterógrada (este tipo de memória segue-se de um trauma cerebral e é caracteriza-se pela incapacidade de lembrar novas informações, lembranças de experiências recentes desaparecem, mas a pessoa consegue recordar com clareza os eventos anteriores ao trauma) devido a uma pancada que levou na cabeça do criminoso que violou e matou a sua esposa. Este procura o assassino que arruinou a sua vida, para fazer justiça com as próprias mãos. Como não consegue lembrar de nada por mais de alguns minutos, pois este não tem qualquer tipo de memória recente, ou seja, qualquer coisa que faça, qualquer pessoa que conheça é imediatamente esquecida, Leonard faz anotações de tudo o que vê, ouve e até das coisas mais rotineiras, como fazer a barba. A sua memória é registada em fotos Polaroid e as mais cruciais são tatuadas em seu corpo, muitas vezes por ele mesmo. Durante esta desesperada busca, ele conhece o ambíguo Teddy, que diz ser policia, e a Natalie que promete ajudá-lo, porém, dá indicações que o está somente a usar para o seu próprio interesse.
Na mão esquerda de Leonard há uma tatuagem que diz "lembrar de Sammy Jankis". Sammy também sofre de amnésia anterógrada depois de um acidente. Mas na verdade, a história de Sammy é a história de Leonard, as memorias que este retém do passado, foram manipuladas por ele, criando uma realidade completamente oposta em relação ao que realmente aconteceu do passado. Isto acontece porque, a nossa memória não é uma reprodução fiel do passado, uma vez que, as recordações estão marcadas pela experiência, pelas emoções, pelos afectos, pelas representações sóciais. A memória reconstrói os dados que recebe ao longo do tempo dando relevo a uns, distorcendo ou omitindo outros. Há como que uma idealização do passado.
Neste filme o ritmo rápido das cenas em preto e branco (passado) e a cor (presente) até à junção final do preto e branco com a cor, torna "Memento" ainda mais intrigante e obriga-nos a exercitar a nossa memória. Mostram o passado de Leonard antes do incidente e também são peças essenciais para a montagem deste filme "quebra-cabeças". "Memento" exige concentração. Este filme mostra o quanto a memória é essencial à nossa sobrevivência, sem memória é impossível viver.
Bibliografia:
Livro de Psicologia de 12ºAno “Ser Humano”
Imagem: http://images.google.pt/images?hl=pt-PT&q=filme+memento&gbv=2
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Autores 12. B Ana Filipa Peixoto
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
Fernando Pessoa
Muitas pessoas nascem, crescem e morrem sem saberem o que é o amor…vivem na ilusão. Por isso, é que certas pessoas acham que essa simples palavra é tão fácil de sentir, quanto é de ser dita. Seria realmente uma ilusão o que não tem dificuldades, mesmo nas coisas mais maravilhosas da vida? Pois há paciência, não há orgulho, mas há alegria de se estar junto, mesmo nos momentos mais complicados.
“O amor é mais do que três palavras murmuradas antes de chegar a altura de ir para a cama. O amor alimenta-se de gestos da devoção que pomos nas coisas que fazemos pelo outro, todos os dias.” O amor não é algo palpável, para que se possa possuir. O amor é algo que se vive. Não é possível ter alguém, é possível sim, partilhar uma existência em comum.
Se me perguntassem o que é o amor para mim, não saberia responder, não saberia explicar. Por ser um sentimento tão complicados de definir, por isso, é que principalmente as mulheres têm necessidade de ouvir constantemente dizer que a amam, mas se este é tão difícil de saber o que é, imagine o quanto será difícil de o exprimir.
Define-se o amor como um sentimento pois, normalmente, pode durar por toda a vida, contudo o que está por detrás do amor e da sua vivacidade, é a emoção. Mas infelizmente esta é que não está duramente ligada ao amor e, quando esta acaba a relação não tem a base, o suporte que mantém a chama do amor viva.
