É bem conhecida por todos nós a importância que as gerações mais novas dão aos meios de comunicação social, principalmente à televisão. No entanto, é importante que em vez de nos perguntarmos porque é que uma criança não larga a televisão, nos perguntemos porque razão esta sente necessidade de ver televisão?! É que, muitas das vezes, são os próprios adultos (que, curiosamente, são os primeiros a criticar os comportamentos das crianças) que criam este hábito.
Podem existir vários motivos que contribuem para que as crianças se tornem “televiciadas”, entre eles: a existência de televisões em quase todas as divisões da casa, em todos os cafés que os pais frequentam e na casa de todos os amiguinhos; o facto de os próprios pais também verem televisão frequentemente; a realidade de que não têm companhia para brincar e, por isso, ficam a ver televisão; entre outros. Então, era no sentido de anular esta conduta errada que os pais deviam intervir, fazendo com que as crianças adoptassem outros comportamentos, tais como estudar ou fazer pesquisas na Internet para aprenderem coisas novas. Mas, será que os pais se preocupam realmente com isso? Não me parece, já que são eles que, ao promover o acesso constante da criança a televisões, impulsionam o seu desejo de ficar horas e horas a ver desenhos animados por exemplo. Além disso, qual é o papel dos pais na vida das crianças actualmente? Será que estes estão realmente presentes na vida dos seus filhos? A verdade é que a função dos progenitores na educação dos descendentes tem sido cada vez mais desvalorizada. Com o trabalho, as arrumações da casa, os compromissos e os “horários para tudo” os pais são praticamente obrigados a abdicar do seu direito de fazer parte da educação dos próprios filhos…
Resta-lhes, dessa forma, deixar que o seu papel seja desempenhado por outros, tais como os educadores de infância, os professores, os funcionários das escolas, os amiguinhos, etc. São estes que assumem actualmente a função de agentes de socialização (apesar de serem apenas isso, não se criando, na maior parte dos casos, laços de afectividade entre estes e as próprias crianças), já que os pais não conseguem estar minimamente presentes na vida dos seus próprios filhos. Dessa forma, a criança acaba por sentir, mais tarde ou mais cedo, a falta de atenção por parte dos pais, pelo que arranja uma forma de remediar a ausência permanente destes: ver televisão, arranjando algures em programas televisivos modelos que possa adoptar e imitar… É aqui que entram as séries como os “Morangos com açúcar”, que instituem na cabeça de crianças rotinas que não pertencem à sua realidade nem à sua faixa etária.
É caso para dizer que, ou os pais começam a perceber que estão a falhar na educação dos próprios filhos, ou a sociedade futura basear-se-á em valores e costumes totalmente desenquadrados. Mais, cabe-nos também a nós, futuros pais, reflectir sobre este assunto para que mais tarde não sermos capazes de repetir estes erros com os nossos próprios descendentes.
sábado, 12 de abril de 2008
Pais? Ou simples progenitores?!
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Autores 12.º B Laura Mota
Alzheimer
O que é a doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer, é uma doença que afecta o cérebro (morte das células cerebrais e consequentemente atrofia o cérebro) e que se caracteriza por a perda das faculdades cognitivas superiores, manifestando-se inicialmente por alterações da memoria episódica, acabando assim por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes. Esta doença relaciona-se muito com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. O início da doença pode dar – se, muitas das vezes, com simples alterações de personalidade.
Qual é a causa da doença de Alzheimer?
A causa desta doença ainda não está definida. A comunidade científica diz-nos que é uma doença geneticamente determinada, embora possa ou não, ser hereditária, ou seja, uma doença que se passa de pais para filhos.
Como se faz o diagnóstico?
Não existe nenhum exame que nos permita identificar a doença, apenas existe um única forma que nos possa indicar, que é examinando o tecido cerebral obtido por uma biopsia ou necrópsia.
Qual o tratamento adequado?
O tratamento visa confortar o paciente e retardar o máximo possível a evolução da doença. A doença de Alzheimer não tem cura e, no seu tratamento, há que atender a duas variáveis:
· Ao tratamento dos aspectos comportamentais. Nesta vertente, além da medicação, convém também contar com orientação de diferentes profissionais de saúde;
· Ao tratamento dos desequilíbrios químicos que ocorrem no cérebro. Há medicação que ajuda a corrigir esses desequilíbrios e que é mais eficaz na fase inicial da doença, mas, infelizmente, tem efeito temporário. Por enquanto, não há ainda medicação que impeça a doença de continuar a progredir.
Webgrafia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+degenerativas/oqueeadoencadealzheimer.htm
http://www.cm-almodovar.pt/redesocial/documentos/SITUA%C3%87%C3%83O%20SOCIAL%20DOENTES%20ALZHEIMER%20-%20um%20estudo%20explorat%C3%B3rio.pdf
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Autores 12.º F Raquel Silva
Como vai a tua memória?
Eric Kandel, o Nobel da Medicina, acredita que os segredos da Mente serão revelados no século XXI? Pois é. Este senhor de 77 anos que nasceu em Viena, a 7 de Novembro de 1929 tem como segredo para a sua longevidade (pelo menos da memória!) o facto de exercitar o cérebro.
Começou a estudar as doenças mentais humanas através de um ser vivo bastante simples: Aplysia punctata (molusco marinho). Estudou este tipo de seres vivos, porque o seu cérebro era muito simples (tinha as células nervosas maiores do reino animal, mas um sistema nervoso simples). A conclusão a que chegou depois de o estudar era de que o poderia ensinar, modificar o seu comportamento e analisar os efeitos a nível celular da aprendizagem e da memória. Esta espécie de lesma conseguia mesmo aprender uma série de respostas reflexas.
Mais tarde, este génio quis aventurar-se pelas formas de vida mais complexas. Para isso escolheu o rato, um mamífero, e por isso muito mais próximo dos seres humanos. Para além de ser um mamífero, este ainda possuía outra vantagem: o facto de os princípios que se verificavam na Aplysia permanecerem neles, o que nos humanos também acontece, no entanto nós somos mais complexos, e por isso, mais difíceis de trabalhar.
Deste modo, temos em comum as mudanças funcionais na bioquímica das células nervosas (memória a curto prazo) e o desenvolvimento de novas ligações e alterações anatómicas (memória a longo prazo) constantes para quase todas as formas de aprendizagem. Ou seja, estes animaizinhos muito simples têm memória a longo prazo! Outro facto muito interessante é podermos modelar num rato imensas perturbações psiquiátricas, como por exemplo a esquizofrenia. É evidente que não existem ratos esquizofrénicos, mas podemos perfeitamente alterar genes no animal, acabando por lhe provocar certas perturbações que acontecem nas pessoas ou então colocar-lhe um gene humano da doença. O ratinho iria acabar por apresentar três tipos de sintomas: positivos (loucura, euforia, alucinações); negativos (isolamento social) e cognitivos (desorganização, défice no funcionamento da memória).
E assim, podemos concluir que um defeito nos receptores D2 (ligados ao neurotransmissor dopamina), que é uma falha associada à esquizofrenia, faz ocorrer um défice cognitivo. Estas doenças psiquiátricas são para a vida toda e tornam-se um fardo médico e uma carga financeira para a sociedade, podendo começar na juventude e durar a vida inteira!!!
Se estás interessado, podes ler a entrevista completa in Visão.
PS: Para terminar, (e já estou a ser muito chata!) gostaria de lançar umas últimas questões para pensarem. Como é que se processa o armazenamento da memória? Será que está ligado à doença de Alzheimer? E nós que somos estudantes: será que podemos fazer alguma coisa para melhorar a nossa memória? Será que esta é limitada? E os suplementos para a memória serão realmente eficazes?
Já agora, vale a pena pensar nisto…
O armazenamento da memória…
Hoje em dia, sabemos que a memória é algo muito complicado. Podemos recordar algo que já se passou há mais de 50 anos e simplesmente não nos lembrarmos do que comemos ontem ao almoço. Tudo isto tem uma explicação muito simples, nós prestamos mais atenção e damos mais significado a uns acontecimentos do que a outros. Existem ainda aquelas pessoas que sofrem de Alzheimer , que , para quem não sabe, é a perda de algumas ligações nervosas.
Outro facto muito interessante, é que algumas pessoas têm uma excelente memória e outras têm uma péssima. O que acontece nestes casos é que existem diferenças genéticas e, noutros casos, uns treinam mais a memória do que outros, atrasando mesmo a doença de Alzheimer. Ao trabalharmos a memória, crescem novas ligações sinápticas. Como através da doença se perdem muitas ligações, o que acontece é que, como fomos formando muitas outras, demora algum tempo até que se verifique os efeitos da enfermidade.
Uma grande dúvida que existe em relação à memória, é que pensamos que se perde mais facilmente a memória a curto prazo do que a memória a longo prazo. Mas isto tem uma explicação. As pessoas com o passar dos anos, acabam por não aceitar novas informações e não conseguem colocá-las na memória a longo prazo, ou seja, lembram-se de coisas previamente armazenadas, mas não são capazes de acrescentar novas. Não perdem a memória a curto prazo, simplesmente são incapazes de a transformar numa a longo prazo. – Tal e qual o filme que visualizámos “Memento”. Curiosamente, também podemos inferir daqui que conseguimos praticar o recordar. E o que é recordar? É o simples facto de vermos um evento, associá-lo a um anterior e a experiência inicial aparecer. Por vezes, sem querermos, lembramo-nos de coisas que nem sequer estamos a pensar. Surgem-nos assim na cabeça. Isto significa que o nosso cérebro está a trabalhar nesse mesmo assunto, sem nos darmos conta, inconscientemente.
Já agora, vale a pena pensar nisto…
Estás sempre a lamentar-te que a tua memória é pequena? Passas a vida a sacrificar o teu médico de família para te dar o tão famoso centrum? És capaz de suplicar ao farmacêutico que te dê as vitaminas que tanto precisas? Pois vou desiludir-te (Arre!!! Esta mania da psicologia de só trazer desilusões!!!). Pois é, é que estes suplementos para a memória são puro efeito placebo. Mas então, perguntas tu, o que é que podemos fazer para melhorar a memória? (Para além de a exercitar, é claro!)
Como por agora ainda não podemos mexer nos genes, e como não existe qualquer tipo de medicamento ou chip que nos faça aumentar a memória, temos que nos contentar com a cafeína. Não há nada tão eficaz como uma boa chávena de café para os estudantes ajudarem a sua memória a armazenar. Ao aumentar os níveis de uma molécula muito importante para o armazenamento da memória, a cafeína torna-se assim um dos melhores amigos dos estudantes. Assim, já sabes, quando te sentires com falta de memória, desata a correr para o café mais próximo !!!
Vamos agora reflectir sobre a memória e a inteligência. Qual delas pensas que é mais importante? Qual gostarias de ter? Pessoalmente eu preferia as duas, mas deixo ao critério de cada um a escolha.
Se és daqueles que não tem memória de todo, tem cuidado, pois dificilmente serás muito esperto. No entanto, se fores bastante inteligente, escusas de te preocupar tanto com a tua memória, pois é possível ter-se uma má memória e ser-se inteligente e ao contrário também é verdade. Estás confuso? Não estejas. O que acontece de facto é que as pessoas que têm uma memória perfeita acabam por não ser muito criativas. Como têm a cabeça cheia de lixo, não conseguem ter espaço para a criatividade.