Todos carecem de amor e querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para as nossas vidas como o ar que respiramos, e é notoriamente reconhecido que sem este o homem não sobrevive, pois o amor equilibra e traz a paz de espírito quando necessário. No entanto, se o amor é o sentimento que faz de nós um ser tão especial porque é que vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta e egocêntrica, uma sociedade voltada para os seus próprios interesses e em que cada um de nós lamenta os grandes males do mundo de braços cruzados.
Fontes:
. MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; “SER HUMANO”, 2º parte
. SPARKS, NICHOLAS; “ALQUIMIA DO AMOR”
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Autores 12.º B Lucie da Costa Ribeiro
Sendo a emoção um tema tão complexo, foi analisado segundo várias perspectivas, sendo que os vários autores destas tentaram responder a várias perguntas, tais como: existem emoções universais? Terão as emoções um carácter positivo ou negativo? Serão controláveis?
Nesse sentido surgiram diferentes abordagens a esta questão, das quais estudamos quatro:
- a perspectiva evolutiva: segundo a qual Darwin afirmou que, além de existirem emoções universais, estas teriam uma relação com a evolução das espécies – sendo algumas delas universais, e manifestando-se de forma relativamente regular, seria mais fácil para os seres humanos reconhecerem os “sinais” ligados a determinadas emoções, preparando-se para as enfrentar. Por exemplo, se um ser humano reconhecesse os indícios de uma expressão de fúria noutro, poderia preparar-se para se defender ou para fugir, o que evitaria, provavelmente, a sua morte. Assim, Darwin concluiu que as emoções teriam, no contexto da espécie humana, um papel adaptativo fundamental, possibilitando a nossa sobrevivência.
- a perspectiva fisiológica: na qual William James defende que são as alterações fisiológicas que geram as emoções, e não o contrário como normalmente percepcionamos. A emoção seria, dessa forma, a consciência das modificações fisiológicas associadas a determinado acontecimento.
- a perspectiva cognitivista: que defende uma ligação entre os nossos conhecimentos e as nossas emoções. Estas não consistiriam na reacção a um determinado acontecimento, mas na reacção à percepção pessoal do mesmo, o que justifica que pessoas diferentes reajam ao mesmo acontecimento de forma diferente.
- a perspectiva culturalista: cuja essência reside no facto de as emoções serem comportamentos aprendidos no processo de socialização, e de, consequentemente, não existirem emoções universais. Sendo estas derivadas do processo de socialização, variariam no espaço e no tempo.
Analisando-as, conseguimos encontrar várias críticas, no entanto, pessoalmente, parece-me que todas se encaixam na perfeição, pois, apesar de não fazerem sentido separadas, juntas formam um conjunto com maior sentido: a perspectiva evolutiva e a culturalista, juntas, formariam uma perspectiva mais adequada já que algumas das nossas emoções são inatas como a primeira afirma, mas as restantes são aprendidas no contexto em que nos inserimos, o que está de acordo com a segunda. Relativamente à perspectiva fisiológica, esta tem também alguma lógica, mas não relativamente a todas as emoções. O medo, por exemplo, como é referido no livro de psicologia, não se enquadraria muito bem nesta perspectiva. É extremamente difícil para nós imaginarmos que só depois de começarmos a correr é que sentimos medo. Outras, como a tristeza ou a alegria por exemplo, já se enquadram melhor nesta perspectiva. Por último, a perspectiva cognitivista, parece-me ser a melhor de todas, porque explica a subjectividade das nossas emoções, e esta seria, na minha opinião, a única que não deveria ser alterada.
Concluíndo, penso que o melhor seria mesmo uma associação entre estas visões do mundo…
No entanto, gostaria também que publicassem as vossas opiniões relativamente a este assunto: quais são as perspectivas com as quais concordam? E as que discordam? Também acham que o melhor seria uma associação entre elas?
Bibliografia:
MONTEIRO, Manuela matos e OUTROS, Ser Humano – 12ºano Psicologia B, Porto Editora, 2007.
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Autores 12.º B Laura Mota
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Autores 12.B Andreia Lopes
“Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, ê problema deles!”
Autor desconhecido
Provavelmente, muitos são os indivíduos que lêem esta citação e concordam com o seu autor. Em épocas passadas, também eu o faria, mas graças à psicologia e ao seu estudo, cheguei à conclusão que a primeira impressão que provocamos nos outros pode influenciar a nossa vida positiva ou negativamente. Aquilo que os outros pensam de nós é deveras importante. Para uma melhor compreensão do que digo, tenhamos com exemplo a procura de um emprego. A primeira impressão que os outros têm de nós pode ser decisiva no que toca ao ficar ou não com o cargo. Independentemente do currículo que apresentemos a primeira impressão pode levar a que o outro tenha uma imagem errada de nós e decida que não devemos ficar com o lugar. Assim, e da mesma forma, uma pessoa que não apresente um grande currículo e que mostre que não tem aptidão para o cargo pode ficar com o mesmo porque apenas provocou uma boa impressão no entrevistador. É certo que as primeiras impressões são na maioria das vezes enganadoras, mas estas, são também muitos persistentes e esta é a sua principal característica.
A formação das impressões é um processo que envolve diversos aspectos, assim, num primeiro contacto, construímos uma imagem do indivíduo através de alguns indícios que recolhemos. (É necessário ter em conta que um mesmo conjunto de indícios pode levar pode levar diferentes pessoas a avaliar de forma diferente um mesmo individuo, visto que cada um de nós interpreta de forma diferente estes mesmos indícios, de acordo com a sua história pessoal.) Organizamos a informação que recolhemos e integramos o indivíduo numa categoria. Ao inserir o indivíduo numa categoria vou automaticamente atribuir-lhe as características pertencentes a essa mesma categoria. Desta forma a primeira impressão que formamos acerca do outro vai condicionar o nosso comportamento para com ele e portanto o seu para connosco.
Assim, tendo em conta o exemplo da procura de emprego, podemos facilmente verificar que ao formarmos uma impressão do indivíduo vamos inclui-lo numa categoria, podemos considerar que as características dessa categoria não se adequa ao cargo em questão e desta forma decidir que aquela não é a pessoa indicada.
Atribuir importância ou simplesmente ignorar aquilo que os outros pensam de nós são comportamentos que não podemos delinar e generalizar. Diferentes situações vão exigir comportamentos diferentes da nossa parte e a chave é saber adequá-los.
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Autores 12.º B Liliana
É necessário exercitar o cérebro!
Uma maneira fácil de o fazer é lavar os dentes de vez em quando com a mão esquerda no caso de se ser destro. O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é um exercício de neuróbica, uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência. Se nas crianças a técnica tem como vantagem melhorar a concentração, raciocínio lógico e pensamento criativo, nos mais idosos ajuda à longevidade do cérebro. Um bom exercício para o cérebro de uma pessoa idosa é aprender uma língua nova, por exemplo.
Cerca de 20 crianças e adolescentes, dos sete aos 16 anos, participaram recentemente, em Lisboa, no primeiro curso de neuróbica destinado a crianças e ao grande público, um evento organizado pelo Instituto da Inteligência.
Neste curso, os participantes aprendem a concentrar-se, a desenvolver os sentidos da visão, tacto e audição, fortalecendo ao mesmo tempo determinadas zonas do cérebro implicadas na memória, criatividade e inteligência.
A neuróbica é a designação criada pelo neurobiólogo Lawrence Katz –investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes - para um conjunto de exercícios de estimulação cerebral.
O objectivo é conseguir estimular o crescimento celular de determinadas áreas do cérebro e desenvolver as capacidades cognitivas.
atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/cerebro.gif
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Autores 12.º B Liliana
“As emoções são um incrível dom que temos,
Para perceber aquilo que estamos a pensar...”
BOB DOYLE
Todos os dias, a todas as horas e a todos os minutos estamos sujeitos a desenvolver uma infinidade de emoções tendo em conta todos os acontecimentos e pessoas que fazem parte dos mesmos.
As emoções têm um papel fundamental no nosso dia-a-dia por isso, é importante saber lidar com elas.
Somos constantemente invadidos por emoções, elas são como que um turbilhão e nem sempre temos a capacidade de perceber o que se está a passar dentro de nós. Por isso, é importante conhecermo-nos e conhecermos igualmente as nossas emoções.