Para terminar, (e já estou a ser muito chata!) gostaria de lançar uma última questão para pensarem podemos dizer que o cérebro, para uma grande maioria das pessoas é ilimitado. O que infelizmente pode acontecer é que muitas pessoas tendem a memorizar absolutamente tudo, e assim, o cérebro pode ficar sobrecarregado, sem espaço para pensar. O espaço para aprender continua lá, certos aspectos da criatividade é que ficam comprometidos.
Se ficaram curiosos sobre estes temas podem consultar a entrevista na íntegra ao senhor Erik in Visão ou então podem sempre ler o texto do argentino Borges, Funes, O Memorioso. Este mostra-nos uma pessoa de memória excelente, mas com uma criatividade nula.
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Autores 12.º F Sofia Borges
"Memento"
Quem somos? O que é que fazemos? Qual é o sentido das nossas vidas?
Depois de visualizarmos o filme MEMENTO compreendemos que a nossa memória aparentemente tão distante e sem importância se torna uma verdadeira relíquia sem a qual não conseguiríamos viver.
Este filme retrata-nos a vida de um jovem que sofreu um traumatismo craniano e que, a partir desse momento, nunca mais foi o mesmo. Apesar de se lembrar de tudo o que tinha sido, não conseguia reter no pensamento as suas memórias actuais. E assim, dia após dia, tentava vencer a batalha com que se deparava: acordar, recorrer às suas fotos e tatuagens para se recordar do propósito da sua vida e conseguir dar um rumo a um novo dia. Longe de conseguir ganhar a guerra, este indivíduo vai agindo diariamente como um detective, tentando resolver o enigma da morte da sua mulher – que é a última coisa de que se lembra. Entre mal entendidos, pessoas que se aproveitam do seu estado e até alguma confusão e escarnecimento, este jovem vê a sua vida andar para trás a cada momento que passa. E quando não consegue registar os acontecimentos, ou ainda quando queima as fotografias, a sua memória e as suas recordações vão sendo alteradas de tal forma que este indivíduo deixa de ter vida própria, centrando-se exclusivamente em descobrir o aparente assassino da mulher. Quando o encontra, muitas das vezes já não se recorda do que estava a fazer, tendo de voltar a rever as fotos para se lembrar.
E assim, para que a sua vida não deixe de fazer sentido, assassina o suspeito e queima a fotografia desse momento. No dia seguinte, volta tudo a repetir-se: mais uma perseguição, mais uma charada por resolver, mais um conflito que está longe de ter fim.
O mais interessante neste filme, na minha opinião, não é a história em si. Para mim, mais importante do que isso, é o facto do realizador ter tido a inteligência e a perspicácia de avaliar a memória dos espectadores. É que, a cada momento a preto e branco, é necessário voltarmos a construir a história desde o início, o que se torna bastante complicado e, por vezes, até nos faz “perder o fio à meada”, ficando nós mesmos, como o protagonista, perdidos no meio de todas as cenas da vida. O filme é todo “baralhado”, sendo o fim no princípio e o princípio no fim, fazendo com que nós, espectadores, façamos uma ginástica mental tremenda até percebermos tudo. E é este aparente pormenor, que à partida não faz diferença nenhuma, que se torna a questão central do filme: ele faz-nos pensar, ele baralha-nos, ele deixa-nos confusos. – Mas afinal quem é que tem razão? Qual é a história mais verosímil? Quem é que mente menos?
E é aqui que reside toda a mestria deste filme, que nos faz sentir o que o protagonista sente. Nós chegámos a sentir que estamos tão baralhados quanto o indivíduo do filme e isso ninguém conseguiria descrever. Só sentindo mesmo.
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Autores 12.º F Sofia Borges
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Atracção: a química dos opostos
É extremamente curiosa a maneira como as pessoas ficam geralmente atraídas pelos ditos “opostos”. Nós sentimo-nos atraídos pelas pessoas que gostam das mesmas coisas que nós, que partilham as mesmas ideias que nós e que têm uma personalidade idêntica à nossa. Isto verifica-se muito nas relações que estabelecemos, sejam elas com amigos ou com namorados. No entanto, temos uma certa tendência para nos aproximarmos também daquelas pessoas que possuem certas características que nós apreciamos, pois assim sentimo-nos mais completos. É por este motivo que muita gente afirma que “os opostos atraem-se”.
Certamente toda a gente já afirmou que se sentia “atraído” por alguém. Mas, afinal, como podemos definir a atracção? Do ponto de vista psicológico, a atracção é a capacidade de avaliar os outros e procurar a sua companhia.
Provavelmente muitas pessoas confundem a atracção com o amor. No entanto, estes dois conceitos são distintos: o amor implica uma necessidade da presença do outro, enquanto a atracção pode ser apenas algo físico.
Porém, quando falamos em amor temos uma certa dificuldade em dizer o que é o amor e se amamos temos dificuldade em exprimir por palavras aquilo que sentimos…
E para vocês, que amam, como definem este sentimento magnífico mas estranho ao mesmo tempo?
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Autores 12. B Vânia Silva
Processos de relação entre os indivíduos e os grupos
Desde que nasce até que morre, o ser humano vive em sociedade integrado em diferentes grupos sociais. Aliás só sobrevive em interacção com os outros num mundo construído, modificado que dá resposta às suas necessidades.
Aos grupos sociais com quem interagimos associamos determinadas crenças que nos dão uma imagem simplificada das suas características e que se generalizam a todos os seus membros. Tais formas práticas de orientação seguidas pelas pessoas recebem o nome de estereótipos: ver os negros como perigosos e ladrões é encara-los sob uma perspectiva estereotipada, isto é, estamos a atribuir-lhes características que a sociedade solidificou para lhes referir.
De igual modo, sempre que nos lembramos de caracteres raciais, étnicos, nacionais ou sexuais que vulgarmente as pessoas atribuem a povos ou a grupos, estamos na presença de estereótipos
Embora possam diferir de uma sociedade para a outra os estereótipos existem em todas elas, concretizando-se em formas convencionais de ver e agir. Na base dos estereótipos está a categorização: processo que permite simplificar a complexidade do mundo social e permite ao homem orientar o seu comportamento nas relações interpessoais. O facto de as pessoas categorizarem a realidade social permite-lhes encarar eficazmente o mundo que os envolve, adoptarem comportamentos e preverem o dos outros. Os estereótipos proliferam em virtude do seu poder cognitivo.
Uma outra função dos estereótipos é a de ordem socioafectiva que se relaciona com o sentimento de identidade social ao grupo que o partilha. Somos capazes de nos distinguir dos membros de outros grupos, desenvolvendo sentimentos de “nós” (endogrupo) por oposição aos “outros” (exogrupo).
Enquanto formas cristalizadas de ver, pensar e actuar, os estereótipos têm fortes relações com os preconceitos porque na base destes está a informação vinculada pelos estereótipos. Os estereótipos fornecem os elementos cognitivos e os preconceitos acrescentam uma componente afectiva, avaliativa.
Os preconceitos são atitudes que envolvem “prejuízos”, um “pré-julgamento”, na maior parte das vezes negativo, pejorativo relativamente a membros de grupos sociais, como por exemplo “os alentejanos são preguiçosos”.
Os preconceitos como os estereótipos são ideias generalistas dos membros de determinado grupo. No entanto, as ideias generalistas são sempre deturpadas pois duas pessoas do mesmo grupo podem ter opinião diferente e agir diferente em determinada situação. Os preconceitos por vezes podem mudar.
O preconceito possui 3 componentes:
1- A componente cognitiva (ex.: opinião sobre um grupo)
2- A componente afectiva (sentimentos que se exprimem face ao objecto do preconceito)
3- A componente comportamental (ex.: comportamentos em relação a um grupo)
Os comportamentos podem reflectir-se numa opinião, por exemplo: “se não fala americano nem me dirija a palavra” ou então reflectir-se em actos de discriminação, por exemplo: “como os pretos não dão gorjeta não os atendo”.
A discriminação designa o comportamento dirigido aos indivíduos visados pelo preconceito, isto é, “todo o tratamento que nega aos indivíduos e aos grupos igualdade de tratamento que eles merecem” designa-se por discriminação.
Na base da discriminação está o preconceito, que sendo uma atitude sem fundamento, injustificada e geralmente desfavorável pode conduzir à discriminação de grupos sociais.
Discriminação e preconceito relacionam-se mas são coisas distintas, enquanto este é uma atitude, a discriminação é o comportamento que decorre do preconceito. A discriminação pode demonstrar-se a diferentes níveis:
1-Verbalização negativa (pessoas que se limitam a expor os seus preconceitos)
2-Evitamento (pessoas que evitam o convívio com outras de diferentes grupos sociais)
3-Discriminação (quando as pessoas excluem os membros dos exogrupos)
4-Ataque físico (comportamentos agressivos perante alguém)
5-Extermínio (liquidação do exogrupo).
Os preconceitos são uma arma, uma forma perigosa de atacar os outros, geralmente minorias. No fundo, agir preconceituosamente em relação a outrem é estabelecer barreiras defensivas relativamente ao grupo social que se tem preconceitos e estereótipos negativos.
Estereótipos, preconceitos, discriminação e intolerância foram os temas abordados ao longo deste texto e são o tema que vagueiam no filme Colisão. Este filme aborda as diversas vicissitudes das relações humanas, visando aquilo que nos aproxima e separa dos outros.
O visionamento deste filme contribui bastante para a assimilação destes conceitos e conduz nos para um reflexão pessoal profunda, isto porque nele retratam-se realidades que nos abraçam e nós não damos conta, situações a que assistimos e em relação às quais ficamos indiferentes, aquém de qualquer tipo de reacção.
Colisão é um forte olhar sobre os diversos conflitos que flutuam na sociedade. Usando alguns estereótipos o filme mostra-nos a discriminação a todos os níveis. Umas vezes de forma mais leve outras não, expõe os preconceitos que nos rodeiam e que às vezes não aceitamos que existem. Mas mais, mostra que nem tudo é preto ou branco, uma pessoa pode cometer um acto atroz num momento e noutro cometer outro totalmente altruísta.
Sónia Raquel 12º B
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Autores 12.º B Sónia Vieira
AMNÉSIA ANTERÓGRADA
Normalmente a amnésia anterógrada é cauda por um traumatismo forte. Esta forma de amnésia é posterior ao trauma cerebral, o indivíduo só se consegue lembrar de eventos decorridos antes do trauma e tem a incapacidade ou dificuldade de se recordar de eventos recentes.
Esta amnésia está muito bem explícita nos filmes: “Memento” e “A Minha Namorada Tem Amnésia” (Fifty First Dates). Apesar de serem categoricamente diferentes pois o primeiro é um policial e a personagem principal só ter memória imediata durante uns minutos, e o segundo, uma comédia, e a personagem ter memória imediata de 24h, ambos mostram como perdemos a nossa identidade quando a nossa memória imediata se perde. As duas personagens têm em comum a necessidade de um bloco de notas para não se sentirem tão perdidos, ou seja, no caso de Lenny (no filme Memento) tatua o seu corpo criando uma linha cronológica, criando assim um caminho para atingir o seu objectivo; Já no caso de Lucy (em “A minha namorada tem amnésia”) é o próprio namorado que grava todos os momentos recentes da vida dela, assim consegue reter as memórias mais recentes e prosseguir com a sua vida. Se estes dois personagens não tivessem este bloco de notas improvisado, sentir-se-iam muito perdidos na sua vida futura, pois deixariam de ter a sua identidade.