As emoções fazem-se sempre acompanhar por reacções fisiológicas. Quando sentimos medo, a adrenalina aumenta e o nosso coração passa a bater mais forte. Quando estamos felizes, o corpo produz endorfinas, daí a sermos invadidos por uma sensação maravilhosa de bem-estar.
Todas as emoções são de certa forma positivas ou negativas. Recebem esta designação por causa do tipo de sensação que despertam. As emoções positivas como o amor, alegria despertam experiências agradáveis já as negativas como a raiva, medo, tristeza, ansiedade despertam sensações desagradáveis e que, muitas vezes atrapalham a comunicação entre as pessoas se não forem bem compreendidas.
A vida humana é complexa e dinâmica e, por isso, é possível oscilar entre sensações positivas e negativas ao longo de um dia. A influência negativa das emoções pode ocorrer se não desenvolvermos a capacidade de compreendê-las e, consequentemente, controlá-las e dirigi-las para fins positivos.
Com a experiência vamos aprendendo a identificar as nossas próprias emoções, e perceber como elas influenciam a nossa vida e assim, vamo-nos conhecendo melhor.
Quando percebemos o que sentimos conseguimos perceber mais facilmente o que sentem os outros e, assim facilitar a comunicação e evitar conflitos.
Expressar o que sentimos é muito difícil é uma aprendizagem diária.
Sem emoções a vida não teria o mesmo sentido. É bom sentir na pele intensamente todo o tipo de emoções alegria, tristeza, raiva, medo, ansiedade…
É com todas estas emoções, que vamos crescendo e aprendendo a ser mais humanos.
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Autores 12.B Bruna Silva
Susto faz “gelar” sangue nas veias dos assustadiços
Pesquisa cauciona ideia generalizada
Quem vive em alarme permanente tem maior tendência para a formação de coágulos
Apanhamos um susto e, quando descrevemos a situação dizemos que até o sangue gelou nas nossas veias. A expressão não anda longe da verdade, garantem agora cientistas da Universidade de Bona, Alemanha. Não é que o sangue gele, de facto, nessas circunstâncias, mas tem tendência a coagular. Um perigo, pois os coágulos que se desprendem das veias são os responsáveis mais directos dos enfartes do miocárdio e dos acidentes vasculares.
Quando apanhamos um susto ou somos confrontados com uma surpresa desagradável, a melhor forma de descrevermos a emoção é dizer que o sangue no gelou nas veias. Agora, tal expressão está avaliada por experiências científicas. Uma equipa de investigadores, que inclui especialistas em psicoterapia, hematologia e transfusão sanguínea, vem dizer que há alguma verdade no que sentimos.
Já antes, alguns estudos apontam para a influência do stress e da ansiedade na coagulação do sangue. Agora aqueles investigadores a Universidade de Bona garantem que encontraram uma relação entre os nossos, medos, sustos, ansiedades e ataques de pânico com a activação do sistema de coagulação do sangue. A coagulação é um processo que nos protege de hemorragias, espessando o sangue; mas o nosso equilíbrio depende também de outro processo, que dissolve a fibrina, presente no sangue coagulado.
A pesquisa envolveu a recolha de amostras de sangue tanto de pessoas sem problemas psicológicos como de outras com problemas de ansiedade e fobias. Quando comparadas essas amostras, foi constatado que, nas pessoas ansiosas, se acentuava a tendência para a coagulação. Ora, em casos extremos, a coagulação pode levar a que fique bloqueada uma artéria. O processo pode não ter efeitos imediatos, mas ser insidioso. Qualquer coagulo que se forme num vaso sanguíneo, se se desprender ou entupir uma veia ou uma artéria, torna-se mais tarde ou mais cedo, factor de desencadeante de um acidente vascular cerebral ou de um enfarte miocárdio. O que pode ser um grande susto para cada um de nós ou o maior e definitivo que pregamos aos outros.