Tudo que é mental pode ser manipulado, logo a nossa mente pode ser modificada de tal modo que a nossa realidade mental seja completamente o oposto da verdadeira realidade. Lenny (do filme “Memento”), manipulou a seu futuro de forma a que, o seu objectivo (matar quem matou a sua mulher) nunca se pudesse realizar, criando assim uma realidade inexistente, inventada. Já no caso de “A minha namorada tem amnésia” , o namorado podia manipular Lucy pois era ele que gravava a realidade de ambos, apesar de a gravação ser a copia mais verdadeira da realidade, podia mesmo assim manipulá-la negativamente.
Por isso persisto na ideia que as nossas memória recentes condicionam muito o nosso futuro, pois são elas que um dia mais tarde se tornarão em memórias antigas e serão a nossa identidade. Sem memória não temos identidade, pois a memória, é o conjunto das nossas representações sociais, e consequentemente as nossas representações são as percepções do meio onde estamos inseridos. Se modificarmos as nossas representações, a nossa percepção do mundo vai ser completamente diferentes da realidade, criando, assim, uma realidade imaginária, inexistente.
Para perceber o drama das pessoas com amnésia aconselhava a ver estes dois filmes, pois mostram perfeitamente os sentimentos de perda de identidade destes indivíduos.
Bibliografia:
· http://pt.wikipedia.org/wiki/Amn%C3%A9sia;
· http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D101%26cn%3D928;
· MONTEIRO, Manuela Matos e FEREIRRA, Pedro Tavares, Ser Humano, 2ªParte - Psicologia B 12ºAno, Porto Editora;
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Autores 12.º B Sofia Oliveira Silva
A Ordem e o Controlo Social
Nas últimas décadas, assistiu-se a mudanças marcantes nos padrões culturais. Por exemplo, através da conceptualização do que é saudável, da etiquetagem de situações e comportamentos, promove-se uma visão particular da realidade que constrange as pessoas a verem o mundo de uma forma específica.
A regulamentação de comportamentos estende a sua influência a inúmeros aspectos da vida diária: exercício físico, tempo de sono, relações interpessoais, tempos livres, tipo de corpo, etc. enfim, grande parte dos nossos actos é subtilmente regulada.
Amin Malouf, as identidades Assassinas, Algés, Difel, 1998
(adaptado)
Primeiramente devemos definir ordem social e controlo social.
A ordem social consiste na tentativa de que todos os indivíduos de uma sociedade ajam em conformidade com os valores, normas, regras, e padrões culturais previamente estabelecidos. Caso tal não aconteça entra em acção o controlo social, que como o próprio nome indica, pretende controlar os comportamentos anómicos da sociedade, que podem ser desviantes, ou seja, comportamentos extremamente graves, que não se podem controlar, e os não conformistas que não são graves e se podem controlar, e ainda os comportamentos nómicos ou conformistas que actuam em conformidade com as normas, regras, valores e padrões sociais.
Para tal, temos sanções positivas ou negativas, sendo que as primeiras actuam sobre os comportamentos nómicos pois consistem em recompensas, e as últimas actuam sobre os comportamentos anómicos visto estas serem de carácter negativo, ou seja, castigos. Estes últimos podem sofrer sanções numa vasta escala que poderá ir de um simples concelho até à pena de morte.
De focar ainda que o controlo social está dividido em: controlo legal e judicial, controlo psicológico e controlo físico.
Como tal, podemos concluir que a ordem social e o controlo social interagem de forma a controlarem as mudanças existentes na sociedade, como podemos verificar nas seguintes frases do texto “ A regulamentação de comportamentos… é subtilmente regulada.”
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Autores 12. B Sara Catarina
Não sou esperto nem sou bruto ...
“Não sou esperto nem sou bruto
Nem bem nem mal educado
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado.”
António Aleixo
A quadra anteriormente transcrita do autor António Aleixo, remete-nos para o processo de socialização, que consiste na adaptação e integração, que o indivíduo efectua, das normas, padrões, regras e valores da cultura em questão.
Este processo de socialização tem como agentes a família, a escola, os mass media e os grupos de pares.
A família é o primeiro agente ao qual a criança tem contacto, sendo por isso o de maior importância, pois é este que transmite os primeiros valores, normas, regras, padrões. Este tem a função de prepara o indivíduo para a reprodução sexual, marcar os comportamentos das raparigas e a aceitação dos estatutos presentes na sociedade. Contudo, a família tem também uma vertente emocional e afectiva que permite a integração fácil e voluntária da cultura.
Após a família, temos o agente escola que tem como função preparar o indivíduo para a vida activa na sociedade, fazendo-o aceitar os papéis e os estatutos vigentes, garantindo assim a reprodução do capital e da força do trabalho.
Os mass media são um importante agente de socialização, principalmente nas sociedades mais industrializadas, nomeadamente a rádio, a televisão, os jornais, entre outros. Estes exercem um grande poder sobre os indivíduos pelo facto de serem de fácil acesso, transmitindo as normas, os valores, as regras e padrões sociais.
Quanto ao grupo de amigos, podemos dizer que são também muito importantes pois pela proximidade e afectividade integram os elementos culturais mais facilmente.
De focar que no processo de socialização se podem distinguir dois tipos, a socialização primária e a socialização secundária. No que concerne à socialização primária, esta consiste no primeiro contacto com valores, regras, comportamentos, padrões, sendo estes transmitidos pela família; relativamente à socialização secundária, esta consiste na integração e adaptação a elementos mais complexos, e ocorre ao longo de toda a vida.
Assim sendo, como podemos constatar nos seguintes versos, “ sou simplesmente o produto/ do meio onde fui criado”, o indivíduo está perante um processo de socialização, processo esse que é contínuo, ou seja, ocorre desde que o ser nasce ate à sua morte, visto que à nascença somos seres, sociologicamente, em branco.
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Autores 12. B Sara Catarina
Freud e a Psicanálise
“A psicanálise é usualmente creditada pela importância que a partir dela se passou a atribuir às motivações inconscientes (…), às experiências infantis e seus reflexos no adulto, ou ainda pelo relevo que atribui ao conflito.
(…) Com a teoria psicanalítica, acede-se, pela primeira vez, à tentativa de dar significado ao projecto de vida do sujeito individual na sua totalidade.”
Correia Jesuíno
Segundo Freud, a personalidade é determinada, na sua maioria, pelos impulsos sexuais e está centrada no desenvolvimento psicossexual.
De focar que a vida psíquica é regida pelo principio do prazer, isto é, a realização imediata dos desejos que entra em conflito com o ego, e pelo princípio da realidade, sendo este o que domina a vida consciente e corresponde à necessidade de adaptação ao real social, procurando um comportamento moderado e controlado. Através do princípio da realidade, o ego, em função das exigências do superego, avalia se as pulsões do id provenientes do princípio do prazer, são concretizáveis ou não.
Freud agrupa as pulsões em: pulsões de vida e pulsões de morte, sendo que as primeiras consistem em pulsões de auto-conservação que visam a manutenção do individuo e as pulsões sexuais; e as pulsões de morte ou destrutivas explicam as tendências agressivas ou de ausência total de tensões.
A estrutura da personalidade está dividida em id, ego e superego. O id é o inconsciente de onde brotam as pulsões, o ego é o consciente que a partir do superego, que é uma estância moral, determina se as pulsões podem ser satisfeitas ou não.
Freud atribui também grande importância aos estádios de desenvolvimento da personalidade. Estes encontram-se divididos em cinco estádios, sendo que o primeiro é o oral, o segundo anal, o terceiro fálico, o quarto latência e o quinto genital.
O estádio oral vai desde o nascimento aos 12/18 meses de idade e as fontes de prazer são os lábios, a boca e a língua. Estas manifestam-se ao mamar, comer e morder. Contudo, neste estádio é gerado um conflito na altura do desmame, sendo que as características da personalidade, dependendo da resolução do mesmo, poderão ser: optimismo, quando a criança ultrapassa o conflito, ou o pessimismo, quando esta deixa de mamar muito cedo; a impaciência; a inveja; e a agressividade.
Quanto ao estádio anal, podemos dizer que este vai dos 12/18 meses aos 3 anos de idade. As fontes de prazer são o ânus, no que diz respeito a reter ou expulsar, a controlar e constata-se no asseio. Neste estádio o conflito pode ser no treino e consequentemente provoca na personalidade a avareza, a obstinação, a ordem compulsiva e a meticulosidade, isto no caso do retentivo anal, visto que, se se verificar expulsivo-anal, constata-se a crueldade, a destruição, a desordem e a desarrumação.
No que diz respeito ao estádio fálico, que vai dos 3 aos 5/6 anos de idade, podemos referir que é muito importante, sendo que é neste estádio que se forma o superego. As suas fontes de prazer são os órgãos genitais, sendo que a criança explora o próprio corpo e o dos outros, tocando-os. O conflito estará presente no Complexo de Édipo, no caso masculino, e no Complexo de Electra, no caso feminino. Estes complexos são muito importantes na formação da personalidade, visto que, da resolução dos mesmos, que se baseia na independência por parte dos rapazes e das raparigas em relação aos pais; poderão advir o orgulho ou a humildade, a sedução ou a timidez, a castidade ou a promiscuidade. Tal é definido através do superego que se forma, pela primeira vez, neste estádio.
Relativamente ao estádio de latência, que vais dos 5/6 anos aos 12/13 anos de idade, podemos dizer que as pulsões estão adormecidas, visto que se verifica a ausência de interesses sexuais, presentes no estádio anterior, passando a verificarem-se a curiosidade intelectual e o relacionamento social da criança. Neste estádio, as características da personalidade consistem na aprendizagem social e no desenvolvimento da consciência moral.
Finalmente, em relação ao estádio genital, que se verifica depois da puberdade, podemos referir que começam a existir contactos sexuais com outras pessoas, não existindo conflito, como também acontece no estádio anterior.
Contudo, ao longo do desenvolvimento, se obtivermos excessivas satisfações, ou a não satisfação de algumas pulsões, estamos perante fixações, sendo que a criança cobra ao primeiro estádio a satisfação da pulsão, mesmo estando num estádio avançado.
De realçar ainda que as características da personalidade de cada individuo resultariam, maioritariamente das características inatas, das relações de objecto que estabelece, das identificações, das formas de resolução de conflitos intrapsíquicos e dos mecanismos de defesa que o ego utilizou.
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Autores 12. B Sara Catarina
Modelo Computacional da Mente
Comparou-se vários procedimentos mentais aos procedimentos computacionais: recolha da informação, armazenamento, processamento, tratamento, estratégias de resolução de problemas. Realmente os procedimentos parecem ser semelhantes, contudo estamos perante uma perspectiva simplista e não adequada porque não se pode comparar a mente humana com uma máquina de processamento de informação.
Embora a informação esteja na base das representações, esta não é uma cópia da realidade, da informação, mas sim uma interpretação. A informação em si não tem qualquer significado, e para que as representações possam ser úteis, para se poder compreender o mundo interior e o exterior, as representações têm de ter significado para a mente. A mente mais do que tratar informação, vai criando significados (como já expliquei quando falei sobre “A mente é um sistema dinâmico de relação entre um ser humano e o seu mundo”). E aqui reside uma grande diferença com o modelo computacional, enquanto o computador se limita a executar regras abstractas, a mente humana funda-se em significados, projectos, intenções.
Pois, colocar o significado numa posição central valorizou o lado activo do homem e da mente. Nós, enquanto sujeitos activos, não nos limitamos a reproduzir mentalmente o mundo, cada um de nós mais do que recolher informação sobre a realidade, interpreta a cada momento essas informações de modo a terem significado. O sujeito apropria-se desses mesmos significados de modo a fazerem sentido no contexto da experiência social e no modo como compreende o mundo e nele age.
Outra diferença é que o funcionamento mental e a acção no mundo dos seres humanos são intencionais porque são orientados por propósitos: o que pensamos, o que agimos, ou desejamos, faz sentido. Ao apropriarmos expectativas, regras, normas, valores, construímos vontades, aspirações. Esta dimensão de desejo está presente em todas as nossas acções e comportamentos.
Percebeste agora que a mente e o computador são duas realidades distintas e insusceptíveis de comparação?
Bibliografia:
Manual de Psicologia do 12ºano
http://www.belaspoesias.kit.net/imagens/mente.jpg
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Alexandra Tolda Pinto 12ºB nº1
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
domingo, 6 de abril de 2008
“A nossa memória é a nossa coerência, a nossa razão, o nosso sentir, até as nossas acções. Sem memória não somos nada…”
- Codificar : consiste em transformar a informação que nos chega através dos sentidos em representações mentais;
- Armazenar: consiste na conservação da informação durante um certo tempo, variável em função da necessidade que se tem dessa informação;
- Recuperar e utilizar a informação armazenada no processo de interpretação e acção sobre o meio.
É uma capacidade fundamental que permite a adaptação do ser humano ao meio, “cabe ao cérebro seleccionar o que é relevante para assegurar a própria sobrevivência do indivíduo e da espécie”. É graças à memória que é possível reter o que se aprendeu. A aprendizagem corresponde a processos de adaptação: ler, falar, ter determinado comportamento social... É a memória que assegura o reconhecimento das nossas experiências pessoais passadas, o nosso património individual que dá significado ao que vivemos no presente. É também graças à memória que nos reconhecemos como pessoas com uma história de vida única, uma identidade pessoal e singular.
A memória tem diversos graus de retenção temporal da informação. É universalmente aceite a existência de dois níveis de memória: memória a curto prazo e memória a longo prazo. Assim:
- Memória a curto prazo: armazena temporariamente a informação percepcionada, podendo ser esquecida ou passar para a memória a longo prazo. Neste tipo de memória distinguem-se duas componentes:
- Memória imediata: o material recebido fica retido durante uma fracção de tempo – cerca de 30 segundos.
- Memória de trabalho: mantemos a informação enquanto ela nos é útil. Por exemplo, um número de telefone que não tivemos oportunidade de registrar por escrito.
A memória imediata e a memória de trabalho são complementares, formando a memoria a curto prazo.
- Memória a longo prazo: retêm os materiais durante horas, meses ou toda a vida. Este tipo de memória é alimentada pelos materiais da memória a curto prazo que são codificados em símbolos. É possível distinguir então dois tipos de memória a longo prazo:
- Memória não declarativa: armazena conhecimento referente ao “modo de fazer”, não estando relacionada com a evocação consciente de informação. Este tipo de memória é frequentemente de difícil verbalização. Como por exemplo, andar de bicicleta, o exercício, o hábito, a repetição, tornam esta actividade automática, reflexa. Só se acede a este tipo de memória agindo! Pois, é-nos muito difícil explicar a alguém por palavras como andar de bicicleta.
- Memória declarativa: Armazena informação do tipo declarativo: factos e acontecimentos. O nome provém de se poder explicitamente “solicitar” ao nosso cérebro para que estabeleça uma relação entre um par de estímulos. Exemplo: Qual a capital de Portugal? Lisboa. Distinguem-se neste tipo de memória dois subsistemas:
- Memória episódica: associada a informação referente a um contexto particular, como uma “relação íntima entre quem recorda e o que se recorda”. É utilizada na memorização de vivências pessoais, como sensações, emoções e associações pessoais (recordações), relativas a um lugar particular ou momento. Por exemplo, sabemos “relembrar” alguns episódios da nossa infância, os rostos dos nossos amigos, as músicas que nos são preferidas...
- Memória semântica: refere-se ao conhecimento geral sobre o Mundo, como, por exemplo, as leis da gramática, fórmulas matemáticas. Neste tipo de memória não há localização no tempo, não estando ligado a nenhum conhecimento específico. Assim, sabes que açúcar se escreve com um ç. Este conhecimento faz parte da memória semântica. Se, entretanto, associares que quem te ajudou a aprender a escrever a palavra açúcar foi a tua avó, este dado já faz parte da tua memória episódica.
Quando evocamos um objecto, um facto ou acontecimento, a sua representação na memória não é uma reprodução fiel. Quando, por exemplo, confrontamos a nossa representação acerca de um local com os nossos amigos, verificamos, divergências em relação às características que lhe são dadas. A representação que temos está associada a experiências positivas ou negativas que obtivemos naquele local, o que afecta o modo como a reproduzimos. Assim, ao veres sorrir alguém a quem disseste, por exemplo, Lisboa, poderá ter ocorrido nesse local um acontecimento afectivo e importante e daí o seu sorriso.
Se guardarmos um trabalho de psicologia no nosso computador, esperamos, recupera-lo mesmo, passados alguns anos, do mesmo modo que o guardamos. O mesmo não se passa na nossa memória, pois, cada um de nós enquadra a informação de acordo com a sua história pessoal, com a sua individualidade e experiências únicas. Contrariamente a um computador a memória não reproduz exactamente o registo, ela reconstrói os dados que recebe do meio, utilizando uns e omitindo outros. Por isso, se diz que a memória tem um carácter adaptativo uma vez que armazena apenas o que e útil para a nossa sobrevivência.
O esquecimento é um processo inerente à memória. Se retivéssemos tudo, seria impossível receber novas informações. Tem uma função selectiva, dado que afasta materiais que não são úteis ou necessários, e ocorre nos diferentes níveis de memória. O esquecimento é então incapacidade de reter, recordar ou reconhecer uma informação. Existem factores que explicam o esquecimento, sendo eles:
- Esquecimento regressivo: uma hipótese para explicar o esquecimento reside no desaparecimento do traço fisiológico registado no cérebro (engrama) devido à passagem do tempo (fase idosa). O esquecimento teria origem na perda de retenção provocada pela não utilização dos materiais armazenados. O traço desapareceria devido à falta de repetição do exercício. No entanto à aprendizagens que nunca esquecemos, como andar de bicicleta. Para muitos o esquecimento teria então origem na deformação dos conteúdos retidos.
- Esquecimento motivado: Freud apresenta uma explicação para o esquecimento, o “recalcamento”. O sujeito esqueceria acontecimentos traumatizantes que teriam ocorrido, para evitar a angústia e a ansiedade. As recordações dolorosas eram inibidas, mantendo-se “recalcadas”, esquecidas no inconsciente.
- Interferências de aprendizagens: um dos factores que explica o esquecimento reside na interferência de aprendizagens na retenção de novas experiencias, novas aprendizagens que alteram algumas das memórias mais antigas. Assim, as memórias retidas são moldadas, reformuladas de acordo com a experiência.
As representações que temos acerca do Mundo implicam uma selecção da informação, a sua codificação, a associação a experiências anteriores ou a acontecimentos relevantes. Marcadas pela experiência, pelas emoções, pelos afectos, as representações são guardadas pela memória, sendo activadas sempre que necessário.
Filipa Correia
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Autores 12. B Filipa Correia
Crianças Selvagens
Estas crianças apresentam características muito particulares, no momento em que são encontradas, possuem uma linguagem, sobretudo linguagem mímica, em alguns casos imitativa dos sons e dos gestos dos animais com quem viveram. A sua linguagem verbal é quase sempre nula ou muito reduzida e varia de caso para caso, conforme o tipo de isolamento e a idade a qual aconteceu. A sua capacidade para aprender uma língua no seu regresso à sociedade humana é muito variada. Algumas nunca aprendem a falar, outras aprendem algumas palavras, outras ainda aprenderam a falar correctamente, o que provavelmente indicia que tinham aprendido a falar antes do isolamento. As crianças selvagens exibem o comportamento social das suas famílias adoptivas. Não gostam em geral de usar roupa e alimentam-se, bebem e comem tal como um animal o faria. A maioria das crianças selvagens não gosta da companhia humana e percorrem longas distâncias para a evitar. Não mostram interesse algum noutras crianças da sua idade nem nos jogos que estas jogam. Na medida em que não gostam da companhia humana, procuram a companhia dos animais, particularmente dos animais semelhantes à espécie dos seus pais adoptivos. Ao mesmo tempo, também os animais reconhecem estas crianças, aproximando-se delas como não o fariam em relação a outros humanos.
As crianças selvagens não se riem ou choram, apesar de eventualmente poderem desenvolver alguma ligação afectiva. Manifestam pouco ou nenhum controlo emocional e, muitas vezes, têm ataques de raiva podendo então exibir uma força particular e um comportamento claramente selvagem. Algumas crianças têm ataques de ferocidade ocasionais, mordendo ou arranhando outros ou até eles mesmo, por esse motivo é que, características dos seus corpos apresentam frequentes cicatrizes e marcas quer físicas quer psicológicas. Os casos mais conhecidos e que ficaram mais célebres foram: Victor de Aveyron, Amala e Kamala, e Gennie, e entre os mais conhecidos em Portugal temos ainda o caso de Isabel.