Convêm ter calma
Não é preciso ficar ansioso mas prevenir
Os autores do estudo afirmam que as pessoas ansiosas não o devem ficar mais ao saberem que a sua coagulação pode ser mais intensa. Os valores medidos, dizem, não implicam riscos imediatos nem inevitáveis. Outros factores como a obesidade e o tabaco contam mais.
Situações do dia-a-dia devem ser enfrentadas
A coagulação em pessoas ansiosas e com ataques de pânico merecia mais atenção nos programas preventivos da doença cardíaca, dizem os autores do estudo. Tais pacientes têm três a quatro vezes mais hipóteses de morrer por doença cardíaca, segundo estatísticas.”
in JN, 31/04/2008
A ansiedade é uma emoção que sentimos perante determinadas situações ou pensamentos. Todos nós já passamos por situações em que a ansiedade nos domina causando em nós agitação e nervosismo. Podemos sentir ansiedade nos mais diversos contextos pessoais ou sociais e o facto de uma situação provocar ansiedade numa pessoa não significa que todos os indivíduos tenham essa mesma reacção. (Como seres diferentes que somos reagimos de forma diferente ainda que o estimulo seja o mesmo). Em muitos casos a ansiedade é confundida com o medo. O medo diz respeito a uma reposta do organismo relativamente a uma perigo real, enquanto que a ansiedade reporta-se a uma ameaça que pode ser desconhecida e indefinida. A ansiedade tal como todas as outras emoções apresentam um valor adaptativo (como iremos comprovar aquando do estudo dos processos emocionais) em dois sentidos na medida em que por um lado protegem-nos de situações que podem ser eventualmente perigosas e são essas reacções que nos avisam desses perigos e por outro são sinalizadoras de determinados estados, por exemplo entre um recém-nascido e os pais (questão que foi alvo de estudo aquando o tratamento das relações precoces).
Como já referi anteriormente a ansiedade é uma emoção normal nos seres humanos, mas pode tornar-se um problema quando os sintomas começam a ser em excesso e se manifesta durante um longo período de tempo, ou ainda se, a sua causa tem origem numa ameaça imaginária e obsessiva. Devemos desta forma estar atentos à forma e à intensidade em que a ansiedade se manifesta em nós e nos outros uma vez que esta emoção e sintomas podem ser desvalorizados pelo próprio. Os sintomas da ansiedade podem manifestar-se em diferentes níveis: ao nível cognitivo, ao nível fisiológico e ao nível comportamental. Por exemplo quando temos uma preocupação constante (cognição) podemos apresentar dores e tensão muscular (fisiologia) e mexer nervosamente as mãos (comportamento). Recentemente, e tendo em conta o artigo do JN, um estudo mostra que a ansiedade faz com que o sangue tenha tendência a coagular. Ao ler o artigo ficamos a perceber que esta situação constitui um perigo para a saúde mas é necessário não entrar em alertas excessivos. É, sim, necessário ter calma, pois esta é a melhor forma de combater a ansiedade.
São várias as causas que podem levar ao aparecimento da ansiedade e existem alguns factores base delineados por psicólogos e investigadores. Assim em muitas pessoas a ansiedade é o resultado de uma educação de super-protecção em que as crianças desenvolvem uma vinculação ambivalente/resistente com as pessoas que cuidam preferencialmente delas, desta forma, com já estudamos, estas crianças tornam-se adultos com medo de tudo e que não conseguem enfrentar os seus medos e com tal preocupam-se demasiado com situações e acontecimentos normais. A ansiedade pode também resultar de experiências traumáticas que tenhamos tido no passado ou que tenhamos aprendido com a experiência dos outros. Alguns estudos revelam que a ansiedade apresenta uma base genética e que esta ao longo da nossa vida pode ser estimulada ou inibida.
Provavelmente muitos de nós encontraram respostas ao porquê da nossa própria ansiedade, e, na minha opinião saber qual a causa do problema é o primeiro passo a dar na resolução do mesmo.
Bibliografia consultada
http://www.sas.ualg.pt/sasgpap/quem.htm
http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1442/
http://jcsantiago.info/ansiedade.html
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Autores 12.º B Liliana