Poderemos falar também do caso de Nell, o filme que visualizamos na aula de Psicologia. Não se pode dizer que Nell seja uma criança selvagem porque, em primeiro lugar, ela não é uma criança, mas sim uma adolescente. Embora não tenha tido contacto com outros seres humanos, ela contactou com a mãe e a irmã. Além disso, Nell não vivia enclausurada pois saía à noite e só não saía de dia porque tinha medo. Nell quando foi encontrada sabia falar e andar em posição erecta. Jerry e Paula apresentam no início soluções bastante antagónicas para o caso de Nell. De um lado temos uma psicóloga que vê na jovem Nell uma oportunidade para a sua própria carreira. Trata-se de um caso muito raro, que não pode ser construído em laboratório e do qual, por isso mesmo, Paula tenta tirar todo o proveito. É com o intuito de ganhar algum protagonismo profissional que quer levar Nell para um Hospital. No Hospital poderia aprofundar o conhecimento da sua personalidade, através de um acompanhamento médico permanente. Por outro lado, temos Jerry que ganhou de imediato uma grande empatia por Nell. Por isso ele tenta mantê-la no seu habitat natural. É aí que Nell sempre viveu e é com a floresta que ela mais se identifica. O que se sabe é que sempre viveu feliz, com tudo o que tinha à sua volta e que nunca precisou das comodidades que a sociedade nos oferece. Por outro lado, uma vez que nunca teve nenhuma da experiência no mundo moderno, Nell não poderá saber se esse mundo será melhor ou não para ela. É a consciência desta situação que leva Jerry e Paula a porem-se de acordo para lhe proporcionar essa experiência, levando-a à cidade. No início, Nell sente-se seduzida com tudo o que vê. Reage com a naturalidade ingénua de quem nunca conviveu com outros seres humanos. Por essa razão é que se dá a tentativa de aproveitamento dessa pureza, tanto pelos habitantes da cidade como até pela psicóloga. O que o filme mostra também é que todos os encontros que Nell tem com a sociedade, o encontro com os “ média “, a ida ao bar e até as análises ao sangue, só servem para ela se fechar mais ainda no seu mundo. Vimos já que os métodos utilizados por Jerry e Paula são antagónicos. O método utilizado pela psicóloga é bastante impessoal mas, apesar disso, permite chegar a resultados positivos, por exemplo, permite a Paula aperceber-se que Nell fala uma deformação da língua inglesa. Jerry utiliza um método de aproximação mais humano, baseado numa presença constante na casa de Nell, com diálogos em que começa por utilizar as próprias palavras de Nell. Esta aproximação tem como principal objectivo a obtenção da confiança de Nell, é uma missão bastante difícil porque Nell nunca havia contactado com ninguém a não ser com a mãe e a irmã. Por isso é que, ao ganhar a sua confiança, Jerry se torna o seu “anjo da guarda“. A partir deste momento, o médico tenta dar uma educação a Nell. A sua educação tinha sido baseada unicamente naquilo que a mãe lhe havia transmitido, sobretudo a sobreviver e a defender-se do mundo exterior.(socialização primária – aprendizagem mais básicas da vida em comum). Em termos de valores, centrava-se essencialmente na Biblía, de onde Nell extraía os princípios, as normas, os heróis que constituíam o seu mundo. O objectivo do médico é prepará-la para viver em sociedade, pois não sabe qual vai ser a decisão final do juiz. Um outro aspecto que este filme levanta é o da circularidade das figuras educativas. Nell foi educada pelo médico e pela psicóloga e, de modo inverso, também podemos dizer que os educou a eles, ou seja não é só Nell que é agente de socialização a sociedade também tem de se adaptar a Nell.O filme mostra que Jerry e Paula aprenderam que os pontos de vista de Nell, apesar de diferentes, poderiam ser úteis para a sua vida. Paula acaba mesmo por abandonar os seus desejos de protagonismo a favor da defesa do estilo de vida que Nell pretende levar. Outra coisa que aprende com Nell é o valor da liberdade. Nell é um ser singular que preserva cuidadosamente a sua liberdade. Liberdade que implica o isolamento e a solidão. Ora, ela aceita este estado pois não quer depender de outras pessoas ou de outras coisas. Em conclusão poderíamos dizer que Nell não é anormal. Trata-se apenas um ser humano que se afasta enormemente dos nossos padrões de vida. Ela nunca pediu nada a ninguém, apenas pede que a deixem continuar a viver uma vida simples.
Em suma, nem sempre é fácil reconhecer a humanidade destas crianças. O modo como se relacionam com os outros e com o mundo provoca em nós uma estranheza fundamental. Elas são humanas, mas é-nos difícil, a muitos níveis, relacionar a nossa experiência com a delas, compreender a forma como sentem, como agem e pensem. Não nos reconhecemos nelas, elas não se reconhecem em nós. Mas as suas capacidades e as suas características mostram como dependemos de outros, do contacto físico e sociocultural com eles, para nos tornamos os seres humanos que somos. Sermos humanos é mais do que pertencemos a uma espécie de seres com determinada biologia e estrutura corporal: depende da participação em contextos sociais e culturais particulares, onde aprendemos formas de ser e de nos comportamos, assim tornamo-nos humanos através da aprendizagem de formas partilhadas e reconhecíveis de ser e de nos comportarmos Estas crianças crescem isoladas do contacto com outros humanos, o seu comportamento é feito da ausência de qualquer contacto social, e por isso não tiveram qualquer tipo de aprendizagem de comportamentos, normas, praticas e valores de uma determinada comunidade, ou seja, não tiveram qualquer processo de socialização (processo dinâmico de integração de um individuo numa dada cultura), ainda que em alguns casos a socialização primária acontece. O seu comportamento social não é em geral, orientado para outros seres humanos, nem segue os mesmos padrões, podendo aproximar-se, em alguns casos, do dos animais que interagiram, quando existia uma interacção de tipo social com outros animais. Tudo isto, nos leva a concluir que o papel das interacções sociais é fulcral no desenvolvimento humano.
Livro Mundo da Criança – Psicologia
Livro de Psicologia “Ser Humano” do 12ºano
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Autores 12. B Ana Filipa Peixoto
Violência na intimidade dos adolescentes
A adolescência é uma idade maravilhosa, onde começamos a despertar e a ter contacto com o mundo de uma forma mais racional, é a idade onde domina o pensamento sobre os mais diversos temas sobre os problemas do mundo, sobre a vida, sobre os nossos objectivos, sobre os nossos actos, é a idade onde a nossa capacidade de raciocínio, de mentalidade e de ser nós próprios se desenvolve. Dentro de nós, há uma necessidade de expor a nossa opinião, de ir até ao ultimo porquê das coisas, esclarecer tudo o que nos rodeia… A adolescência é uma fase que nos leva a crescer mais depressa e onde temos o primeiro contacto com o verdadeiro amor. É nesta fase que apesar de os amores serem mais fugazes, é uma fase em que damos muita importância ao amor. Quando encontramos a pessoa que julgamos que é a certa não pensamos em mais nada, simplesmente em fazer tudo para ficar com ela e, por vezes, somos submetidos ao papel de vítimas, pois alegando amor por essa pessoa, sujeitamo-nos às suas vontades. Vontades essas, que passam muitas vezes por agressões físicas, psicológicas e sexuais ás quais nos sujeitamos, devido á ilusão que temos acerca dessa pessoa, acreditando que nos mesmos a conseguimos mudar. Esta fase que deveria estar cheia de amor e carinho, proporcionando um grande sabor à vida, nem sempre é assim, muitas vezes, essa ideia reduz a nossa ideia de realidade e do correcto. Quando amamos uma pessoa, temos a ideia que esta é perfeita e única na nossa vida e não queremos ver a realidade, já que esta pode ser uma grande desilusão. Por isso, preferimos continuar a viver nessa ilusão e fugir ao sofrimento que iremos ter, se tentarmos ver o que essa pessoa é realmente.
Geralmente quando um dos companheiros devido à influência de drogas, álcool, ciúmes… revela atitudes severas que a vítima, neste caso o outro companheiro, suporta pensando que tudo é passageiro e que ela própria é culpada do sucedido. No entanto, por vezes, as agressões prosseguem e tornam-se cada vez mais insustentáveis. A vítima ainda acreditando que tudo vai mudar continua a sujeitar-se às agressões, pois, no fundo, ama o companheiro e não quer terminar a relação pois é muito difícil abandonar uma relação em que um jovem já investiu muito emocionalmente. Este tipo de violência no namoro não pode ser atribuído a um descontrolo por parte do(a) ofensor(a). Isto equivale a desculpabilizar os seus actos com base num suposto comportamento provocatório na vítima, pois este tipo de violência raramente consiste numa agressão isolada, mas antes num padrão, que vai evoluindo progressivamente. Este tipo de violência tem como objectivo a privação do outro cônjuge do exercício do seu poder. Muitas vezes o que acontece é que os agressores, ao sentirem-se ameaçados, recorrem ao uso da força para reinstalar o seu poder. Apesar das marcas físicas serem visivelmente marcadas, as marcas psicológicas apesar de não serem visíveis isolam-na num mundo de constante sofrimento e de incompreensão.
Mas afinal o que é o amor para essas pessoas? Como é possível maltratar a pessoa que se gosta? São inúmeras, as questões levantadas para tentar perceber estes actos de violência que muitas vezes são incompreendidos. Por isso, muitas das vítimas manifestam um sentimento de vergonha e incompreensão, de assumir o agressor, e muitas vezes receio da possível punição do companheiro.
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Autores 12. B Ana Filipa Peixoto
A Mente é um sistema dinâmico
Nas aulas de Psicologia tu podes aprender várias coisas, nomeadamente estudar, ou tentar estudar o que há demais complexo em cada um de nós, ou seja, o nosso mundo interior que diz respeito às nossas experiências íntimas, desejos, bem como sentimentos. Sim, estou a falar da mente, a nossa mente! Se pararmos para pensar na pergunta: “o que é a mente?”, por mais que a resposta esteja na ponta da língua, não existe uma definição precisa, algo palpável, já que a mente também é algo invisível, algo que está no interior de cada um de nós.
Cada um de nós vê, sente ou pensa as coisas de forma particular e singular. Esta noção de subjectividade temos de ter sempre em conta já que é inerente à compreensão da mente, do modo como os seres humanos experienciam a sua vida e se comportam. A mente é então encarada como algo que existe no nosso interior, algo escondido, inacessível aos outros, e podemos constatar que por vezes até é obscuro para nós.
Neste momento é importante termos noção, que cada sujeito é composto por dois lados, e eu vou já explicar o porquê. Possuímos um lado interior (mente) e um lado exterior (comportamentos). Não negando a existência de um mundo interior (de pensamentos, de significados, de emoções…), as pessoas, nomeadamente, os psicólogos sentiram necessidade de procurar conhecer e estudar o funcionamento mental através do que é objectivamente observável: os comportamentos e as condições externas que os desencadeiam. É muito complicado e complexo estudar o nosso mundo interior, por isso a partir dos comportamentos, que é aquilo que podemos visualizar, tentou-se estudar a mente.
O que pensamos relaciona-se com o que fazemos, o que sentimos com o modo como nos comportamos. Existe, portanto, uma relação com o fazer, sentir, pensar e a partir desta relação procurou-se conhecer de que modo se realiza a correspondência com o que está fora (comportamentos) e com o que está dentro de nós. Estes elementos são as representações (conjunto de conhecimentos, crenças, que estão codificadas na memoria e podem ser manipuladas mentalmente. Transpõe para o interior a realidade, as existências, as acções que são exteriores à mente). Estas representações têm sempre em conta, como sabemos, as informações que captamos sobre a realidade, só que estas não são cópias da realidade, mas sim uma interpretação. Por isso, é que a informação em si não tem qualquer significado, e para que as representações possam ser úteis, para se poder compreender o mundo interior e o exterior, as representações têm de ter significado para a mente. A mente mais do que tratar informação, vai criando significados. Aqui está uma grande diferença entre mim e tu que estás a ler este texto, e por exemplo o teu amigo, as experiências que temos, as nossas vidas, os nossos sentimentos, aquilo que vivemos é de um modo tão particular e singular que acabamos por atribuir significados a coisas diferentes. Imagina-te a ver um filme com um teu amigo, se porventura estão a falar de uma parte do filme, tu vais reparar que aquilo que achaste importante, que te entusiasmou por alguma razão não é igual ao do teu amigo e porquê? Como eu já disse, tu atribuis os teus significados às coisas, porque é impossível viveres num mundo sem significados, como também é impossível existirem duas pessoas iguais, consegues perceber?
A nossa mente funciona de forma total, cujos processos e conteúdos são chamados a cada momento para a criação de significados, que se transforma e se constrói a cada momento através do nosso envolvimento no mundo que constitui a actividade mental. Em relação com o mundo, cada um conhece, sente e age, tem necessidades, intenções… diferentes por isso “A mente é um sistema dinâmico de relação entre um ser humano e o seu mundo”.
Se porventura não fui coerente, ou não conseguiste perceber alguma coisa, deixa um comentário!
Bibliografia:
Manual de Psicologia B - Porto Editora - 12º ano
Alexandra Pinto 12ºB
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Qual a causa da agressividade?
Um matador solitário e um touro semienlouquecido desempenhavam os respectivos papeis num ritual antigo e violento numa arena inundada de luz do sul de Espanha. Foi no Verão de 1964, mas o filme do incidente continua a ser exibido nas salas de conferências. Quando o touro carregou sobre o homem desarmado tornou-se óbvio que a capa não era brandida com a firmeza habitual. Permanecia flácida e imóvel. Na verdade, o homem que se encontrava no centro da arena, o cientista neurológico José Delgado, nunca tinha sido objecto de um ataque de um animal em toda a sua vida. Mas os cornos não chegaram a tocar no cientista. Segundos antes do impacte, Delgado carregou num interruptor de um pequeno transmissor de rádio que tinha na mão e o touro suspendeu imediatamente a corrida. José Delgado carregou noutro botão e o touro deu meia volta e afastou-se a trote manso. Delgado esta triunfante. Após quinze anos de estudo do funcionamento de cérebro, havia provado da forma mais dramática possível que o conhecimento e o controlo dos seus mecanismos tinham atingido um refinamento que permitia ligar e desligar a agressividade de um animal por controlo remoto.
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Autores (Professora), Agressividade
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Quem sou eu?
Quem sou eu? Eu, quem? Tão estranha é a nossa existência. Poderei dizer que sou um ser humano. Mas o que é um ser humano?
Deixando-nos de filosofias e começando sim a estudar integralmente o ser humano, sabemos que a sua especificidade se encontra relacionada com a genética, com o cérebro, com a cultura e sobretudo com a história pessoal. O Eu é determinado primeiramente biologicamente através dos genes (que contêm informações genéticas relativas a uma determinada característica), cromossomas (estruturas existentes no núcleo das células que contêm o DNA e proteínas) e DNA (onde estão registadas todas as informações sobre o funcionamento a célula) fornecido pelos nossos progenitores à nascença. Assim, começamos por ter um genótipo que posteriormente determina o nosso fenótipo. Que depois nos fornece a nossa ontogénese (desenvolvimento individual) que mais tarde determina a filogénese (desenvolvimento da espécie). É importante referir que temos um programa genético aberto, o que faz com que não apresentemos as nossas capacidades e competência desenvolvidas (prematuridade) e tenhamos um longo período de infância e aprendizagem (neotenia), para podermos desta forma adquirir inúmeras vantagens adaptativas (adaptamo-nos às alterações, somos únicos e irrepetíveis).
Quanto ao cérebro, este órgão enigmático, que detém os maiores mistérios alguma vez desvendados, também faz parte deste puzzle que é o eu. Este, é constituído pela Espinal Medula e pelo encéfalo mais os neurónios que comunicam entre si através de uma ligação funcional - sinapse. É devido à sua especialização funcional (lateralização hemisférica, em que o hemisfério direito apesar de ter as suas funções comunica com o esquerdo, complementando deste modo o seu funcionamento) à integração sistémica, que faz com que o cérebro funcione como um todo, às áreas diversificadas (pré-frontais responsáveis pela nossa memória, personalidade, reflexão, consciência, decisão; as áreas temporais, responsáveis pela nossa audição; as áreas occipitais, responsáveis pela visão e as áreas parietais, responsáveis pelas nossas sensações, à capacidade de plasticidade (o cérebro modela-se em função das experiências vividas ao longo da vida), à aprendizagem, à lentificação (pois somos os indivíduos que estamos mais dependentes dos nossos pais, sendo lentos na aprendizagem) e à individuação ( que torna cada pessoa naquilo que é, um ser único e irrepetível). Tudo isto acaba por nos transformar naquilo que somos.
Outro aspecto muito importante é a relação que estabelecemos com os outros. Esta é fulcral na nossa identificação, pois é nas nossas ligações que conseguimos delinear mais facilmente quem somos. Um exemplo que dos dá identidade é a nossa cultura que sendo o conjunto de crenças, valores, leis e tradições acaba por indirectamente nos conduzir a um padrão cultural que dificilmente deixará de ser o nosso, a não ser que haja aculturação e a nossa cultura se integre com outra, fazendo um “mix” de valores conjuntos.
Por fim, todas as nossas vivências, experiências de vida e lembranças acabam por nos fazer aquilo somos, pois só elas são diferentes de pessoa para pessoa, de indivíduo para indivíduo e só elas distinguem o eu do tu.
Concluindo, afinal quem sou eu? Eu sou um conjunto de cromossomas que reflectem uma imagem. Que formam um cérebro capaz de aprender e viver as suas experiências num local onde a cultura nos influencia e nos faz viver as nossas histórias pessoais, que um dia mais tarde recordaremos com nostalgia e tristeza, por uma existência tão efémera.
É verdade, é com muita pena minha que acabámos este trabalho da mesma forma que o começámos. A única certeza que temos, neste mar de incertezas é que não nos conseguimos definir. Esta questão faz-me lembrar o célebre poema de António Gedeão: Homem (Inútil definir este animal aflito./Nem palavras,/nem cinzéis,/nem acordes,/nem pincéis/são gargantas deste grito./Universo em expansão./Pincelada de zarcão/desde mais infinito a menos infinito.) Nesta realidade, o Homem, não se consegue definir, aliás é até inútil fazê-lo, pois como o próprio autor nos mostra, nem com palavras, nem com cinzéis, nem com acordes ou pincéis o conseguiríamos fazer. Podemos apenas dizer que é algo de profundo e que se encontra em expansão, que se sabe que existe e que para além de todas as coisas busca uma explicação para tudo o que vê e / ou sente. É determinado e em caso algum desiste de encontrar uma definição para si mesmo. É imenso e não termina, ou seja, é infinito. O Homem é Tudo e Nada. É Tudo devido à sua grandiosidade e é simplesmente Nada, quando se tenta definir, pois não consegue. E agora eu pergunto: Quem é afinal este ser que se julga tão grandioso e que ao mesmo tempo não consegue dizer quem é? Quem é ele todos queremos saber. E eu que posso dizer? Que a resposta é muito simples de se obter. O Homem é um enigma. Um arcano interessante que por mais que dêmos voltas à cabeça, e por mais que pensemos e por mais que estudemos, acabámos sempre por concluir a mesma conclusão: que este grande enigma só tem uma solução, que é não ter explicação.
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A Complexidade do Ser Humano
http://docs.google.com/Presentation?id=dhg6gh6p_0gbxzk8cc
•Alexandra Pinto
•Ana Filipa Peixoto
•Ana Rita Marques
•Lucie Ribeiro
•Maria João Oliveira
•Sara Barbosa
•Sónia Vieira
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Autores 12.º B Grupo 1
Socialização: a importância na nossa vida
De certeza que a maioria das pessoas já ouviu falar em socialização. No entanto, muitas delas não sabe o que significa essa palavra. A socialização é o processo através do qual nós vamos interiorizando hábitos e características que nos tornam membros de uma sociedade. A socialização é um processo contínuo, que se inicia após o nascimento e se faz sentir ao longo de toda a nossa vida, terminado apenas quando morremos porque o nosso cérebro deixa de funcionar.
Podem ser referidos dois tipos de socialização: a socialização primária e a secundária.
Podemos definir socialização primária como sendo o processo pelo qual os seres humanos aprendem as coisas mais básicas da vida, tais como comer com talheres, andar, falar, vestir-se sozinhos, entre muitas outras. Estas “regras” são-nos ensinadas fundamentalmente pelos nossos pais e pela escola. Por exemplo, quando aprendemos a falar estamos a sofrer um processo de socialização primária e quem nos faz passar por esse processo são os nossos pais. É este conjunto de “regras” que faz com que estejamos integrados numa determinada sociedade. Como tal, este processo constitui um papel imprescindível na nossa vida.
Relativamente à socialização secundária, esta também é um processo de aprendizagem mas, tal como o nome indica, é secundária. Isto significa que sofremos este processo quando nos deparamos com novas e diversas situações ao longo da vida e temos de nos adaptar a essas situações. Por exemplo, quando nos casamos temos de nos habituar a uma nova forma de vida, viver com uma pessoa, partilhar os mesmos problemas, etc. Nem sempre é fácil uma adaptação a novas situações porque quando nos acomodamos a uma certa situação temos dificuldade em aceitar que a vida muda e já não é da mesma forma.
Ao longo de toda a nossa vida estamos constantemente a ser postos à prova e a passar por processos de socialização secundária. Cada nova situação que nos surge é uma nova adaptação que sofremos.
Por este motivo, a socialização é o processo que permite a cada indivíduo desenvolver a sua personalidade permite a sua integração na sociedade. Se repararmos, dois indivíduos reagem de forma completamente diferente perante a mesma situação, porque cada indivíduo é único e a sua personalidade também.
Como tal, resta apenas mencionar que é o facto de estarmos diariamente sujeitos a este processo que nos torna seres integrados numa sociedade e nos torna aquilo que cada um é.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/socializa%C3%A7%C3%A3o
MONTEIRO, Manuela Matos, e outros, Psicologia B – 12ºano, 1ª parte, Porto Editora
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Autores 12.º B Vânia, A Socialização
A Construção da História Pessoal
Cada um de nós é o desembocar de uma torrente de natureza bio-sociocultural, em que uma multiplicidade de forças se foi organizando e encaminhando no sentido da constituição da nossa personalidade.
Uma parte da construção da história pessoal enraíza-se numa identidade multidimensional. Cada ser humano possui uma identidade específica que reside nas características que nos identificam como seres vivos da Terra e como humanos, uma identidade cultural que se relaciona com o facto de vivermos com outros seres humanos numa sociedade com determinada cultura e uma identidade pessoal que refere ao facto de cada um de nós ser uma unidade irrepetível, uma organização original que nos singulariza.
Os seres humanos só se tornam humanos inserindo-se no mundo, e o mundo está repleto se situações e experiências que cada individuo tem de ultrapassar, enfrentar e viver… os seres humanos tornam-se humanos em contextos povoados com outros seres, crescem e aprendem a conhecer-se no seio de relações cheia de história e de cultura.
Desde a infância que as experiências vividas com familiares, amigos, colegas e conhecidos se constituem como forças a interferir na direcção seguida pela nossa auto-organização pessoal. Dito isto de outra forma, tudo o que acontece ao longo da vida vai deixando marcas no nosso modo particular de ser, isto porque existem experiências que nos influenciam positivamente e outras negativamente, contribuindo umas para o nosso sucesso e bem-estar e outras para o nosso fracasso (por exemplo).
Contudo, as experiências não são boas nem más em termos absolutos, dependem do carácter subjectivo com que cada um as vive. Não há situações neutras a que se possam atribuir com objectividade caracteres bons ou maus, agradáveis ou desagradáveis, positivos ou negativos. O que há são situações para alguém, ou experiências para uma pessoa. A realidade é vivida por inúmeras pessoas e cada uma tem um modo particular de a sentir, construindo subjectivamente os significados que faz com a leitura pessoal dos acontecimentos por que passa. Tal afirmação contraria o que normalmente é aceite por os humanos, a realidade que cada um de nós vive não se resume apenas a uma realidade física, feita de objectos lugares e de seres, mas também de uma realidade interpessoal, feita através de compreensões intersubjectivas adquiridas através do convívio com os outros.
A história pessoal desenrola-se no diálogo entre o que percebemos (objectivamente) e o que construímos (intersubjectivamente), isto é, constrói-se por aquilo que presenciamos, por as nossas experiências, acontecimentos, por aquilo que percebemos do que acontece à nossa volta e aquilo que opinamos, senti-mos e atribuímos significados.
Vivendo as coisas à sua maneira, a pessoa projecta-se nas situações atribuindo-lhes significados pessoais, transfigurando-as de tal modo que se tornam experiências exclusivas, pois cada um interioriza e assume estes significados de forma particular, fazendo com que estes façam parte integrante da identidade de cada um.
Assim, cada ser humano vai construindo de modo pessoal a sua história, à custa das situações por que passa e dos acontecimentos que vivencia.
A sociedade é a nossa morada e só nela podemos construir a nossa humanidade porque mesmo que o homem resulte de características herdadas por os seus progenitores, ele só adquire as características de ser humano quando a sua vida decorre no seio de um grupo social. É este convívio que lhe permite actualizar os seus potenciais genéticos, daí se dizer que o homem é um ser social.
A sociedade e a cultura são condição da nossa realização, elas oferecem-nos infinitas possibilidades e oportunidades o que é significativo para o nosso projecto pessoal de vida. Por viver no seio da cultura e pelo facto de o homem ser capaz de escapar à rigidez das condutas naturais e instintivas, este torna-se também um ser cultural, sendo por este facto que o homem se sente autónomo. Isto porque sente-se senhor se si, não tende a obedecer à pré-programação animal. É um ser livre porque a sociedade colocou ao seu dispor um manancial de actuações onde pode seleccionar as que julga serem mais adequadas para o seu projecto de vida e a sua forma pessoal de ser.
Com o intuito de uma vida organizada, os seres humanos agem de forma a criar ordem e sentido nela, a partir do conjunto de experiências, são seres auto-organizados. Pois consciente de si próprio o homem é capaz de pegar no emaranho das suas vivências e elaborar, à sua maneira, uma síntese que lhe confere individualidade própria. Auto-organizando-se a pessoa constrói de modo autónomo a sua identidade, seguindo uma trajectória pessoal.
Deste modo, cada um de nós apresenta-se com uma individualidade genética, funcional e cultural que faz de si uma história pessoal única e irrepetível.
Bibliografia
MONTEIRO Manuela, SANTOS Milice Ribeiro, 1ª parte, Psicologia A 12º ano, Porto Editora
MONTEIRO Manuela Matos, FERREIRA Pedro Tavares, 1ª parte, Psicologia B 12º ano, Porto Editora
JACOB François, A Estátua Interior
http://www.dhnet.org.br/desejos/textos/galaxy.html
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Autores 12.º B Sónia Vieira, A História Pessoal
Cada cérebro é um passo em frente na Humanidade!
Os nossos cérebros são fisicamente diferentes uns dos outros, pois este modifica-se ao longo de toda a vida, consoante as experiências vividas pelo sujeito. Por este motivo, não existem dois cérebros iguais, pois não há no mundo, nenhuma pessoa que seja totalmente igual a outra, e pelo menos até agora, ainda não há ninguém clonado entre nós; e mesmo que existisse, duvido que seria igual ao original. Pois este viveria num outro tempo e lugar, passaria por outras experiências, conheceria outras pessoas, ouviria outras músicas, enfim, teria outra interacção com as pessoas e seus costumes. Nem mesmo nós somos hoje o que fomos ontem, não é mesmo? Pois as coisas mudam com uma rapidez impressionante, e por vezes temos mesmos que nos esforçar bastante para conseguir acompanhar este mundo em constante mudança.
Quando nascemos o nosso cérebro não está totalmente desenvolvido, mas é esta prematuridade, este inacabamento, que nos permite uma melhor e mais eficaz adaptação a novas situações ao longo da nossa vida, pois como temos um programa genético aberto, no qual apenas estamos parcialmente programados, ou seja, existe apenas uma programação de índole biológica e não um sistema de instintos que determine o nosso comportamento face a uma determinada situação, temos a possibilidade de nos adaptarmos a um ambiente em mudança, inventando assim novas soluções para os problemas com que nos deparamos, compensando desta forma as nossas limitações anatómicas.
Simultaneamente, desenvolve-se assim um processo de individuação, ou seja, as experiências vividas por cada indivíduo, marcam a estrutura do nosso cérebro favorecendo assim a singularidade. Desta forma, o principal motor de individuação é a plasticidade do cérebro, ou seja, a sua capacidade de se modificar, de se moldar ao longo da vida por efeito das experiências vividas, sempre no sentido de uma melhor adaptação ao meio. Sendo a plasticidade cerebral por sua vez a condição necessária à aprendizagem. E como ser o ser humano é um ser prematuro, pois o processo de desenvolvimento do cérebro continua após o nascimento e desenvolve-se de uma forma lenta, a lentificação constitui uma vantagem, pois possibilita uma maior estimulação do meio, e portanto uma maior aprendizagem, mas apesar de este processo de desenvolvimento ser muito lento, como referi anteriormente, não é pejorativo, pois como somos ser sociais necessitamos da ajuda dos outros, que são fundamentais para a construção do “eu”.
Voltando ao assunto fulcral, o cérebro humano, este está dividido em dois hemisférios, sendo que cada um deles se especializou em funções diversas, contudo funcionam de modo integrado como um todo. Os hemisférios cerebrais controlam a parte oposta do corpo, porque os feixes nervosos se cruzam no caminho.
O cérebro funciona de uma forma sistémica, pois as suas capacidades, não dependem só de si mesmas, mas também do funcionamento integrado das outras áreas cerebrais. Por isso, constatou-se que quando uma função é perdida devido a uma lesão, esta pode ser recuperada por uma área vizinha, designando-se este processo, por função vicariante ou de suplência.
Desta forma, podemos afirmar que o nosso cérebro é um sistema unitário que trabalha como um todo de forma interactiva.
Em suma, cada cérebro é um passo em frente na Humanidade, pois as suas diferenças de sujeito para sujeito ultrapassam as definições genéticas e as experiências vividas por cada um de nós, desde as intra-uterinas, como ao longo de toda a vida são muito diferentes, ou pelo menos atribuímos significados diferentes às coisas, consoante a nossa história pessoal.
A individuação torna as produções culturais mais complexas, pois como todos temos uma maneira de pensar diferente, e arranjamos diferentes soluções para os obstáculos que se apresentam ao longo do nosso efémero percurso de vida, o nosso cérebro desenvolve-se de maneira bem diferente.
Mas, como costumamos dizer na gíria, várias cabeças pensam melhor que uma só, por isso como existem várias pessoas espalhadas pelo mundo a pensarem em formas de tornar este mundo melhor, como por exemplo formas de erradicar determinadas doenças e assim melhorar a nossa qualidade de vida, devíamos aproveitar melhor as capacidades que temos, ou mesmo as capacidades que temos possibilidade de desenvolver; Porque apesar deste mundo, muito provavelmente, nunca vir a ser uma utopia, devemos torná-lo melhor a cada dia, e isso está nas mãos dos seres humanos que são a espécie dominante do planeta, e por isso têm o dever de assumir esta posição.
Bibliografia:
Manual de Psicologia 12º Ano – “Ser Humano”
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Autores 12.º B Ana Rita, Cérebro
Qual a especificidade do ser humano?
Cérebro:
· Lentificação e individuação
· Plasticidade e aprendizagem
· Auto-organização
O ser humano quando nasce é prematuro e inacabado, ou seja, o seu desenvolvimento não está completo, daí sermos seres neotenicos. A neotenia designa o inacabamento biológico do ser humano ao nascer, o que implica que a infância seja tão longa, uma vez que o nosso desenvolvimento é lento e que o desenvolvimento do nosso cérebro se faz essencialmente ao longo da nossa vida (apesar de este continuar até à morte do individuo). O facto de sermos seres prematuros e biologicamente inacabados leva a que tenhamos um programa genético aberto, ou seja, não somos predeterminados, nem temos comportamentos orientados. É claro que temos uma programação básica de ordem biológica mas não estamos determinados por um sistema de instintos que defina o nosso desenvolvimento e o nosso comportamento. O nosso desenvolvimento faz-se tendo em conta as influências do meio. Por isso temos um desenvolvimento epigenético.
Como já referi anteriormente, quando nascemos somos prematuros, inacabados biologicamente e o nosso desenvolvimento é muito lento, uma vez que demoramos muito tempo a atingir o pleno desenvolvimento, daí termos uma infância tão longa. A lentidão do desenvolvimento do cérebro e do nosso desenvolvimento constituiu uma vantagem na medida em que possibilita a influência do meio ao longo da vida, permite uma maior capacidade de aprendizagem e uma adaptação ao meio. Por tudo isto a lentificação é uma das características mais importantes do cérebro humano. A individuação também é uma característica do nosso cérebro. Inicialmente pensava-se que o cérebro era igual em todos os indivíduos, ou seja, julgava-se que o desenvolvimento do cérebro obedecia a uma padrão, a uma modelo. A verdade é que os nossos cérebros são diferentes. Mas qual a razão desta diferença? O cérebro humano apresenta diferenças porque os seres humanos tem códigos genéticos diferentes o que faz com que haja um diferente desenvolvimento dos tecidos nervosos e porque cada uma de nós ao longo da nossa vida tem experiências, vivências diferentes. Até mesmo os gémeos homozigóticos apresentam cérebros diferentes (com uma diferente número de células nervosas e com diferentes conexões entre os neurónios) mesmo tendo o mesmo código genético pois têm experiências de vida diferentes devido às diferentes influências do meio. Se à nascença separarmos dois gémeos homozigóticos, sendo um deles criado num bom ambiente familiar num contexto socio-cultural “normal” e o outro criado num quarto fechado sem qualquer tipo de contacto com seres humanos veremos que as diferenças entre eles serão gigantescas, desta forma podemos verificar que as experiências que vivenciamos são cruciais no desenvolvimento cerebral e na individuação dos seres humanos. Assim quando falamos em individuação referimo-nos à distinção entre os seres humanos, desta forma cada pessoa desenvolve mais determinadas áreas cerebrais consoante as suas aptidões, as suas experiências de vida, daqui resulta a diversidade da sociedade devido à individuação de cada um. A lentificação também contribui para a individuação na medida em que sendo o nosso desenvolvimento cerebral lento estamos sujeitos às influência do meio durante mais tempo, vivendo mais experiências diferenciando-nos cada vez mais uns dos outros, ou seja, individualizando-nos. O principal motor da individuação é a plasticidade, é o facto de o nosso cérebro ser maleável, ou seja, de modificar as redes neuronais em função das experiências vividas e do meio em que estamos inseridos. A prova de que o nosso cérebro é plástico é o facto de uma função perdida devido a uma lesão poder ser recuperada por uma área vizinha da zona lesionada, a esta função dá-se o nome de função vincariante ou de suplência do cérebro. A plasticidade permite a aprendizagem e é a aprendizagem que vai possibilitar adaptação a novas situação, pois sendo nós tutores de um programa genético aberto é a aprendizagem que vai assumir as funções que nos outros seres resultam da hereditariedade. Mas como é que o cérebro consegue assimilar tanta informação? Só o consegue fazer graças à auto-organização cerebral que é uma auto-organização permanente. O processo de auto-organização consiste na multiplicação, e na eliminação das redes neuronais, ou seja na selecção das mesmas. Dá-se a multiplicação de redes neuronais quando há uma área cerebral que se desenvolve mais, que é por exemplo o caso de um violoncelista que tem as áreas cerebrais que comanda os dedos mais desenvolvida do que outras pessoas. Quando se dá o inverso, ou seja, quando uma pessoal, por exemplo, deixa de exercer uma determinada tarefa, a área cerebral responsável por essa tarefa vai deixar de ser utilizada, sendo as ligações neuronais desnecessárias, logo eliminadas. Faz-se assim uma selecção das redes neuronais: multiplicando as necessárias e eliminando as desnecessárias.
Por tudo isto o cérebro humano tem a capacidade de apreender e de se adaptar a novas situações, distinguindo-se dos outros seres.
Bibliografia:
Monteiro, Manuela Matos e Ferreira, Pedro Tavares
Ser Humano; Porto Editora
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Autores 12.º B Liliana, Cérebro
O cérebro humano
O cérebro do ser humano é diferente de todos os outros devido a muitos factores, e são precisamente esses factores que nos levam a ser a espécie dominante, pelo menos a nível de cultura porque a muitos outros níveis somos meros aprendizes comparados com os outros animais. Como sabemos quando nós, seres humanos, nascemos o nosso cérebro não está completamente desenvolvido, isto deve-se ao facto de este desenvolver-se de uma forma lenta e assim, possuirmos um cérebro imaturo e inacabado. O ser humano é um ser prematuro, no sentido em que não apresenta as suas capacidades, competências desenvolvidas, esta prematuridade e esta imaturidade explica por que razão o período da infância é tão longo.
Nós somos seres biologicamente inacabados (atraso no desenvolvimento, fazendo com o indivíduo se desenvolva mais devagar) e quando nascemos os neurónios (células nervosas) vão-se dividindo, formando inúmeras ligações neuronais – cortilização. Nos primeiros meses de vida, a estrutura do córtex modifica-se, devido ao aumento de redes neuronais – multiplicação. Mas como somos seres que possuímos um cérebro auto-organizado, essas redes neuronais vão sofrendo um processo de selecção (boas conexões). O processo de selecção das redes neuronais está relacionado com o potencial genético característico da espécie que disponibiliza o desenvolvimento cerebral num dado sentido. Para além do factor aleatório na formação das redes neuronais estas dependem de factores epigenéticos que decorrem da relação com o meio e que reflectem a história de cada indivíduo. Depois do nascimento, as experiências do sujeito cristalizam-se sob a forma de ligações sinápticas entre neurónios. É o que se designa por epigénese. Existe, por isso, um processo de moldagem que se mantém ao longo da vida. Após o nascimento, o papel do meio é crucial no desenvolvimento do indivíduo – O cérebro recebo estímulos do meio que actuam de forma concertada no desenvolvimento cerebral, e é a sua função garantir a nossa sobrevivência – processo auto-organizado.
A nossa prematuridade explica a ausência de uma programação biológica tão rígida como a que existe noutros animais. Inacabado, biologicamente desamparado, prematuro, está aberto a múltiplas potencialidades. A nossa natureza biológica torna mais flexível o processo de adaptação ao meio. Há uma grande diferença entre os seres vivos totalmente programados e outros animais que são parcialmente programados. No ser humano, essa programação é a menos significativa, por comparação com os outros seres vivos – o programa genético é aberto e é essa diferença que nos distingue como seres humanos. Os animais apresentam esquemas de comportamento especializados que os dotam de capacidades altamente eficazes de adaptação do meio. Por exemplo, os leões têm garras que lhes permitem caçar e rasgar as suas presas. Contudo, estas especializações determinam limitações pois funcionam apenas nos nichos ecológicos onde os animais estão inseridos. As garras de um leão não o permitem abrir uma porta. Para além destas funções para que estão programados, estas capacidades de pouco servem quando as circunstâncias se alterem.
É, por isso que esta nossa “imperfeição”, o nosso inacabamento permitem que nos adaptemos às mudanças, às situações imprevistas. Estas limitações anatómicas compensam, pois permitem-nos inventar, imaginar, criar soluções para a possibilidade de adaptação a circunstâncias novas e, por isso, desafiadoras.
Outra vantagem, que nos torna a espécie dominante é podermos afirmar e definir individuação pelo processo de singularidade e autonomia que nos individualiza de todos os outros, o que nos torna únicos e irrepetíveis. Este processo permite a cada ser humano escapar à padronização da hereditariedade específica, ou seja, de todas as características comuns da espécie humana. Contudo, a individuação não depende apenas das definições do património genético, mas também da nossa história social, isto é, das experiências pessoais vividas. A individuação resulta do culminar entre a interacção da hereditariedade individual (conjunto de características herdadas por um individuo que o distingue de todos os membros que integram na sua espécie humana), com a socialização que ocorre em toda a vida (o meio, e o grupo social incute neste determinados valores, influencia-o a determinadas atitudes e comportamentos que de certa forma o tornam diferentes de todos os outros, no entanto cada individuo interpreta aquilo que aprende e interpreta esses valores de forma diferente).
As pessoas distinguem-se pela estrutura das suas aptidões mentais porque, entre outros factores, os seus cérebros têm formas diferentes. O processo de individuação contribui para a evolução humana, porque uma vez que existe variabilidade individual, existe um maior leque de possibilidades de surgirem ideias que mudem o presente, uma vez que varias cabeças pensam melhor do que uma.
Como já referi, somos seres que conseguimos dar respostas a novas circunstâncias, a novas situações específicas, conseguimo-nos adaptar, integrar, criar novas formas de ser que se adequem às novas tarefas, aos novos contextos socioculturais. Isto também, deve-se ao facto de sermos seres sociais que interagimos com outras pessoas da nossa ou de outras culturas.
São todos estes factores como a lentificação, a plasticidade, a aprendizagem, a individuação, que nos tornam diferentes das outras espécies. Somos a espécie dominante do planeta pois conseguimos arranjar, inventar, criar maneiras para o sermos, uma vez que somos seres sociais que pensamos. Muitas cabeças pensam melhor do que uma, ou seja, muitos cérebros pensam melhor do que um.
Fontes : Livro de Psicologia B 12ºano – “SER HUMANO”
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Autores 12. B Alexandra Tolda Pinto, Cérebro
Marginais ou Marginalizados
Entende-se que um homem marginal é aquele que, através da migração, educação, casamento ou alguma outra influência, abandona um grupo social ou cultural sem realizar um ajustamento satisfatório em outro e encontra-se na margem de ambos sem pertencer a nenhum. É um modo não básico de pertencer e de participar na estrutura geral da sociedade.
Existe assim um padrão dominante regido por um conjunto de comportamentos, práticas, crenças e valores comuns aos membros de uma determinada cultura e, todos os subconjuntos como por exemplo os homossexuais, os ex-presidiários, os ciganos, entre outros, apenas por não seguirem os mesmos hábitos ou as mesmas crenças vão acabar por ser marginalizados.
Sendo assim, leva-nos a questionar e a reflectir até que ponto os padrões culturais são justos? Uma vez que quando nascemos não recebemos qualquer manual de instruções detalhado de como nos comportarmos enquanto individuo, enquanto sociedade, enquanto cultura. Será portanto justo estes estarem sujeitos ao preconceito apenas por não terem o mesmo tipo de educação que nós?! Mas por outro lado, sendo o ser humano, um ser prematuro e como capacidade de moldar o seu cérebro ao longo da vida, não deveria este saber interiorizar todos os conhecimentos de forma a poder integrar-se na sociedade?
A tendência do homem nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é estranho ou que não está de acordo com as suas tendências, costumes e hábitos. O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência. Se desejamos combater o preconceito injusto e a discriminação indevida, a solução não é impor igualdade mascarada e fictícia por intermédio de leis. A solução é admitir e esclarecer as diferenças, as aparências e as realidades para que o sistema de defesa humana as compreenda e não rejeite o que é normal e saudável. A liberdade de interpretação pessoal deve ser sempre respeitada.
Contudo, sabemos que actualmente isto não acontece, como já referi anteriormente, a sociedade reprime e põe à margem qualquer indivíduo baseando-se unicamente nas aparências, na empatia ou por exemplo, na religião que venera. Na minha opinião, devemos permitir que estes indivíduos se integrem e se socializem pois a cultura está sempre sujeita à integração. A socialização ocorre ao longo da vida: diferentes acontecimentos, contextos e tipo de relações exigem às pessoas, novas adaptações, novas aprendizagens e a criação de novas formas de ser, o que se torna sempre vantajoso para qualquer pessoa pois se nos prepararmos para possíveis mudanças e compreendermos o destino emocional reservado para nós, humanos, certamente a vida poderá florescer de acordo com as possibilidades de brilho de cada um.
O individuo é moldado pela cultura própria da sua cultura, ou seja, nada daquilo a que um ser humano “pertence”, como a religião ou a sua educação permanece nos seus genes, é importante salientar a relevância de entender o conceito de cultura não como uma unicidade mas sim como uma diversidade de padrões de cultura, cada um deles com a sua relatividade. O conceito de cultura não termina na compreensão de que é um facto local, depende do homem, e de enorme variabilidade. Não defendo que nos tornemos uma única sociedade, de padrões culturais únicos, pois desse modo perderia o ser humano a sua diversidade e originalidade, porém se em cada sociedade, e em cada um de nós existir espaço suficiente para ao mesmo tempo conservar aquilo que nos foi transmitido, e também aceitar e “abraçar” outras culturas que estão à nossa volta, também, tornar-se-ia mais fácil compreender-nos a nós próprios.
Sendo assim, estes sujeitos serão marginais ou marginalizados?! Os comportamentos marginais não poderão ser uma estratégia dos mesmos para tentar chamar à atenção e mostrar à sociedade que afinal estas pessoas ditas “não normais” também existem? Não será uma forma de “vingança” e de demonstrarem a sua revolta perante o mundo? A maioria das vezes estes sujeitos são considerados marginais, mas no fundo, não serão vítimas da ignorância da sociedade, do não conhecimento do que é diferente?
A marginalidade é um problema inerente à estrutura de qualquer sociedade e varia em cada momento histórico, contudo é necessário que deixemos de olhar tanto para dentro de nós próprios, enquanto sociedade, e que consigamos olhar para a nossa volta, analisar, compreender e observar as acções e os comportamentos que existem para além dos nossos.
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